Neste sábado (11), por volta do meio-dia, nas proximidades da entrada do residencial Bernardo Lima Percy, policiais militares da 2ª Companhia do 31º Batalhão da Polícia Militar do Piauí resgataram um cavalo que era mantido em condições de maus-tratos na zona urbana de Buriti dos Lopes, litoral Norte do Estado.
De acordo com o subtenente Arimatéia, a ação teve início após denúncias de populares ao COPOM, relatando que o animal estava há três dias amarrado, sem acesso à água nem a alimento. Diante das informações, uma equipe foi deslocada até o local e constatou a veracidade da denúncia.
O cavalo, visivelmente debilitado, foi resgatado e levado para uma fazenda próxima, onde recebeu os devidos cuidados. O proprietário do animal foi identificado e deverá prestar esclarecimentos na Delegacia da Polícia Civil. Um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias do caso e responsabilizar o autor pelos maus-tratos.
A Polícia Militar reforça o alerta para que casos semelhantes sejam denunciados, lembrando que maus-tratos a animais configuram crime previsto em lei. A corporação também destacou que continuará atenta e atuante na proteção e defesa dos animais em toda a região.
Os PMs, tiveram ajuda de dois colaboradores que ajudaram no resgate do animal.
Um corpo foi encontrado no final da tarde desta terça-feira (14) às margens de rio Parnaíba, na região do bairro Olarias, zona Norte de Teresina. A Polícia Militar e a Perícia Criminal foram acionadas.
A perita criminal Mariely Furtado informou que a equipe foi acionada por volta das 16h30. Segundo ela, o local é de difícil acesso, o que dificultou o trabalho inicial de averiguação.
“Recebemos a informação sobre um local de encontro de cadáver às margens do rio. A princípio, não foi possível fazer a averiguação detalhada do corpo devido ao difícil acesso. Estamos aguardando a equipe do Corpo de Bombeiros, que já está se mobilizando para realizar a retirada do corpo.
A Polícia Militar foi a primeira a chegar no local. A guarnição foi acionada após denúncia do achado de cadáver e fez o isolamento da área.
“A guarnição foi informada via Copom sobre a ocorrência. Ao chegarmos, constatamos que se tratava, aparentemente, de uma pessoa do sexo masculino. Realizamos o isolamento da área e comunicamos novamente o Copom, que acionou a Polícia Científica e o Corpo de Bombeiros Militar. Nosso trabalho foi garantir a segurança do local até a retirada do corpo para o início dos procedimentos de identificação”, afirmou o policial.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), só será acionado se for constatado na perícia que o caso se trata de homicídio. As causas da morte e a identidade da vítima ainda serão apuradas.
Uma jovem de 22 anos confessou ter colocado veneno de rato na água do ex-companheiro na noite de segunda-feira (13/10), no povoado Boqueirão, zona rural do município de União, no Piauí. De acordo com o 26º Batalhão da Polícia Militar, além da tentativa de envenenamento, o homem, de 26 anos, também foi agredido fisicamente pela suspeita.
Segundo o relatório policial, a mãe da jovem foi quem acionou a polícia, inicialmente relatando um caso de violência doméstica em que a filha seria a vítima. No entanto, ao chegarem ao local, os policiais constataram que era a própria jovem quem estava agredindo o ex-companheiro, após invadir a casa dele por não aceitar o término do relacionamento.
Ainda conforme a PM, a mulher teria adicionado o veneno ao recipiente de água do homem antes da chegada da guarnição. O caso foi enquadrado como desentendimento familiar, violação de domicílio e envenenamento de água potável ou substância alimentar. A suspeita foi encaminhada à 20ª Delegacia de Polícia, onde permanece à disposição da Justiça.
Na manhã desta terça-feira (14/10), por volta das 10h40, a Polícia Militar prendeu um homem cadeirante acusado de atirar contra o próprio pai, de 61 anos, na localidade Serra do Gesso, zona rural de Marcolândia.
Segundo informações, a guarnição foi acionada após denúncia anônima de que E.S.P. havia disparado uma espingarda calibre 22 contra o pai, G.O.P.. Ao chegar ao local, os policiais encontraram a vítima com ferimento na perna direita, resultante de um desentendimento ocorrido durante a madrugada.
Conforme relatado, o acusado é armeiro e costumava consertar e fabricar armas em casa. Durante a abordagem, E.S.P. confessou o crime, alegando que a discussão começou após ele cair da cadeira de rodas e pedir ajuda ao pai, que, segundo ele, o teria arrastado “como um cachorro”. Revoltado, o homem pegou a arma e atirou. Ele também relatou ter ficado paraplégico após um acidente ao mergulhar em uma piscina quando morava no Mato Grosso.
O comandante do policiamento local, sargento Roberto, informou que foram apreendidos diversos materiais durante a ocorrência, incluindo: uma espingarda Urko calibre 22, carregador artesanal calibre 22, dois canos artesanais feitos a partir de bengalas de motocicleta, 12 cartuchos deflagrados calibre 22, cinco espoletas do mesmo calibre, quatro cartuchos deflagrados calibre 20, um kit de pólvora e chumbo, e um celular preto.
Um homem condenado por roubo qualificado foi recapturado nesta terça-feira (14) na casa da avó, localizada na zona Sul de Teresina. De acordo com informações do Departamento de Capturas (Decap), ele estava foragido há oito anos, quando não retornou à Colônia Agrícola Major César.
“Ele vai ter que retornar ao sistema prisional. Ele estava na Colônia Agrícola, mas agora volta para o regime fechado e vai cumprir a sua pena de 13 anos. Ele já havia cumprido dois e meio e agora vai cumprir o restante agora”, explicou o delegado Emir Maia, responsável pela prisão.
Segundo a autoridade policial, o foragido usava nomes falsos para despistar a polícia. “A Polícia Militar já tinha andado por lá, deu o nome falso e passou numa boa”, pontuou.
O delegado destacou que o foragido levava uma vida comum, trabalhando e vivendo com a família. Em depoimento, o preso afirmou que não pertencia a nenhuma facção criminosa e relatou que deixou o presídio por temer pela própria vida, alegando desentendimentos com outros detentos.
“Ele saiu e não voltou. Segundo ele nos confidenciou aqui, fez isso por conta de problemas de relacionamento interno com outros presos. Ele teve que sair para não morrer, foi o que ele nos disse aqui”, concluiu Maia.
Após o cumprimento do mandado, o preso foi encaminhado para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Após os procedimentos, ele ficou à disposição da Justiça e aguarda realização de audiência de custódia.
Na manhã de segunda-feira (13/10), a Brigada de Incêndios Florestais de Bom Jesus, no Sul do Piauí, foi acionada para conter um incêndio que atingia a vegetação do bairro Cohab. Três brigadistas participaram da ação e conseguiram resgatar cinco filhotes de cachorro que estavam em meio ao mato seco, em uma área de difícil acesso.
Os animais foram levados para um local seguro, mas, horas depois, no período da tarde, um novo foco de incêndio surgiu na mesma região. Ao retornarem ao local, os brigadistas encontraram os cinco filhotes mortos, após eles terem retornado para o ponto onde haviam sido encontrados pela manhã.
A Brigada de Bom Jesus reforçou o alerta sobre os riscos das queimadas, destacando que, além de causar danos ao meio ambiente e às propriedades, o fogo coloca em perigo vidas humanas e animais.
A orientação é que a população evite qualquer tipo de fogo em áreas de vegetação e informe imediatamente os brigadistas ou o Corpo de Bombeiros ao identificar focos de incêndio.
Ministério Público do Trabalho encontrou trabalhadores em jornada exaustiva, sem registro, com falta de proteção e alojamento insalubre, em situação degradante no Sul do Piauí.
Um empregador pagou R$ 65 mil em indenização por danos morais coletivos após ser flagrado submetendo trabalhadores a condições semelhantes à escravidão.
A fiscalização do Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI) encontrou 13 pessoas em situação degradante em uma fazenda na zona rural de Gilbués.
O valor foi pago integramente e destinado ao Fundo de Direitos Difusos. O recurso será usado em projetos voltados à promoção do trabalho digno e à reparação de danos trabalhistas.
Um empregador pagou R$ 65 mil em indenização após ser flagrado submetendo trabalhadores a condições semelhantes à escravidão. A fiscalização do Ministério Público do Trabalho (MPT) encontrou 13 pessoas em situação degradante em uma fazenda na zona rural de Gilbués.
A investigação começou após denúncias de irregularidades na fazenda, entre Monte Alegre do Piauí e Santa Filomena. O valor foi pago integramente e destinado ao Fundo de Direitos Difusos. Será usado em projetos voltados à promoção do trabalho digno e à reparação de danos trabalhistas, com apoio da Procuradoria-Geral do Trabalho.
O acordo foi firmado por meio de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC). Com o termo, o empregador se comprometeu a regularizar futuras contratações e garantir moradia, higiene, alimentação e segurança aos trabalhadores.
Os trabalhadores atuavam na catação de raízes sem registro em carteira e sem equipamentos de proteção. Eles trabalhavam de chinelos, das 6h30 às 18h. O alojamento deles também foi considerado degradante.
O espaço era sujo, sem banheiro, sem área para refeições e com poucas camas ou redes. Alguns dormiam em colchões danificados; outros improvisavam redes. O local tinha infestação de ratos, e a água disponível era quente e imprópria para consumo.
A alimentação se limitava a arroz e feijão mal preparados. As refeições eram feitas no chão, sob árvores — inclusive em dias de chuva.
Para celebrar o mês das crianças Parnaíba recebe mais uma edição do Festival Funil Sesc de Artes Cênicas. Este ano o evento acontece entre os dias 28 e 31 de outubro no Sesc Avenida, com espetáculos, oficinas e bate-papos. Todas as atividades têm classificação livre.
O Festival Funil tem se consolidado como importante projeto de incentivo ao teatro infantil e o protagonismo das infâncias no Piauí, contribuindo de maneira significativa para a cena do teatro local, oferecendo uma programação diversificada e de qualidade, que dialoga diretamente com as necessidades e expectativas do público infantil.
O objetivo é aproximar as infâncias do universo cênico através da promoção do diálogo cênico e a formação de públicos diversos. As ações incluem oficinas que estimulam a criatividade e a expressão artística e espetáculos que encantam e educam, além de vivências que incentivam a reflexão sobre a arte.
Confira a programação:
28 de outubro
8h às 10h – Oficina de expressão corporal e iniciação teatral com o grupo Utopia
19h – Espetáculo “Feitiçaria de uma bruxa avoada” com o grupo Catana de Luz
20h30 às 21h – Debate com o grupo Os Piratas
29 de outubro
8h às 10h – Oficina de expressão corporal e iniciação teatral com o Grupo Utopia (parte 2)
19h – Espetáculo “As aventuras de Teco” com o grupo Utopia
20h30 às 21h – Debate com o grupo Utopia
30 de outubro
8h às 10h – Oficina “Malabarismo e Palhaçaria” com Daniel Lins
19h – Espetáculo “Banana com Canela” com Daniel Lins
20h30 às 21h – Debate com Daniel Lins
31 de outubro
8h às 10h – Oficina de Malabares e Circo com Daniel Lins
19h – Espetáculo “As presepadas de Chicó e Catirina” com o grupo Utopia
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Piauí (FICCO/PI) realizou, nesta terça-feira (14), a Operação Cifra Oculta, que mirou um grupo suspeito de envolvimento com o tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. A ação alcançou diversas cidades do país, mas teve forte atuação nas regiões de Parnaíba e Luís Correia, no litoral do Piauí.
Segundo informações divulgadas pela FICCO, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em municípios do Piauí, Maranhão, Ceará e São Paulo. No litoral piauiense, as ações concentraram-se em endereços ligados a suspeitos de movimentar valores e esconder bens provenientes do tráfico.
As investigações apontam que a organização criminosa mantinha uma estrutura complexa, com núcleos voltados à aquisição, transporte e distribuição de drogas, além de um setor voltado à lavagem de capitais, utilizando empresas de fachada e laranjas para disfarçar o lucro ilegal. Estima-se que o grupo tenha movimentado mais de R$ 35 milhões.
Durante as buscas, documentos, valores em dinheiro e mídias eletrônicas foram apreendidos, devendo auxiliar na comprovação do esquema financeiro e das ligações entre os investigados.
Os alvos poderão responder por organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
A operação contou ainda com o apoio da Polícia Militar de São Paulo, por meio do 1º BAEP, que atuou no cumprimento de mandado em Campinas/SP.
A FICCO/PI é composta pela Polícia Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), além das Polícias Civil, Militar e Penal do Piauí, integrando esforços do Ministério da Justiça e Segurança Pública no enfrentamento ao crime organizado.
A Delegacia de Repressão aos Crimes contra o Patrimônio II (DEPATRI II) da Polícia Civil de Parnaíba recuperou, nesta semana, dois aparelhos celulares que estavam com registro de roubo e furto. Os dispositivos foram localizados durante diligências realizadas pela equipe da unidade especializada.
De acordo com informações repassadas pela delegacia, os celulares serão restituídos aos seus legítimos proprietários, após os procedimentos legais de devolução.
O delegado Igor Rocha Gadelha, titular da DEPATRI II, alerta a população sobre a importância de não comprar produtos sem nota fiscal ou de origem duvidosa, lembrando que quem adquire aparelhos sem comprovação de origem pode estar financiando o crime e ainda responder por receptação.
A DEPATRI II tem intensificado as ações de combate a furtos e roubos de celulares em Parnaíba, com o objetivo de reduzir os índices desse tipo de crime e devolver os bens às vítimas.
O Instituto de Metrologia do Piauí apreendeu quarenta e cinco pneus irregulares durante uma operação em lojas de produtos automotivos na cidade de Parnaíba. A ação foi realizada entre os dias seis e onze de outubro e teve como objetivo verificar o cumprimento das normas do Inmetro e do Código de Trânsito Brasileiro.
Os pneus recolhidos eram do tipo remoldado, um modelo reformado que não pode ser usado em veículos de duas ou três rodas, como motocicletas, motonetas e triciclos. Ao todo, cinquenta estabelecimentos foram vistoriados e trinta acabaram autuados por irregularidades.
O uso desses pneus representa risco direto à segurança dos condutores. Ele explicou que produtos sem certificação podem causar acidentes graves e prejuízos financeiros aos consumidores.
As multas para esse tipo de infração podem chegar a um milhão e meio de reais, variando conforme a gravidade, a reincidência e o porte da empresa. O Imepi segue com as fiscalizações em todo o estado para garantir que apenas produtos dentro das normas cheguem ao mercado.
A Equatorial realizou a retirada do poste que estava atrapalhando a passagem de veículos ao lado da ponte, na avenida Gov. Chagas Rodrigues. O equipamento foi deslocado para a calçada, liberando o trecho da rua e melhorando o fluxo de automóveis na região.
Apesar do avanço, ainda restam etapas importantes a serem concluídas, como a urbanização da área localizada sob a ponte e a finalização do asfalto no trecho próximo. A expectativa é que, com essas obras concluídas, o local ofereça melhores condições de tráfego e um visual mais agradável para quem transita pela Beira Rio.
A população aguarda a conclusão dos serviços para que o espaço esteja totalmente revitalizado e com mobilidade garantida.
Suelene da Cruz Pessoa, mais conhecida como Sol Pessoa, foi presa na manhã desta terça-feira (14) na operação Gabinete de Ouro.
Suelene da Cruz Pessoa, ex-assessora especial de Dr. Pessoa | Foto: Reprodução/TV Meio
A Polícia Civil do Piauí deflagrou, nesta terça-feira (14), a Operação Gabinete de Ouro, que investiga um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos durante a gestão do ex-prefeito de Teresina, Dr. Pessoa.
Entre os presos está Suelene da Cruz Pessoa, ex-assessora especial e ex-chefe de gabinete do então prefeito. Além dela, também foram detidos um empresário e dois ex-vereadores. Os dois ex-parlamentares teriam movimentado R$ 14 milhões com o esquema.
A ação foi coordenada pelo Departamento de Combate à Corrupção (DECCOR) e cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores que somam mais de R$ 75 milhões, incluindo imóveis de luxo, veículos e terrenos.
“Ela tinha controle sobre pagamentos e servidores”, diz delegado
Em entrevista coletiva concedida na manhã desta terça-feira (14), o delegado Ferdinando Martins, do DECCOR, explicou que as investigações apontam que Suelene Pessoa comandava a distribuição de dinheiro público de forma irregular através de "rachadinha" e lavagem de dinheiro. Sol centralizava decisões e controlava pagamentos dentro da sede da Prefeitura de Teresina.
“Conseguimos comprovar que uma servidora pública, que era chefe de gabinete do ex-prefeito, tinha forte gestão e controle sobre todos os atos da administração. Ela atuava diretamente na lotação e realocação de servidores, além de influenciar pagamentos e contratos com fornecedores”, afirmou o delegado.
Ainda segundo ele, a ex-assessora mantinha ligação com empresários e intermediários financeiros que faziam movimentações suspeitas em nome dela.
“Verificamos que alguns imóveis adquiridos por ela estavam ligados ao recebimento de vantagens ilícitas. Dois operadores financeiros faziam pagamentos, recebiam valores e intermediavam transações com fornecedores para facilitar o trânsito de recursos dentro da gestão”, explicou.
O delegado destacou ainda que as investigações identificaram situações típicas de rachadinha, com repasse de parte dos salários de servidores comissionados para a ex-assessora.
“Ela tinha controle até sobre os salários de alguns comissionados, numa típica rachadinha. Centralizava todos os pagamentos e decisões dentro do gabinete”, concluiu.
Movimentação financeira chamou atenção do Coaf
O delegado Francílio, também integrante da operação, explicou que o caso começou a ser investigado a partir de um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que identificou movimentações atípicas em contas de servidores municipais.
“A investigação teve início após o Coaf identificar movimentações financeiras incompatíveis com a renda de três servidores públicos. Eram valores muito altos e com grande volume de dinheiro em espécie, tanto saques quanto depósitos feitos diretamente no caixa”, detalhou o delegado.
Segundo ele, o relatório foi encaminhado espontaneamente ao Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB) da Polícia Civil, que confirmou as irregularidades.
“A movimentação chamou tanta atenção que o Coaf enviou o relatório por iniciativa própria. O LAB analisou os dados e constatou que havia fortes indícios de crimes financeiros e de corrupção”, completou Francílio.
Mais de R$ 14 milhões movimentados por ex-parlamentares
A delegada Bernadete, que também participou da coletiva, informou que as investigações revelaram transações milionárias envolvendo dois ex-parlamentares e o empresário preso na operação.
“O que observamos é que o volume de dinheiro movimentado por esses agentes era muito alto. Um dos ex-parlamentares movimentou, apenas em 2022, cerca de R$ 5,2 milhões, e entre 2020 e 2023, o total chegou a R$ 14 milhões”, relatou.
Ela explicou ainda que os investigados utilizavam “interpostas pessoas”, ou seja, terceiros, para ocultar patrimônio e disfarçar a origem do dinheiro.
“Esse ex-parlamentar era o sócio oculto de uma empresa que mantinha contratos com o poder público e também com empresas privadas. Tudo indica que a intenção era dissimular a origem dos recursos e esconder o verdadeiro dono do dinheiro”, completou a delegada.
Operação apreende bens e abre nova fase de investigação
Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu veículos, documentos e mídias eletrônicas. Todo o material será analisado para aprofundar as conexões entre os investigados e o suposto esquema.
O delegado Ferdinando Martins afirmou que essa é apenas a primeira fase da investigação e que novas diligências devem ocorrer.
“Hoje conseguimos comprovar ligações, apreender bens e coletar provas importantes. Agora vamos ouvir os depoimentos e analisar o material apreendido. Este é apenas o início da operação”, declarou.
Esquema seria parte do chamado “Gabinete de Ouro”
As investigações começaram há quase um ano e partiram de uma denúncia anônima sobre condutas ilegais dentro da Prefeitura de Teresina, atribuídas ao grupo que atuava no chamado “Gabinete de Ouro”.
De acordo com o DECCOR, os suspeitos usavam servidores comissionados e terceirizados como operadores financeiros do esquema. O grupo teria desviado recursos públicos por meio de construtoras e prestadoras de serviço contratadas pela administração municipal entre 2021 e 2024.
De acordo com as investigações, o suspeito utilizava do mesmo modus operandi para abordar as vítimas e rouba-las
Jefferson Francisco dizia sentir prazer ao ver as vítimas nuas | Foto: Reprodução/ Polícia Civil
Um homem identificado como Jefferson Francisco Alves da Costa foi preso, na zona Norte de Teresina, nesta terça-feira (14) por cometer roubo contra uma mulher e em seguida levar a vítima para uma matagal onde ela foi obrigada a ficar nua na frente do suspeito.
Jefferson já teria cometido o mesmo tipo de crime diversas vezes contra mulheres. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito utilizava do mesmo modus operandi, mas até o momento somente uma mulher realizou a denúncia.
Conforme informado pelo delegado Adalberto Júnior em entrevista ao MeioNews, a vítima relatou que estava indo para o trabalho, por volta das 5h, quando foi abordada, de forma repentina, pelo suspeito que estava escondido em um terreno. Logo em seguida, a mulher foi conduzida até o local e teve seus pertences roubados.
“Logo depois de levar a vítima para o terreno baldio, sob ameaça, o suspeito subtraiu alguns pertences dela e começou a agredi-la de fato, cortando ela nas mãos. Inclusive, no dia que essa senhora foi esfaqueada, que sofreu esse crime, ela se dirigiu para o hospital de Buenos Aires e curiosamente lá a pessoa que atendeu falou que poucos minutos antes, uma outra pessoa com cortes no mesmo no local disse que havia sido vítima de um fato semelhante", afirmou o delegado Adalberto Júnior.
Além disso, a vítima foi agredida de forma violenta com um cabo de faca nas costas e com cortes nas mãos. Ela também foi obrigada a ficar nua, mas não sofreu estupro de fato. Isso porque, de acordo com as investigações, o suspeito teria apenas prazer em ver as vítimas nuas, sem tocá-las.
Esse tipo de crime se configura como contemplação lasciva que é o ato de, sem tocar na vítima, mesmo à distância, satisfazer a sua libido com a nudez alheia.
A Polícia Civil do Piauí prendeu, G.G.A., suspeito de tráfico de drogas, porte ilegal de arma, associação para o tráfico e resistência à prisão. A ação, coordenada pela Delegacia Seccional de Água Branca, faz parte das estratégias de combate ao crime organizado na região. Durante a operação, foram apreendidos 480 invólucros de cocaína, 360 g de skunk, 37 g de crack e R$ 2 mil em dinheiro, indicando a venda constante de entorpecentes em uma residência usada pelo suspeito como ponto de tráfico.
Segundo o delegado Bruno Luiz Costa, G.G.A. já havia sido preso em março deste ano pelo mesmo tipo de crime. “Após o flagrante, ele foi conduzido à delegacia, onde permanece à disposição da Justiça”.