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13/07/2026

PIAUÍ: defesa de mulher que tentou levar bebê de maternidade vai pedir soltura

De acordo com a defesa, a suspeita foi diagnosticada com transtorno psicótico agudo com sintomas esquizofrênicos após avaliação no Hospital Areolino de Abreu.

(Foto: Reprodução)

A defesa de Auricélia de Sousa Rocha afirmou, nesta segunda-feira (13), que vai pedir à Justiça a soltura da mulher suspeita de tentar levar uma recém-nascida da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina.

Auricélia foi presa após receber alta do Hospital Areolino de Abreu, onde, segundo a defesa, passou por avaliação psiquiátrica e foi diagnosticada com Transtorno Psicótico Agudo Polimorfo com sintomas esquizofrênicos.Defesa de mulher que tentou levar bebê de maternidade vai pedir soltura em Teresina 

Em nota, o advogado Tiago Carvalho Moreira afirmou que a defesa respeita a família da bebê, os profissionais da maternidade e o trabalho das autoridades responsáveis pela investigação, mas destacou que a condição de saúde mental da investigada precisa ser considerada no processo.

Segundo a defesa, Auricélia permaneceu em observação no Hospital Areolino de Abreu e recebeu alta com encaminhamento para acompanhamento psiquiátrico especializado.

O advogado informou ainda que juntou ao processo documentos que apontam que a suspeita fazia uso de medicação psiquiátrica. A defesa afirma que ela apresenta comprometimento na compreensão da realidade e dificuldade para entender a gravidade dos fatos investigados.

Apesar disso, o advogado destacou que não cabe à defesa antecipar conclusões sobre a responsabilidade criminal da investigada, que deverá ser avaliada por meio de perícia.

A defesa informou que vai protocolar um pedido de revogação da prisão preventiva. Caso o pedido não seja aceito, também poderá apresentar habeas corpus ao Tribunal de Justiça do Piauí.

De acordo com o advogado, o objetivo não é minimizar a gravidade do caso nem desrespeitar o sofrimento da família da recém-nascida, mas garantir que a investigada tenha seus direitos preservados e receba tratamento médico adequado.

A defesa afirmou ainda que confia no trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário e espera que as decisões sejam tomadas com base nas provas do processo, nos documentos médicos e na legislação.

Entenda o caso

Foto: Governo do Piauí

A mãe de uma recém-nascida alvo de uma tentativa de sequestro na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa relatou à TV Clube que está com o psicológico “acabado” após o episódio. A família, que mora na zona rural de Castelo do Piauí, afirma que a maternidade não prestou o apoio necessário no momento do ocorrido e que a polícia só foi acionada após a repercussão do caso.

Segundo os familiares, uma mulher tentou sair da unidade com a bebê, mas foi impedida por parentes da criança. A mãe, que é adolescente, contou que só soube da situação ao acordar após o parto, quando percebeu a irmã chorando.

Família de recém-nascida vítima de suposta tentativa de sequestro denuncia negligência médica no Piauí (Foto: Vitória Bacelar)

Além da tentativa de retirada da recém-nascida, a família também denuncia uma possível negligência médica. Parentes afirmam que, após o parto, uma tampa de agulha de anestesia teria saído do corpo da adolescente durante um procedimento.

A família também reclama que não teve acesso às imagens das câmeras de segurança e diz que não se sentiu acolhida pela maternidade após o caso.

CONFIRA A NOTA COMPLETA

A defesa técnica de Auricélia de Sousa Rocha, representada pelo advogado Tiago Carvalho Moreira (OAB/PI nº 16.503 | OAB/MA nº 24.219-A), vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:

Desde o início, a defesa manifesta profundo respeito à família da recém-nascida, aos profissionais da Maternidade Dona Evangelina Rosa e ao trabalho desenvolvido pelas autoridades responsáveis pela investigação dos fatos.

Entretanto, é imprescindível destacar que o caso possui um aspecto de extrema relevância que não pode ser ignorado: a condição de saúde mental da investigada.

Após os acontecimentos, Auricélia foi submetida à avaliação por equipe especializada do Hospital Areolino de Abreu, referência em psiquiatria no Estado do Piauí, tendo recebido o diagnóstico de Transtorno Psicótico Agudo Polimorfo com sintomas esquizofrênicos (CID F23.1), permanecendo em observação e recebendo alta com encaminhamento para acompanhamento psiquiátrico especializado.

Além disso, a defesa juntou aos autos documentos que demonstram que ela fazia uso de medicação de natureza psiquiátrica, circunstância que será devidamente submetida à apreciação do Poder Judiciário.

No atual estado clínico, conforme constatado pela defesa e pelos familiares, Auricélia apresenta importante comprometimento de sua compreensão acerca da realidade vivenciada, demonstrando dificuldade para compreender a gravidade dos fatos investigados e até mesmo a própria situação processual em que se encontra. Essa percepção é compatível com a necessidade de avaliação especializada já documentada, mas a repercussão jurídica desse quadro deverá ser apurada pelos meios periciais previstos na legislação, não cabendo à defesa antecipar conclusões sobre sua imputabilidade penal.

A defesa informa que protocolará pedido de revogação da prisão preventiva e, caso necessário, impetrará Habeas Corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, sustentando que a manutenção da custódia cautelar deve ser reavaliada também à luz dos documentos médicos supervenientes já apresentados ao Juízo.

É importante ressaltar que essa iniciativa não busca minimizar a gravidade dos fatos investigados, tampouco desrespeitar o sofrimento da família envolvida. O objetivo é assegurar que o processo penal observe integralmente a Constituição Federal, o devido processo legal e os direitos fundamentais da investigada, inclusive o direito de receber tratamento médico adequado quando há elementos clínicos relevantes.

A defesa reafirma sua confiança nas instituições, no Ministério Público e no Poder Judiciário, acreditando que todas as decisões serão tomadas com base nas provas constantes dos autos, na legislação vigente e nos princípios constitucionais que regem o Estado Democrático de Direito.

Teresina (PI), 13 de julho de 2026.

Fonte: Portal ClubeNews

Piauí chega a 11 mortes por dengue; vítimas vão de criança a idosos

Foto: Ilustrativa/ Freepik

Painel epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) revela que no Piauí 11 pessoas já morreram por dengue, com registros de 405 casos da doença com sinais de alarme e 8.300 confirmações. A vítima mais recente é de Teresina. Os óbitos vão desde crianças até idoso de 90 anos. CONFIRA O PAINEL

De acordo com o painel da Sesapi, há 14 mil casos de dengue provável somente este ano e 26 casos de dengue grave.

Segundo a Sesapi, recentemente um caso de óbito pela doença em Teresina está em investigação. A Fundação Municipal de Saúde informou "que o caso de óbito está em investigação, entretanto os resultados dos exames realizados inicialmente não confirmaram a causa por esse agravo. Estamos aguardando a conclusão dos demais resultados de exames para o encerramento da investigação e esclarecer a causa do óbito". (Confira a nota completa ao final da matéria"

O caso mais recente de óbito confirmado é de uma menina de dois anos natural da cidade de Pio IX, que morreu no Hospital Regional Justino Luz, em Picos.

De acordo com o Ministério da Saúde, a dengue faz parte de um grupo de doenças denominadas arboviroses, que se caracterizam por serem causadas por vírus transmitidos por vetores artrópodes. No Brasil, o vetor da dengue é a fêmea do mosquito Aedes aegypti.

A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos doentes se recupera, porém, parte deles podem progredir para formas graves, inclusive virem a óbito. A quase totalidade dos óbitos por dengue é evitável e depende, na maioria das vezes, da qualidade da assistência prestada e organização da rede de serviços de saúde.

Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.
Vacinação

A vacina contra a dengue disponível atualmente no Brasil é a Qdenga, produzida pela farmacêutica Takeda. Somente a vacina do Butantan foi interrompida. Mês passado, o Ministério da Saúde suspendeu a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan e que estava sendo aplicada em profissionais de saúde e em moradores de alguns municípios brasileiros.

Sinais e sintomas mais comuns de dengue:
  • Febre alta;
  • Dor de cabeça e/ou atrás dos olhos;
  • Enjoo;
  • Moleza;
  • Dor nas articulações;
  • Manchas vermelhas no corpo.
Sinais e sintomas de alerta para dengue grave:
  • Dor na barriga intensa;
  • Vômitos frequentes;
  • Tontura ou sensação de desmaio;
  • Dificuldade de respirar;
  • Sangramento no nariz, gengivas e fezes;
  • Cansaço e/ou irritabilidade.
Prevenção:

Uso de telas nas janelas e repelentes em áreas de reconhecida transmissão;
Remoção de recipientes nos domicílios que possam se transformar em criadouros de mosquitos;
Vedação dos reservatórios e caixas de água;
Desobstrução de calhas, lajes e ralos;
Participação na fiscalização das ações de prevenção e controle da dengue executadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Nota da FMS

A Fundação Municipal de Saúde (FMS), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde-DVS, informa que um caso de óbito por suspeita de dengue está em investigação, entretanto os resultados dos exames realizados inicialmente não confirmaram a causa por esse agravo.

Estamos aguardando a conclusão dos demais resultados de exames para o encerramento da investigação e esclarecer a causa do óbito.

Fonte: Cidadeverde.com

Vídeo mostra momento em que recém-nascido é levado por suspeita de tentativa de sequestro

Gravações revelam os minutos que antecederam o resgate do recém-nascido, encontrado pela própria tia

Imagem capturada do vídeo

Um vídeo registrado por câmeras de segurança mostrou o momento em que um recém-nascido quase foi sequestrado na maternidade Evangelina Rosa em Teresina, no Piauí.

As imagens foram divulgadas pelo Fantástico na noite de domingo (12). Nas gravações, é possível ver quando a suspeita de tentativa de sequestro aparece às 13h40 com a bebê em um corredor do hospital.

A técnica de enfermagem, Auricélia Rocha, é investigada pela tentativa de sequestro e na versão da família ela teria dito que levaria a criança para realização de exames, incluindo, um teste de pezinho.

Quem percebeu a ação foi a tia da bebê, Daniela Beatriz, que esperou do lado de fora da sala. Após dois minutos, a suspeita deixa o espaço sem a bebê, carregando uma bolsa preta grande, e entrou em um banheiro. Daniela estranhou a situação e resolveu segui-la.

CRIANÇA ENCONTRADA DENTRO DA BOLSA

A criança foi encontrada pela tia que abordou a mulher e achou a criança dentro da bolsa. Em vídeo publicado nas redes sociais, Daniela disse que a mãe da bebê estava internada na maternidade desde 4 de julho, após ser transferida devido à gravidez de risco.

A mãe já havia recebido alta médica, mas a recém-nascida permaneceria na maternidade para realizar os exames da orelhinha e do pezinho.

Uma mulher branca, com uma tatuagem um pouco perto da clavícula, vestida aparentemente como enfermeira com a roupa do hospital, estava com uma bolsa preta e tinha livre acesso à maternidade, podendo ir em todos os leitos, conversar e dar conselhos. Ela estava com a bolsa e a criança dentro. Eu retirei a criança de dentro da bolsa, e na hora do ocorrido, muitas pessoas, incluindo enfermeiras e médicos, vieram para cima.


Fonte: Portal MeioNews

11/07/2026

Criança de dois anos morre com suspeita de dengue no Sul do Piauí

Já muito debilitada, a criança foi encaminhada ao hospital de Picos, mas não resistiu e acabou morrendo.

Alerta de dengue em município do Piauí | Foto: Reprodução

Uma criança de dois anos morreu na última quinta-feira (9) com suspeita de dengue. Ela estava internada no Hospital Regional Justino Luz, em Picos, mas é natural do município de Pio IX.

Segundo foi informado por familiares, a criança apresentou os primeiros sintomas na última segunda-feira (6). Ela foi levada à unidade de saúde de Pio IX, onde foi medicada e retornou para casa. Nos dias seguintes, voltou a apresentar os sintomas, só que dessa vez, mais fortes, como febre, vômitos e inchaço abdominal. Com a continuação dos sintomas a criança foi levada novamente ao hospital, onde foi feito um teste que deu positivo para dengue.

Já muito debilitada, a criança foi encaminhada ao hospital de Picos, mas não resistiu e acabou morrendo. A mãe da criança informou ainda que na comunidade Pau Ferro, onde moram em Pio XI, muitas pessoas estão apresentando sintomas da dengue.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) deve investigar a causa da morter que será confirmada após a realização de exames laboratoriais realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

PIO IX ENTRA EM ALERTA APÓS AUMENTO DE CASOS

O município de Pio IX, no Sudeste do Piauí, intensificou as ações de combate à dengue após o aumento de casos registrados nas últimas semanas, principalmente na zona rural. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), o município já confirmou 91 casos da doença em 2026, incluindo dois casos de dengue grave.

Autoridades reforçam medidas de prevenção

As autoridades orientam a população a eliminar recipientes que possam acumular água, manter caixas d'água devidamente fechadas e utilizar repelente como forma de prevenção. Em caso de sintomas como febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, manchas na pele ou dor atrás dos olhos, a recomendação é procurar atendimento médico o mais rápido possível.

Fonte: Portal MeioNews

10/07/2026

MPPI e MPF acionam a Justiça para garantir atendimento oncológico do Hospital São Marcos pelo SUS


O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) e o Ministério Público Federal (MPF) ingressaram com uma ação civil pública, acompanhada de pedido de tutela de urgência, para assegurar a continuidade dos atendimentos oncológicos prestados pelo Hospital São Marcos aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A ação foi proposta contra o Município de Teresina, a Fundação Municipal de Saúde (FMS), o Estado do Piauí, a União e a Associação Piauiense de Combate ao Câncer Alcenor Almeida (APCCAA), entidade responsável pela administração do Hospital São Marcos.

Segundo o MPPI e o MPF, o impasse teve início após mudanças na forma de cálculo dos repasses financeiros previstos em convênio firmado entre a Fundação Municipal de Saúde e o hospital. De acordo com os órgãos, a alteração administrativa teria reduzido os valores destinados à unidade de saúde, comprometendo a manutenção dos serviços.

Em razão da insuficiência de recursos, o Hospital São Marcos informou ao Ministério Público que precisou adotar um Plano Institucional de Contingenciamento Assistencial. A medida resultou na suspensão temporária de novos encaminhamentos de pacientes com determinados tipos de câncer para consultas e procedimentos especializados.

Os órgãos ministeriais afirmam que, ao longo deste ano, diversas reuniões foram realizadas na tentativa de solucionar o problema de forma consensual. No entanto, não houve acordo entre as partes.

Na ação, o MPPI e o MPF ressaltam que a situação é considerada preocupante porque o Hospital São Marcos é referência no tratamento oncológico no Piauí. Além disso, o estado não possui outro Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) capaz de absorver toda a demanda atualmente atendida pela instituição.

Entre os pedidos encaminhados à Justiça estão a garantia da continuidade do atendimento aos pacientes do SUS, a realização de uma perícia para identificar os custos reais dos serviços prestados e a definição das responsabilidades financeiras da União, do Estado e do Município de Teresina no custeio da assistência oncológica.

Os ministérios públicos também defendem a implantação de medidas permanentes de governança e monitoramento, com participação dos órgãos de controle, dos conselhos de saúde e de representantes dos usuários do SUS.

Grupo acompanhará abastecimento de medicamentos

Na última quarta-feira (8), a procuradora-geral de Justiça do Piauí, Cláudia Seabra, instituiu o Grupo Emergencial de Monitoramento do Abastecimento de Fármacos do Hospital São Marcos a Pacientes Oncológicos do SUS.

O objetivo é acompanhar, durante o período de vigência do plano de contingenciamento, a disponibilidade de medicamentos oncológicos e de outros insumos considerados essenciais, além de promover a articulação entre os órgãos envolvidos para garantir a continuidade da assistência aos pacientes.

O grupo reúne representantes do Ministério Público, da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), entre promotores, médicos, farmacêuticos e técnicos das áreas de regulação, auditoria e assistência farmacêutica.

Documentos relacionados:


Da redação do Portal PHB em Nota

08/07/2026

Técnica de enfermagem suspeita de tentar sequestrar recém-nascida em maternidade tem registro suspenso

Suspeita foi presa na quarta-feira (8), após receber alta de hospital psiquiátrico. Segundo o Coren-PI, ela está impedida de exercer a profissão até a conclusão do processo ético.

Técnica de enfermagem é presa suspeita de tentar sequestrar recém-nascida em maternidade no PI — Foto: Divulgação/PCPI

O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) suspendeu cautelarmente o registro profissional da técnica de enfermagem Auricélia Rocha, presa suspeita de tentar sequestrar uma recém-nascida na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. Com a medida, ela fica impedida de exercer a profissão até a conclusão do processo ético instaurado pelo conselho.

Segundo o presidente do Coren-PI, Samuel Freitas, a suspensão está prevista no Código de Processo Ético para casos considerados graves e tem como objetivo impedir que a profissional continue atuando enquanto a apuração está em andamento.

"Como se trata de um caso gravíssimo, o Código de Processo Ético prevê que possa haver uma suspensão cautelar para que, até a finalização do processo, ela não atue profissionalmente. Então, nesse momento, a inscrição dela, o registro profissional, fica suspenso até que esse processo finalize", afirmou o presidente à TV Clube.

Ainda segundo Samuel Freitas, o conselho aguarda informações da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa para dar andamento ao processo. Se necessário, também solicitará documentos à Polícia Civil e ao Ministério Público.

A técnica de enfermagem foi presa na quarta-feira (8), após receber alta do Hospital Areolino de Abreu, onde havia sido internada no dia anterior. Segundo a Polícia Civil, ela passou por interrogatório na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), mas permaneceu em silêncio.

O advogado Tiago Carvalho Moreira, que representa a suspeita, afirmou que ela faz tratamento psiquiátrico após sofrer abortos anteriormente. Segundo a defesa, a investigada ainda acredita estar grávida.

Suspeita não estava trabalhando no dia do crime

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a técnica de enfermagem não estava escalada para trabalhar na segunda-feira (6). Ela teria utilizado as credenciais para acessar as dependências da maternidade.

“Se valendo do seu acesso como funcionária, foi em um dia que não estava trabalhando, se paramentou com as roupas de trabalho, entrou nos leitos de maternidade e conversou com várias pacientes”, detalhou o delegado Hugo Alcântara.

Ainda não se sabe o que motivou o crime. A investigação segue em andamento.

Fonte: G1/PI

06/07/2026

Família denuncia tentativa de sequestro de bebê em maternidade do Piauí

Foto: Ascom NMDER

A Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER), em Teresina, confirmou que impediu, nesta segunda-feira (6), uma tentativa de retirada irregular de um recém-nascido da unidade. Segundo a direção do hospital, a ação foi identificada pelos protocolos internos de segurança, impedindo que a tentativa fosse concretizada.

Em nota, a maternidade informou que comunicou imediatamente as autoridades competentes, adotou todas as providências cabíveis e está colaborando integralmente com a apuração. A instituição acrescentou que não divulgará mais detalhes neste momento para não comprometer as investigações.

Confira a nota na íntegra ao fim da reportagem.

Informações apuradas pelo cidadeverde.com indicam que a suspeita teria se apresentado à mãe como integrante da equipe responsável pela realização do teste do pezinho e deixou o quarto com o recém-nascido.

Ao perceber a situação, a acompanhante foi atrás da mulher e a encontrou em um dos banheiros da maternidade. Segundo a apuração da reportagem, o bebê foi localizado dentro de uma bolsa antes que a suspeita deixasse a unidade. Essas informações ainda serão esclarecidas no curso da investigação policial.

Também segundo a apuração, a mulher utilizava vestimentas semelhantes às adotadas por profissionais da unidade. A suspeita é que ela seria uma funcionária da unidade.

Ainda em nota, a direção da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa destacou que os protocolos de controle de acesso e vigilância funcionaram de forma eficaz.

“A Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER) informa que, nesta segunda-feira (06), foi registrada uma ocorrência envolvendo uma tentativa de retirada irregular de um recém-nascido da unidade.

A ação foi prontamente identificada pelos protocolos de segurança da maternidade, e a equipe agiu de forma imediata, impedindo que a tentativa fosse concretizada. A direção da maternidade adotou todas as providências cabíveis, comunicou imediatamente as autoridades competentes e está colaborando integralmente com a apuração dos fatos.

Neste momento, as circunstâncias da ocorrência ainda estão sendo investigadas. Por esse motivo, a instituição não irá antecipar informações que possam comprometer o trabalho das autoridades ou a correta elucidação do caso.

A NMDER reafirma seu compromisso com a segurança dos pacientes, acompanhantes e profissionais, destacando que os protocolos de controle de acesso e vigilância demonstraram efetividade ao impedir que a tentativa tivesse êxito.”

Fonte: Cidadeverde.com

03/07/2026

Hospital São Marcos suspende atendimentos de oncologia para novos pacientes

O hospital informou que detalhes devem ser divulgados em uma coletiva de imprensa na próxima segunda-feira (6).

Hospital São Marcos, no Centro de Teresina — Foto: Ilanna Serena/g1

O Hospital São Marcos, em Teresina, suspendeu temporariamente os atendimentos de novos pacientes para tratamento de câncer. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (3).

O g1 buscou o Hospital São Marcos, que anunciou uma coletiva de imprensa na segunda-feira (6), para detalhar quais as medidas adotadas pelo hospital, os impactos do atual cenário de financiamento e as ações conduzidas para garantir a continuidade da assistência aos pacientes em tratamento.

Segundo a presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Leopoldina Cipriano, pacientes que estão em tratamento oncológico não são prejudicados com a suspensão.

Em entrevista à TV Clube, Leopoldina destacou que o Governo do Piauí, o Ministério Público do Estado, o Ministério da Saúde, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal foram notificados sobre a situação.

"A gente reconhece a importância do Hospital São Marcos e da garantia do atendimento de todos os pacientes de oncologia do Piauí. E todas as medidas que eram cabíveis à FMS, nós tomamos. Buscamos diálogo com o Estado para que aumentasse o incremento da média e alta complexidade para oncologia. Hoje o Estado repassa R$ 900 mil por mês", disse.

"Solicitamos junto ao Ministério da Saúde um incremento de R$ 90 milhões para a oncologia de Teresina, para que a gente continuasse garantindo atendimento", completou.

Fonte: G1/PI

02/07/2026

Gracinha Mão Santa celebra investimento de R$ 23 milhões para construção da Policlínica Regional em Parnaíba

Foto de divulgação.

Parnaíba está prestes a receber um importante reforço na rede pública de saúde com a construção de uma Policlínica Regional, obra que contará com investimento superior a R$ 23 milhões. A unidade será implantada no bairro Frei Higino por meio de parceria entre os governos Federal e Estadual, com recursos do Novo PAC Saúde.

A nova estrutura tem como objetivo ampliar o acesso da população a consultas especializadas, exames e serviços de média complexidade, beneficiando não apenas moradores de Parnaíba, mas também de municípios da Planície Litorânea.

Entre as especialidades previstas para atendimento estão cardiologia, endocrinologia, neurologia, otorrinolaringologia e pediatria, contribuindo para reduzir a necessidade de pacientes buscarem atendimento em cidades mais distantes.

A deputada estadual Gracinha Mão Santa comemorou a confirmação do investimento e destacou que a implantação da Policlínica representa um avanço significativo para a saúde pública da região.

Segundo a parlamentar, a nova unidade irá proporcionar mais qualidade no atendimento, facilitar o acesso da população aos serviços especializados e fortalecer Parnaíba como referência regional na área da saúde. Ela também parabenizou os governos Estadual e Federal pela iniciativa.

A obra tem prazo estimado de 24 meses para conclusão e deverá ampliar a capacidade de atendimento especializado, além de fortalecer a estrutura da rede pública de saúde no litoral do Piauí.

Gracinha Mão Santa ressaltou ainda que seguirá atuando em busca de novos investimentos para Parnaíba, especialmente em setores considerados estratégicos, como saúde, infraestrutura e desenvolvimento regional.

Da redação do Portal PHB em Nota

01/07/2026

Clínica Sesc Trilhar é inaugurada em Parnaíba para atendimento especializado de crianças e adolescentes neurodivergentes


Foi inaugurada oficialmente na manhã desta quarta-feira (1º) a Clínica Sesc Trilhar – Dr. Raimundo de Moraes Bessa, no Sesc Avenida, em Parnaíba. A nova unidade foi criada para oferecer atendimento especializado a crianças e adolescentes neurodivergentes, ampliando o acesso a serviços essenciais para famílias de Parnaíba e de toda a região litorânea.


A cerimônia contou com a presença do diretor regional do Sesc no Piauí, Francisco Campelo, representando o presidente da Fecomércio Sesc/Senac no Piauí, Valdeci Cavalcante. Também participaram a deputada estadual Gracinha Mão Santa, a ex-primeira-dama de Parnaíba, Adalgisa Moraes Souza, além do médico Dr. Raimundo de Moraes Bessa, homenageado que dá nome à clínica, acompanhado de seus familiares.


Durante a solenidade, o Dr. Raimundo de Moraes Bessa e sua família participaram do descerramento da placa inaugural e do corte do laço simbólico, marcando oficialmente a entrega da nova unidade à população.


Adalgisa Moraes Souza destacou a importância social do novo equipamento, ressaltando que a Clínica Sesc Trilhar representa um avanço significativo no suporte, acolhimento e inclusão de crianças neurodivergentes e de suas famílias.


Com uma estrutura moderna e preparada para atendimentos multidisciplinares, a clínica oferecerá serviços subsidiados de fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional, psicopedagogia e nutrição, reunindo profissionais especializados para promover o desenvolvimento integral dos pacientes.

As instalações já estão prontas para iniciar o cronograma de atendimentos, fortalecendo a atuação do Serviço Social do Comércio (Sesc) na área da saúde e da inclusão no norte do Piauí e ampliando a oferta de assistência especializada na região.


Da redação do Portal PHB em Nota

20/06/2026

SIMEPI fiscaliza Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA) e relata superlotação durante vistoria em Parnaíba

Diretoria e equipe do SIMEPI - Foto: Portal PHB em Nota

O Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (SIMEPI) realizou, na tarde desta sexta-feira (19), uma fiscalização surpresa no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba. Segundo a entidade, durante a visita foram encontradas diversas irregularidades na unidade, administrada pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC).

Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA)

Heda - Foto: Portal PHB em Nota

No Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), o clima ficou tenso logo na chegada da equipe do SIMEPI. De acordo com o sindicato, um funcionário do setor administrativo tentou impedir a entrada dos representantes da entidade, que alegaram possuir prerrogativa legal para fiscalizar os hospitais da rede estadual.

Diante do impasse, o advogado do SIMEPI acionou a Polícia Militar para garantir o direito de acesso à unidade. Após alguns minutos, os representantes conseguiram entrar no hospital. A equipe policial chegou ao local, mas não precisou intervir, pois a situação já havia sido parcialmente resolvida.

Policia Militar no Heda - Foto: Portal PHB em Nota

Segundo a presidente do SIMEPI, Dra. Lúcia Santos, a tentativa de impedir a entrada ocorreu para que a administração tivesse tempo de amenizar o cenário encontrado pela fiscalização.

Dra. Lúcia Santos, presidente do SIMEPI - Foto: Portal PHB em Nota

"Nós fomos impedidos de entrar por um funcionário do administrativo. Depois a gente descobriu por quê. Porque ele queria ganhar tempo para poder tirar, diminuir o caos que nós já encontramos. Uma situação caótica, pessoas jogadas nos corredores, em macas, superlotação. Estava pior, por isso que eles tentaram barrar nossa entrada. Só depois que a assessoria jurídica do sindicato entrou em contato com a Polícia Militar foi que a gente... Quando eles chegaram, a gente já tinha entrado porque o funcionário estava maquiando lá dentro", disse a presidente.

Segundo o SIMEPI, além da prerrogativa legal para fiscalizar as unidades hospitalares, a visita também atende a uma solicitação do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI). Um relatório com todas as irregularidades encontradas nos hospitais de Parnaíba será elaborado e encaminhado ao órgão.

Documento do MPPI - Foto: Portal PHB em Nota

Nota da Sesapi

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) informou que, até o momento, não recebeu o relatório referente à vistoria realizada pelo Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (SIMEPI) no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba.

A pasta esclareceu que, assim que o documento for oficialmente encaminhado, realizará a análise das informações apresentadas e, se necessário, adotará as providências cabíveis para fortalecer a assistência prestada à população.

A Sesapi também reafirmou seu compromisso com a transparência, o diálogo institucional e a melhoria contínua dos serviços de saúde oferecidos aos piauienses.


Da redação do Portal PHB em Nota

SIMEPI fiscaliza Hospital Nossa Senhora de Fátima e HEDA em Parnaíba

Foto: Portal PHB em Nota

O Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (SIMEPI) realizou, na tarde desta sexta-feira (19), uma fiscalização surpresa no Hospital Nossa Senhora de Fátima e no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba. De acordo com os representantes da entidade, foram constatadas diversas irregularidades nas duas unidades, administradas pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC).

Hospital Nossa Senhora de Fátima


No Hospital Nossa Senhora de Fátima, que funciona como anexo do HEDA, a presidente do SIMEPI, Dra. Lúcia Santos, afirmou que a situação encontrada está ainda pior do que na última inspeção realizada há cerca de um ano e meio.

Dr. Samuel Rêgo, vice-presidente do sindicato

O vice-presidente do sindicato, Dr. Samuel Rêgo, classificou o cenário como precário e preocupante, destacando que os problemas não se restringem a Parnaíba, mas também atingem outras unidades de saúde do Piauí.

"Os médicos estão trabalhando com uma sobrecarga muito alta, porque são poucos profissionais para atender uma quantidade gigantesca de pessoas. As enfermarias estão quebradas, não têm ar-condicionado, e a população tem que trazer seus ventiladores de casa."

Segundo Dr. Samuel Rêgo, a fiscalização atende a uma solicitação do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI). Após a visita, será elaborado um relatório detalhando todas as irregularidades encontradas durante a inspeção.

Dra. Lúcia Santos, presidente do SIMEPI e Renato Leal, diretor - Foto: Portal PHB em Nota

O diretor do SIMEPI, Renato Leal, também demonstrou preocupação com as condições do hospital, principalmente por se tratar de uma unidade voltada ao atendimento pediátrico. Segundo ele, a unidade não possui berços para atender recém-nascidos, que estariam sendo acomodados em camas comuns. Além disso, diversos leitos estão com o revestimento plástico totalmente danificado, comprometendo a higienização e aumentando o risco de contaminação.

"Total descaso. Os acompanhantes não podem revezar, ou seja, a mãe tem que ficar 24 horas. E você sabe que é impossível uma pessoa passar 24 horas sem se alimentar, sem ir ao banheiro. Porque, se ela sair, a criança pode cair da cama. E as outras mães estão ocupadas com seus próprios filhos. É quase como um hospital de guerra", disse Renato Leal.

Nota da Sesapi

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) informou que, até o momento, não recebeu o relatório referente à vistoria realizada pelo Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (SIMEPI) no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba.

A pasta esclareceu que, assim que o documento for oficialmente encaminhado, realizará a análise das informações apresentadas e, se necessário, adotará as providências cabíveis para fortalecer a assistência prestada à população.

A Sesapi também reafirmou seu compromisso com a transparência, o diálogo institucional e a melhoria contínua dos serviços de saúde oferecidos aos piauienses.


Continua...

Da redação do Portal PHB em Nota

18/06/2026

Após mobilização em Parnaíba, família de Heitor agradece apoio e celebra cirurgia do menino


A família do pequeno Heitor divulgou uma nota na noite desta quarta-feira (17) para agradecer a todas as pessoas que contribuíram durante a luta pela recuperação do menino. A mensagem foi publicada após ele conseguir a vaga para tratamento e passar pela cirurgia, uma conquista celebrada pelos familiares depois de semanas de mobilização e uma grande corrente de solidariedade.

Na nota, os familiares expressam profunda gratidão a todos que colaboraram com rifas, bingos, doações, mensagens de apoio e, principalmente, com as orações. Segundo a família, cada gesto de solidariedade foi fundamental para fortalecer a esperança e dar forças para seguir lutando pela vida de Heitor.

"Graças a Deus, o Heitor já realizou a cirurgia e sua vaga foi concedida. Neste momento, não estaremos realizando mais rifas, bingos ou campanhas financeiras", informou a família.

Apesar da importante conquista, os familiares destacam que a batalha ainda não terminou. Agora, o pedido é para que a população continue unida em oração, na expectativa de que o menino tenha uma boa recuperação, responda bem ao procedimento cirúrgico e possa seguir o tratamento com sucesso.

Na mensagem, a família também agradece a todos que estenderam a mão durante esse período delicado, afirmando que jamais esquecerá o carinho, o apoio e a solidariedade recebidos. "Vocês foram instrumentos de Deus em nossas vidas", diz um trecho da nota.

VEJA NOTA


Relembre o caso


Durante a repercussão do caso, o Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA) divulgou uma nota oficial informando que o menino estava recebendo assistência integral da equipe multiprofissional enquanto aguardava a disponibilidade de um leito de UTI pediátrica regulado pelo sistema estadual de saúde.

Dias depois, Heitor conseguiu a vaga necessária, foi transferido para dar continuidade ao tratamento e realizou a cirurgia. Agora, com essa importante etapa vencida, a família celebra a conquista e reforça que, neste momento, a maior ajuda é que todos continuem em oração pela plena recuperação do pequeno guerreiro.

Da redação do Portal PHB em Nota

17/06/2026

Advogado Wallyson Soares aponta falhas que dificultam acesso de pacientes à saúde no Piauí

Relatórios oficiais apontam que problemas enfrentados pela população vão além da escassez de profissionais e envolvem falhas de planejamento, estrutura e organização dos serviços de saúde.

Foto de Wallyson: Reprodução Pederão Cast/Youtube

Relatos frequentes de usuários do SUS e ações judiciais relacionadas ao acesso à saúde demonstram dificuldades envolvendo consultas especializadas, exames e deslocamentos para centros maiores em busca de tratamento. Embora a falta de médicos seja uma das principais reclamações da população, levantamentos recentes mostram que os desafios da saúde pública nos municípios piauienses vão além da disponibilidade de profissionais.

Dados do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) e do Ministério Público de Contas (MPC-PI) apontam que falhas de gestão, planejamento insuficiente e deficiências estruturais continuam comprometendo o acesso da população aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Um dos cenários que mais preocupa os órgãos de controle está relacionado à saúde mental. Levantamento aprovado pelo TCE-PI identificou que 42,15% dos municípios piauienses não possuem estrutura organizacional adequada para os serviços de saúde mental. O estudo também constatou que apenas 36,32% das cidades contam com orçamento específico para a área e que menos da metade consegue atender integralmente a demanda da atenção primária sem formação de filas de espera.

Segundo o tribunal, ainda há dificuldades na integração entre os serviços da rede de atendimento, além de problemas relacionados à oferta de medicamentos e à adoção de protocolos assistenciais.

Para o advogado Wallyson Soares, que atua na defesa de pacientes em demandas relacionadas ao direito à saúde, a situação demonstra que o problema não pode ser atribuído exclusivamente à falta de profissionais: "Quando analisamos os casos que chegam diariamente, percebemos que muitas dificuldades estão ligadas à organização da rede e ao cumprimento das obrigações dos gestores. O cidadão não precisa apenas de um médico disponível, mas de todo um sistema funcionando para garantir o tratamento adequado", afirma.

As fragilidades não se limitam à saúde mental. Outro levantamento técnico realizado pelo Ministério Público de Contas revelou que a maioria dos municípios do estado apresenta falhas no planejamento, monitoramento e avaliação das ações de saúde. Entre os problemas identificados estão inconsistências em instrumentos obrigatórios de gestão, como os planos municipais de saúde, as programações anuais e os relatórios de gestão exigidos pelo SUS.

Na prática, essas falhas podem impactar diretamente a vida dos pacientes. A ausência de planejamento adequado pode resultar em atrasos para marcação de consultas, dificuldade de acesso a exames, falta de medicamentos e obstáculos para encaminhamentos a serviços especializados.

Outro ponto destacado em auditorias do TCE-PI é a assistência farmacêutica. Fiscalizações identificaram fragilidades na gestão estadual da política de medicamentos, incluindo falhas de planejamento, problemas estruturais e limitações na cobertura de unidades responsáveis pela dispensação de remédios.

Para especialistas, essas dificuldades tendem a afetar principalmente os moradores do interior, onde a oferta de serviços especializados costuma ser mais limitada e a dependência de transferências para centros maiores é mais frequente.

Segundo Wallyson Soares, os impactos dessas deficiências recaem diretamente sobre a população mais vulnerável.

"Muitas famílias precisam percorrer grandes distâncias para conseguir atendimento. Em situações urgentes, qualquer atraso pode agravar o quadro clínico do paciente e comprometer a efetividade do tratamento", ressalta.

Diante desse cenário, órgãos de controle têm defendido medidas para fortalecer a gestão da saúde nos municípios, ampliar a estrutura de atendimento e melhorar a integração entre os diferentes níveis da rede pública.

Para Wallyson, o debate sobre a saúde pública precisa avançar para além da discussão sobre o número de médicos disponíveis.

"A qualidade do atendimento depende de uma série de fatores. É necessário garantir exames, medicamentos, transporte sanitário, regulação eficiente e cumprimento das decisões administrativas e judiciais. Quando uma dessas etapas falha, quem sofre é o paciente", conclui.

AsCom - Advogado Wallyson Soares
 

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