Foto: Eduardo Costa / cidadeverde.com
Um motorista de aplicativo, de 30 anos, foi preso com mais de 100 quilos de maconha em um imóvel apontado como depósito de drogas na zona Sudeste de Teresina. A prisão ocorreu durante operação realizada na quinta-feira (23) pelo Polícia Civil e Militar.
Segundo o delegado Samuel Silveira, coordenador do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), o suspeito utilizava a atividade de transporte por aplicativo como fachada enquanto atuava na logística do tráfico. Ele seria responsável por guardar a droga e realizar a distribuição para pontos de venda.
“Ele tem como aparência profissional ser motorista por aplicativo, mas, na verdade, era o responsável por guarnecer aquele ambiente, aquele depósito. Ele tinha a chave, entrava, recolhia a droga e, à medida que os pedidos aconteciam para abastecimento das bocas de fumo, ele fazia a entrega. E o detalhe: ele fazia a entrega no formato de peça, não fazia a entrega dolada, ou seja, já fracionada. Isso, naturalmente, faz crer que ele tinha contato direto com inúmeras bocas de fumo e, na chegada à boca de fumo, a droga era fracionada pelo próprio boqueiro”, explicou.Veja mais: Mais de 100kg de maconha são apreendidos em depósito na zona sudeste de Teresina
De acordo com o delegado, o homem não possuía antecedentes criminais e não tinha ligação com facções, apesar de ter sido apontado como integrante de uma associação criminosa envolvida com o tráfico de drogas.
“Esse indivíduo não é faccionado, mas é interligado a uma associação criminosa que realiza o tráfico de drogas. Dentro desse contexto, a missão dele era justamente ser o responsável por guarnecer o ambiente e fazer a entrega da peça da droga", pontuou.
O delegado também alertou para o uso recorrente de motoristas de aplicativo por organizações criminosas para o transporte de entorpecentes.
“Não é de agora, já há algum tempo que temos percebido e alertado, até com cunho preventivo. De fato, facções criminosas têm feito uso dessa estratégia de utilizar motoristas de aplicativo para o transporte de drogas. Eventualmente, em um ou outro caso, pelas circunstâncias, pode-se crer que não haja conhecimento. Mas não é normal que não haja o conhecimento", destacou.
Ainda segundo Samuel Silveira, as forças de segurança têm intensificado o monitoramento desse tipo de prática.
“Nós estamos atentos, com um olhar bastante profundo sobre esse tipo de procedimento, esse modus operandi, e temos feito prisões de pessoas relacionadas a essa forma de traficar. De maneira clara, não se resumem essas prisões apenas a motoristas de aplicativo que transportam, mas a toda a cadeia criminosa que temos alcançado a partir de operações policiais”, finalizou.
O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores por Aplicativos do Piauí (SINDMAPI) informou que protocolou um ofício solicitando reunião com a Secretaria de Segurança para discutir o uso de plataformas de mobilidade por criminosos.
“Estamos com um ofício protocolado na data de ontem, solicitando uma reunião com o secretário de Segurança. A pauta chama atenção para os vários casos recentes de criminosos usando as plataformas de mobilidade urbana para cometer crimes, o que tem causado descrédito e insegurança aos usuários da plataforma", destacou o sindicato.
A apreensão
Foto: Eduardo Costa / cidadeverde.com
A Polícia Civil e a Polícia Militar apreenderam mais de 100 quilos de maconha em um imóvel utilizado como depósito de drogas na zona Sudeste de Teresina. A ação ocorreu nesta quinta-feira (23), durante operação integrada das forças de segurança.
De acordo com a polícia, o local não funcionava como residência e era usado exclusivamente para armazenar entorpecentes. Além da maconha, foram encontrados materiais relacionados ao tráfico, como balanças de precisão e itens para embalagem da droga.
Os policiais chegaram ao imóvel após perseguirem um suspeito apontado como responsável pelo local. Durante a abordagem, os agentes encontraram inicialmente cerca de dois quilos de maconha com ele.
“Quando ele abriu a porta, já foi possível visualizar a grande quantidade de droga armazenada no interior do imóvel”, disse Samuel Silveira.
Segundo o delegado Samuel Silveira, o imóvel havia sido alugado há cerca de dois meses, e a polícia investiga em nome de quem o contrato foi firmado.
Fonte: Cidadeverde.com