30/06/2015

Em parnaíba, homem foi pego andando nu em quintal de residência e quase foi linchado



Por volta das 20:00h de hoje(30), um homem chamado José de Maria Alves de Araújo, de 52 anos de idade, foi visto andando nu no quintal da residência de mulher vizinha à sua casa. O fato ocorreu no bairro Piauí nas imediações da Rua Miguel arcanjo próximo ao posto Piauí.



Segundo informações, não é a primeira vez que José comete este de tipo de ato e que possivelmente, é portador de transtornos mentais, os quais foram ocasionados por problemas familiares.



A dona da residência onde o tal homem foi visto andando em ato obsceno, acionou imediatamente a polícia. E até o momento da chegada da viatura, formou-se uma multidão de populares que o rendeu e tinham intensões de linchá-lo. Porém, um dos moradores de nome não revelado, conseguiu evitar o pior.



Com a chegada da força policial, José de Maria Alves de Araújo foi detido e conduzido à central de flagrantes. A mulher que teve o quintal de sua casa invadida pelo o homem nu, juntamente com algumas pessoas que presenciaram o fato, revoltados, também se dirigiram à central de flagrante para registrar a queixa.



Por Renato Farias / Edições: Jocelio Costa / Fotos: Bolivar Santos para o Portal PHB em Nota

ARTIGO: Para que serve o prefeito de uma cidade?! (*)

A vida política não ocorre no vazio, nem se limita ao âmbito das instituições políticas enquanto tais, mas, em grande medida, depende de certo contexto ético e moral que se desenvolve e consolida em um conjunto de instituições que são os componentes fundamentais das democracias contemporâneas. 

A governabilidade que se deseja para Parnaíba deve resultar da combinação dos elementos que garantam a legitimidade e a autoridade do governante, a participação da cidadania e as necessidades técnicas e operacionais que o governo precisa para o pleno cumprimento de suas funções. O governo deve ser capaz não apenas de atender às demandas e aspirações de curto prazo de seus cidadãos, como também de assumir uma perspectiva de médio e longo prazo para a construção de uma sociedade efetivamente democrática, produtiva e competente. Porém, a mediocridade toma conta da gestão.

Muitas obras simples e de largo alcance social estão recomendadas ao prefeito pela ação dos vereadores que discutem as angústias do cotidiano do cidadão, apresentadas na forma de requerimento.

A preocupação do bom gestor deve ser com seu governo e os bons resultados das políticas públicas, contrariamente a isso há aquele que foca na defesa do seu projeto político e do seu grupo de sustentação. Florentino Neto (PT) optou pelo segundo modelo de gestão. Se é que pode se chamar de “gestão”!

Para entender: o que fazer, cabe ao prefeito; como fazer, aos secretários e assessores. A habilidade do gestor reside em dar a condição de fazer, acompanhar e cobrar o resultado. Quando concentra o poder e autoridade da ação, imprime um modelo que cria peças figurativas no governo, o “ASPONE”. 

É preciso entender que o prefeito não é o dono dos recursos públicos, ele é o gestor. O dinheiro é da sociedade que contribui através do pagamento de impostos e ele tem o dever de aplicá-lo bem, ou seja, naquilo que seja em favor dos seus proprietários e, mais que bem gastar, deve o gestor prestar contas fielmente. Há para tanto uma imposição legal, a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF que prevê rigorosa punição para aqueles que mal versam o dinheiro público. 

Mas, o gestor de hoje não pode agir somente cumprindo a letra da lei ou sua mera formalidade, deve estar comprometido com os resultados substantivos das funções que estão sob sua responsabilidade. 

O principal sintoma de uma administração fraca é o uso exagerado da mídia em situações vexatórias que vai da “inauguração” de reforma de calçamento a anúncio de obras que não vai executar.

A publicidade, como princípio de administração pública (CF, art. 37, caput), abrange toda atuação governamental, não só sob o aspecto de divulgação oficial de seus atos como, também, de propiciação de conhecimento da conduta interna de seus agentes. Falta-nos transparência...

Vivemos a necessidade de uma "reforma administrativa" entendida como superação do modelo atual de gestão, se é que tem. É preciso pensar o município sob a ótica de um gerenciamento integrado e sustentável, articulando políticas públicas com base na melhoria qualitativa da vida das pessoas, aliando a isso o aspecto quantitativo da gestão reduzindo os "excessos" (de despesas, funcionários, privilégios, órgãos, funções, serviços) da máquina pública, visando ganhar em produtividade, eficácia e efetividade. 

O governo municipal deve dar visibilidade às políticas públicas nas áreas como a saúde, a educação e a gestão dos espaços urbanos, e também em políticas dirigidas a setores sociais minoritários ou marginalizados. Deve ainda mobilizar recursos e a capacidade gerencial do setor privado, que tem condições de fazer investimentos e fornecer recursos de que o setor público nem sempre dispõe por si mesmo. 

A nova governabilidade requer também novas formas de organização e divisão do trabalho que deve exigir o redesenho da maneira como as secretarias municipais estão constituídas. O Executivo precisa tornar-se mais eficiente, eliminando as estruturas e os procedimentos burocráticos supérfluos, introduzindo práticas modernas de gestão, fortalecendo sua capacidade de regulação, bem como sua capacidade de ação de longo prazo. É preciso descentralizar com foco num plano integrado de desenvolvimento. Temos?!

É preciso Governança. Governança deriva do termo governo, e pode ter várias interpretações, dependendo do enfoque. Segundo o Banco Mundial, “governança é a maneira pela qual o poder é exercido na administração dos recursos sociais e econômicos de um país, estado ou município visando o desenvolvimento, e a capacidade dos governos de planejar, formular e programar políticas e cumprir funções”. 

Governança pode ser sinônimo de governo, o órgão de soberania ao qual cabe a condução política geral de um país, estado ou município sendo o órgão superior da administração pública. No entanto, governança também pode dizer respeito às medidas adotadas pelo governo para governar o ente em questão. 

Vê-se que “Governança” é uma palavra que passa longe da administração municipal de Parnaíba!!!

(*) Fernando Gomes, sociólogo, eleitor, cidadão e contribuinte parnaibano.

Programa de Resistência às Drogras forma 320 alunos em Parnaíba



O Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência – Proerd, realizou na noite desta terça-feira (30/06), na Faculdade de Tecnologia Intensiva – Fateci, a formatura dos alunos do programa em Parnaíba. São 320 novos proerdianos que serão multiplicadores de ações cidadãs em meio social. 

Na ocasião, estiveram presentes, o comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar do Piauí de Parnaíba, Major Adriano Lucena, a coordenadora estadual do Proerd, Major Elizete Lima, a coordenadora do programa na região, capitã Francisca Leoneide, além dos alunos e familiares dos formandos. 





O Proerd é o Programa Educacional desenvolvido em algumas escolas, com a parceria da Polícia Militar, Secretaria Municipal de Educação e da família, onde professores, alunos, policiais e pais interagem, pedagogicamente, no processo ensino e aprendizagem, buscando, em trabalho extracurricular, a formatação de uma rede protetiva, que viabilize a potencialização de grupos sociais sadios, buscando a perspectiva de um futuro melhor para as crianças e adolescentes. 

Fonte: Extra Parnaíba/Por Tacyane Machado
Fotos: 2ª BPM-PI

Heráclito é derrubado durante protesto contra a PEC que reduz a maioridade

Deputado do Piauí foi derrubado por um dos manifestantes; policiais legislativos escoltaram Heráclito até o salão verde da Câmara.



Na tarde desta terça-feira (30), o deputado Heráclito Fortes (PSB) foi derrubado durante uma manifestação contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171/93, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no País, em casos de crimes graves.

A queda do parlamentar piauiense ocorreu próximo a um dos acessos ao salão verde da Casa, onde manifestantes tentavam impedir a entrada de deputados favoráveis à redução da maioridade.

Antes de cair, Heráclito chegou a bater boca com alguns dos ativistas, que retrucavam com a frase de ordem: "Fascistas! Fascistas! Não passarão!".

Depois do incidente, policiais legislativos auxiliaram Heráclito a se levantar e o escoltaram até o Plenário.

Os líderes partidários fizeram um acordo de procedimentos para que a votação da proposta (PEC 171/93) de redução da maioridade penal no Plenário da Câmara ocorra sem obstrução, com dez parlamentares falando a favor da proposta e dez discursando contra. A informação foi dada pelo líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), que participou da reunião de líderes no gabinete da Presidência da Casa.

A votação da PEC 171/93 está marcada para hoje. Os deputados vão analisar o relatório do deputado Laerte Bessa (PR-DF), aprovado pela comissão especial que analisou a proposta. O texto determina a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes hediondos, como estupro, latrocínio e homicídio qualificado (quando há agravantes).

Apesar do acordo, o Psol já apresentou um requerimento de retirada de pauta da proposta.

O líder da Minoria, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), disse que “a sessão deve ser longa, mas, a princípio, sem processo de obstrução”. Tanto ele quanto o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), afirmaram que a maioria dos integrantes de seus partidos votará a favor do relatório de Bessa.

José Guimarães disse que o governo vai continuar trabalhando pela proposta de aumentar o tempo de internação dos jovens infratores, em vez de reduzir a maioridade penal. “Precisamos de uma proposta viável. Não podemos agir com a emoção, mas temos que dar uma resposta à sociedade. A PEC é um retrocesso”, ressaltou.

Em resposta aos argumentos do governo de que a redução da maioridade penal teria um forte impacto no sistema prisional, que já está sobrecarregado, Mendonça Filho afirmou que “a discussão é em relação à impunidade ou não”. “A questão do sistema prisional o governo terá que resolver depois. Espero que o governo acabe com o contingenciamento de recursos para que o sistema prisional tenha condições humanas”, acrescentou o líder do DEM.

O relator da PEC, Laerte Bessa, também declarou que o governo terá que se adequar à proposta se ela for aprovada. “Os estados e a União terão de se adequar. Os menores terão que cumprir pena, seja numa adaptação do sistema atual ou separados nas instituições socioeducativas”, disse.

Correção do FGTS

Antes de votar a PEC da redução da maioridade penal, o Plenário vai discutir a adoção do regime de urgência para análise do Projeto de Lei 1358/15, que muda o índice de correção do FGTS.

Mendonça Filho ressaltou que a proposta vai aumentar em 100% os ganhos do trabalhador. “Não acho justo que os trabalhadores tenham sua poupança como fonte de subsídios do governo”, reclamou o líder do DEM.

Hoje, a correção é feita com base na taxa referencial (TR), em torno de 0,10% ao mês, mais juros de 3% ao ano. Pelo PL 1358/15, os depósitos efetuados a partir de 1º de janeiro de 2016 serão corrigidos pela TR mais 0,5% ao mês, quando a taxa Selic for superior a 8,5% (atualmente essa taxa está em 13,75%). Quando os juros forem inferiores a 8,5%, a correção será da TR acrescida de 70% da taxa Selic. É o mesmo cálculo aplicado hoje às cadernetas de poupança.

José Guimarães minimizou a importância do tema. “Ponderei para não votar a urgência, mas não é questão de vida ou morte.”

Reforma política

O líder do governo também informou que, na próxima semana, o Plenário deverá votar em segundo turno a proposta da reforma política (PEC 182/07). Além disso, ele afirmou que o governo quer votar antes do recesso parlamentar a Medida Provisória (MP) 671/15, que trata do refinanciamento das dívidas fiscais e trabalhistas dos clubes de futebol profissional, e a MP 675/15, que aumenta de 15% para 20% a Contribuição Sobre o Lucro Líquido (CSLL) devida por instituições financeiras, como bancos, seguradoras e administradoras de cartão de crédito. “Se fizermos isso, fecharemos bem o semestre”, disse.

* Com informações do Portal de Notícias da Câmara Federal/Via Portal Odia

Imagens curiosas do alinhamento dos Planetas Júpiter e Vênus feitas no céus de Parnaíba

Entenda o fenômeno e saiba com observá-lo - fotos




A partir das 18h desta terça-feira (30) e quarta-feira (1º), um fenômeno chamado de conjunção fará com que os planetas Júpiter e Vênus possam ser observados de qualquer parte da Terra a olho nu. Mesmo distantes, os corpos celestes vão parecer estar próximos e alinhados no céu.


Imagem ilustratuva da web

O professor de física da Udesc e doutor em astronomia, Daniel Raimann, explica que Vênus está a 100 milhões de km da Terra e Júpiter a 900 milhões, mas como enxergamos em duas dimensões eles ficam visíveis a uma distância menor do que a Lua.


Como observar
Os dois planetas são os mais brilhantes do Sistema Solar, por isso quem quiser ver mais detalhes pode usar até mesmo um binóculo. O fenômeno pode ser visto na direção Oeste, onde o Sol se põe, das 18h às 20h30. “Não precisa estar escuro ainda para ver e o primeiro objeto que aparece é Vênus, depois Júpiter”, afirma o astrônomo.



Como a aproximação deles dura alguns dias até que eles comecem a se afastar de novo, será possível ver os planetas também na quinta (2). Porém, o auge fica mesmo entre terça (30) e quarta (1º). “É interessante observar, pois Vênus agora tem fases como a Lua e está praticamente cortado pela metade. Então, com um telescópio pequeno ou um binóculo a pessoas consegue perceber essa característica do planeta”.
Além de Júpiter e Vênus, a ideia também é usar os telescópios para ver a lua cheia e Saturno, que faz parte da constelação de Escorpião. Daniel explica que Saturno não é brilhante como os dois planetas, por isso o telescópio ajuda no reconhecimento. “Quem estiver passando pelo Calçadão pode parar para observar”, comenta Daniel.

Outros fenômenos
Para quem gosta de olhar e observar o céu, outra atração de destaque neste ano será um eclipse lunar, também chamado de lua sangrenta, que acontece por volta das 22h30 do dia 27 de setembro.

Da redação do Portal PHB em Nota / Com informações de Diário do Iguacu

Colisão de carros com moto deixa um ferido em Parnaíba


Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Parnaíba foi acionada por volta das 15hs desta terça-feira(30) para socorrer um mototaxista vítima de acidente de trânsito.

A colisão envolvendo um Fiat Uno, um Voyage e a motocicleta ocorreu no cruzamento da rua Benedito Santos Lima com avenida Nossa Senhora de Fátima no bairro São Benedito.


Mototaxista foi socorrido e levado ao hospital.


A informação colhida no local era que um dos veículos tentava cruzar à avenida Nossa Senhora de Fátima pela rua Benedito Santos Lima, bairro São Benedito, quando houve a colisão.


Neste mesmo lugar já foi palco de muitos acidentes de trânsito.

Policiais do PPTRAN na cena do acidente


Três veículos em aspecto de colisão.

Fonte: Portal do Catita

Esqueleto humano é encontrado no matagal, em Parnaíba

Ossos humanos foram encontrados em um matagal. Foto: Kairo Amaral

Um esqueleto humano foi encontrado por um caçador em um matagal localizado ao lado do Instituto Federal do Piauí (IFPI), antigo CEFET, em Parnaíba, no litoral do Piauí. Segundo informações, os ossos foram avistados pela primeira vez nessa segunda-feira (29/06), mas somente nesta terça-feira (30) que a Polícia Militar conseguiu encontrá-los.

De imediato, equipes da Perícia Criminal e do Instituto Médico Legal de Parnaíba foram acionadas e estiveram no local realizando todo o levantamento dentro do matagal. Segundo a perita Marcela Sampaio, o esqueleto deverá ser encaminhado para Teresina para a realização de exames mais complexos.

"Iremos encaminhar para Teresina onde será procedida a identificação humana. Como já está em estado de esqueletização, não temos como proceder para identificar o corpo. Não temos certeza ainda, mas como os ossos foram encontrados bem unidos, está parecendo que esta pessoa estava realmente enterrada", disse.

No local, uma camiseta e os restos de uma cueca foram encontrados e coletados para análise. Após o trabalho da perícia, os ossos foram removidos para o posto avançado do IML de Parnaíba, localizado no bairro Frei Higino, onde será analisado pelo médico legista e encaminhado para a capital posteriormente.







Por Kairo Amaral via Meio Norte

Polícia Federal faz operação contra pedofilia e cumpre mandados no PI

'OPERAÇÃO MOIKANO' CUMPRE mandados também no Distrito Federal e mais 12 estados


A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (30) o cumprimento de 31 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão no Piauí, Distrito Federal e outros 12 estados em uma operação contra a pedofilia. Chamada de “Moikano”, o objetivo da ação é combater o compartilhamento de arquivos com imagens de abuso sexual de crianças e adolescentes na internet. As investigações tiveram início em abril de 2014, após a prisão em flagrante de um homem em Itu (SP).

De acordo com a PF, o suspeito, identificado como Moikano, era um dos responsáveis pelo compartilhamento do material em grupos na internet. Após cumprimento mandado de busca domiciliar, a polícia identificou os contatos do investigado e descobriu a rede internacional. Ao todo, são 50 suspeitos no território nacional e 70 em outros países.

O material compartilhado contém fotos e vídeos de abuso sexual de adolescentes e, principalmente, de crianças. Segundo as investigações, o grupo ainda trocava orientações na internet sobre como abordar e conquistar a confiança das crianças. Um suspeito chegou a ser preso antes de cometer o abuso sexual, também segundo a PF.

Cerca de 250 policiais federais cumprem 81 mandados judiciais (50 de busca e apreensão e 31 de prisão preventiva), autorizados pela 1ª Vara Federal de Sorocaba (SP), nos estados de São Paulo, Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no Distrito Federal. Além disso, informações obtidas durante a investigação sobre os suspeitos estrangeiros foram repassadas para autoridades policiais de 11 países.

Os investigados responderão criminalmente, de acordo com suas participações, por armazenamento e compartilhamento de arquivos contendo pornografia infanto-juvenil, bem como por estupro de vulnerável nos casos em que se confirmarem as suspeitas de abusos sexuais de crianças. O balanço da operação e mais detalhes serão divulgados nesta tarde em coletiva na sede da Polícia Federal em Sorocaba.

Fonte: Com informações do G1
Publicado Por: Fábio Carvalho

Operação prende bando acusado de adulterar carros; 11 pessoas presas

ONZE PESSOAS JÁ PRESAS: Trabalhos acontecem simultaneamente em quatro cidades


Um grupo de 150 policiais dá cumprimento nesta manhã de terça-feira (30/06) a mandados de prisão e de busca e apreensão em quatro cidades do Piauí durante os trabalhos da Operação Adulteração, realizada pela Polícia Civil.

A operação visa desarticular uma organização criminosa, considerada uma das maiores em atuação no estado do Piauí. O grupo é investigado pela prática de crimes de roubo e adulteração de veículos, bem como de falsificação de documentos.

Os mandados estão sendo cumpridos, no Piauí, nas cidades de Teresina, Parnaíba, Picos e Pedro II, e ainda nos estados do Maranhão, Pará e Minas Gerais.

Pelo menos onze pessoas já foram presas nesta manhã, entre elas um comerciante que é proprietário de uma chácara na zona Sul de Teresina. No local foi desarticulado um desmanche de veículos, local onde a polícia encontrou também munições e diversos objetos que denotam a prática de adulteração. Dentre os presos estão dois alvos na cidade de Parnaíba e duas em Timon.

Segundo a secretaria de Segurança do Piauí, ao todo são oito mandatos de prisão e 30 de busca e apreensão. 10 veículos foram apreendidos e mais de 200 documentos, supostamente roubados ano passado do posto do Detran no Dirceu Arcoverde recuperados.

Além disso, uma máquina usada para clonar placas foi encontrada em Timon.

EMPLACADORAS SÃO ALVO
Durante a operação, os policiais também cumpriram mandados de busca e apreensão na cidade de Timon, vizinha cidade no Estado do Maranhão. Pelo menos cinco empresas foram revistadas pelos policiais da Polinter.

No Piauí seguem à frente das investigações as delegacias da Polinter e o Greco (Grupo de Repressão ao Crime Organizado).







Publicado Por: Apoliana Oliveira via 180 Graus

Acusadas de esquartejar motorista são fotografadas nuas pela polícia

Justiça retirou 18 fotos do processo para preservar dignidade das presas. Entidades consideraram imagens do IML ofensivas; polícia nega ilegalidade.

Foto feita pelo IML mostra uma das presas seminua segurando documento (Foto: Reprodução / SPTC)

A polícia de São Paulo fez 27 fotos nuas e seminuas das três presas acusadas de matar, esquartejar e espalhar as partes do corpo de um motorista de ônibus em Higienópolis e na Sé, há um ano. As imagens foram feitas após a prisão delas e entre os interrogatórios.

Para entidades de direitos humanos, houve abuso de poder. Como o processo não está sob segredo, qualquer pessoa pode acessá-lo. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) nega que haja ilegalidade.

Em agosto de 2014, a Justiça considerou as fotografias do exame de corpo de delito feitas pelo Instituto Médico-Legal (IML) desnecessárias e determinou a retirada e o arquivamento de 18 dessas imagens do processo para “preservar a dignidade” das mulheres. Nove continuam anexadas aos volumes do caso.

Entre junho e julho do ano passado, as prostitutas Marlene Gomes, de 57 anos, e Francisca Aurilene Correia da Silva, de 35 anos, e a vendedora Marcia Maria de Oliveira, de 33 anos, foram clicadas em nu frontal, de costas, sem sutiã e roupas íntimas.

O trio está detido na Penitenciária Feminina de Franco da Rocha, Grande São Paulo, à espera do julgamento pelo assassinato do motorista Alvaro Pedroso, de 55 anos, em março de 2014. Foi na unidade prisional, após entrevista exclusiva recente que duas delas deram à imprensa, que as rés denunciaram terem sido obrigadas a tirar a roupa para serem fotografadas. 


“Me senti ofendida, constrangida. Eu não queria ficar pelada, não havia motivo”, disse Marlene. “Não entendi por que fomos obrigadas a ficar peladas. A gente não estava machucada nas partes íntimas”, completou Marcia.

Nas imagens, duas das mulheres aparecem completamente sem roupas e outra apenas de calcinha sem qualquer justificativa. O material fotográfico foi produzido pelo IML, que é subordinado à Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC), que, por sua vez, responde à Secretaria da Segurança Pública. Questionada pela equipe de reportagem, a pasta da Segurança negou qualquer irregularidade nas fotografias (leia mais abaixo).

Intimidade
Como o processo não está sob segredo de Justiça, ele se torna público e qualquer pessoa, além dos envolvidos diretamente no caso (juízes, promotores, policiais e advogados das partes), pode consultar os documentos e ter acesso às nove fotografias restantes, que mostram a intimidade das três rés.

Nessas imagens, que estão no cartório do Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste da capital, uma das presas aparece com os seios e as nádegas à mostra. As fotografias também exibem outra detenta só de calcinha e mais uma com sutiã, encobrindo o púbis e as nádegas com uma folha de papel.

As 18 fotos que mostram as presas nuas e seminuas e foram retiradas do processo estão guardadas em envelope no mesmo cartório por determinação da juíza Fabíola Oliveira Silva. Segundo funcionários do fórum ouvidos pelo G1, esse documento só poderá ser acessado com autorização judicial.
Me senti ofendida, constrangida. Eu não queria ficar pelada, não havia motivo"
Marlene Gomes, presa

“Considerando que (...) constam fotografias das acusadas que, neste momento, não são necessárias ao processamento, determino o desentranhamento e o arquivamento em envelope, que deverá ser arquivado em pasta própria no cartório, certificando-se nestes autos”, escreveu a magistrada. “Isto para preservar a dignidade das acusadas”.

Críticas
Entidades procuradas pela equipe de reportagem para comentar a denúncia das presas avaliaram que, independentemente de a maioria das fotos ter sido retirada do processo, o IML não poderia ter obrigado as presas a se despir e nem ter fotografado elas nuas e seminuas sem razão aparente.

Segundo a Associação dos Médicos Legistas do Estado de São Paulo (Amelesp), as imagens que foram feitas no laudo de lesão corporal cautelar ofendem a honra das acusadas. Além disso, de acordo com o órgão, as fotos são injustificáveis porque não revelam nenhum ferimento nas genitálias e seios das rés, segundo conclusão do documento.

De acordo com a Amelesp, o exame de corpo de delito de presos serve para saber se as pessoas detidas sofreram lesões durante as prisões. A perícia é feita sempre no IML por médicos. Se houver necessidade, fotógrafos registram os ferimentos. Todos esses funcionários são policiais técnico-científicos.


Duas das presas foram fotografadas completamente nuas (Foto: Reprodução / SPTC)

Para a coordenação estadual do Movimento Nacional de Direitos Humanos, os responsáveis pelas imagens nuas e seminuas das presas poderiam responder por abusos de poder e de autoridade e por constrangimento ilegal.

Além disso, a Ouvidoria das Polícias de São Paulo alertou para o risco de que outras pessoas alheias ao caso também possam ter acesso às imagens. Isso porque o processo é público e não é digital. Ele é físico. Está no sexto volume – cada um possui cerca de 200 folhas.

Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ), qualquer cidadão pode consultar processos públicos nos cartórios dos fóruns de São Paulo.

Resposta da Secretaria de Seguraça
De acordo com a SSP, a Superintendência da Polícia Técnico-Científica informou que as fotografias das três presas fetias pelo IML são padrão no instituto. "O procedimento de fotografar os presos em exames cautelares é padrão. É o método legal necessário para a realização do exame, pois seria impossível com as vestimentas", informa trecho da nota.

"Com a fotografia são garantidas a dignidade e integridade do detento, pois ajuda a comprovar se houve abuso ou não. Esse procedimento segue a Portaria 006/2014 da Diretoria do IML / SPTC", conclui resposta enviada pela secretaria. A portaria, publicada em dezembro de 2014, diz que "deve-se ilustrar com fotografias e/ou gráfico, as lesões encontradas" durante o exame de lesões corporais.

Presas disseram que foram obrigadas a se despir e acabaram fotografadas sem que houvesse qualquer lesão nos corpos (Foto: Reprodução / SPTC)

Para a Amelesp, as fotografias ferem o código de ética médica e ofendem a dignidade das mulheres presas. “Feriu nosso código de ética médica. Feriu a dignidade da pessoa humana. Todo preso requer dignidade independente de qualquer crime”, disse o presidente da Amelesp, o médico legista João Roberto Oba.

“Já vi exames de corpo de delito com fotos de presas nuas, mas com lesões que justificassem essas fotografias sem roupas”, afirmou Oba. “Mas nunca vi exames de corpo de delito com fotos nuas de presas sem lesões.”

Segundo o presidente da Amelesp, só haveria uma possibilidade para fotografar as nuas: se elas apontassem ferimentos nas partes íntimas ou nos seios. “Diante disso, eu repudio as fotos na medida que as acusadas não têm lesões”.

Corpo de delito
Marlene e Márcia contaram ao G1 que foram fotografadas no IML quando saíam das carceragens das delegacias para prestar depoimentos no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

As três presas passaram por 11 exames de corpo de delito. Um médico e duas médicas do IML as periciaram. Um fotógrafo e uma fotógrafa registraram as imagens das acusadas nuas e com roupas íntimas.

A coordenação estadual do Movimento Nacional de Direitos Humanos entende que houve crimes de abusos de poder, autoridade e constrangimento ilegal.

Presas alegaram que pediram para não serem fotografadas sem roupas (Foto: Reprodução / SPTC)

“Eu entendo como ilegal porque elas têm direito à privacidade. Elas não podem ser ultrajadas dessa forma”, disse o advogado Ariel de Castro, da coordenação de São Paulo do movimento. “Precisa ser investigado qual o propósito dessas imagens”.

O representante do movimento ainda criticou o fato de algumas das fotos terem sido feitas por um homem. “As fotos de mulheres nuas têm de ser feitas por mulheres, até porque a própria revista íntima é feita por mulheres”, afirmou Castro.

A Ouvidoria das Polícias, que fiscaliza a atividade policial, informou que se as presas se sentiram ofendidas, elas podem procurar o órgão, por intermédio de seu advogado. A Ouvidoria, então, pediria esclarecimentos à Corregedoria da SPTC e ao Ministério Público (MP).

“Desde que as supostas vítimas nos solicitem providências, a Ouvidoria poderá oficiar a Corregedoria da Polícia Civil, bem como ao Ministério Público, para devidas apurações quanto ao suposto crime de abuso de autoridade e ou infrações administrativas”, disse ouvidor Julio Cesar Fernandes Neves. 

“Ressalta-se que o processo em questão não corre em segredo de justiça, o que significa que qualquer pessoa poderia ter acesso às fotos”, afirmou o ouvidor. “Contudo, tendo em consideração o possível vazamento dessas imagens, esta medida transforma-se em imoral e ilegal.”

Exame de corpo de delito mostra que não foram encontradas lesões no corpo de uma das presas; demais exames tiveram a mesma conclusão. Superintendência da Polícia Técnico-Científica justificou fotos alegando que são padrão. 
(Foto: Reprodução / SPTC)

Procurado pela equipe de reportagem para comentar o assunto, o advogado Aryldo de Oliveira de Paula, que defende as três mulheres acusadas pelo assassinato do motorista Alvaro, afirmou que as fotografias são “ilegais e imorais”.

“Para ser considerado normal o procedimento, ele deve se aplicar a todos e não somente às acusadas. Uma vítima de acidente de trânsito quando precisa fazer exame de corpo de delito é fotografada nua?”, disse o advogado Aryldo, que considerou as fotos irregulares. “Tanto é ilegal e imoral que a juíza mandou desentranhar do processo para preservar a dignidade das acusadas”. A defesa das três acusadas ainda avalia se entrará com representação judicial.


O crime
Marlene, Marcia e Francisca são rés no processo que as julgará pelo assassinato e esquartejamento do motorista Alvaro em março de 2014. O corpo dele foi separado em 20 partes, que foram ensacadas e acabaram espalhadas no Cemitério da Consolação, em Higienópolis, e na Praça da Sé, ambas na região central da capital.

O próximo passo do caso será a Justiça marcar a data do julgamento do trio. Se condenadas, poderão pegar a pena máxima, que são 30 anos para cada uma.

Em entrevista  à imprensa, Marlene disse que o crime não foi planejado e matou Alvaro, seu cliente e amante, porque ele a agredia e ameaçava matá-la. Ela alegou que se defendeu das agressões, torturas sexuais e tentativas de assassinato que vinha sofrendo durante quatro anos de programas e relacionamento com o motorista.

Procuradas pela equipe de reportagem para comentarem o assunto, a viúva e a filha do motorista, falaram que o motorista era nervoso, mas não a ponto de agredir ou ameaçar alguém. Também disseram que desconfiam que a morte de Alvaro foi planejada.

Kleber Tomaz
Do G1 São Paulo

Áudio no WhatsApp revela música inédita de Cristiano Araújo; ouça

Cantor enviou música acústica para diretor de hospital de Barretos (SP). Letra traz nos versos declaração apaixonada a amor não correspondido. Ouça a música completa no vídeo abaixo



Um áudio enviado por WhatsApp pelo cantor Cristiano Araújo, em abril deste ano, revela uma música inédita do artista em formato acústico. A letra da música - ainda sem título - traz em seus versos uma declaração apaixonada a um amor não correspondido. Cristiano Araújo e a namorada Allana Moraes morreram no dia 24, após um acidente de carro, em Goiás.

Vídeo com música inédita de Cristiano Araújo


A canção em piano e voz foi enviada para o diretor-geral do Hospital de Câncer de Barretosx, Henrique Prata, após a participação de Cristiano Araújo em um show em prol da instituição para a gravação de um DVD, previsto inicialmente para ser lançado no final do ano. “Como fã, eu disse para ele que estava sentindo falta de não ter uma música acústica no trabalho mais recente dele e ele disse que eu não ficaria”, contou Prata sobre o encontro, em 7 de abril.

Segundo o diretor do hospital, Cristiano Araújo mandou o áudio com a música no dia seguinte ao pedido. “Mandou no meu WhatsApp a música que não estava no DVD, 24 horas depois, dizendo ‘essa música é do jeito que você gosta que eu cante’. Esse era ele, uma pessoa extremamente humilde e carinhosa”, afirmou o administrador. 

A música traz na letra uma declaração apaixonada após uma desilusão amorosa. “De novo vem pra mim/ É sempre assim/ Até que um dia eu possa me redimir/ Por fim nessa paixão/ E dominar de vez essa ilusão do coração”, diz o refrão da letra.

A Som Livre, gravadora de Cristiano Araújo não informou se a música faria parte de algum novo trabalho do cantor.

Solidariedade
Cristiano Araújo era colaborador do Hospital de Câncer de Barretos, que realiza mais de 4,5 mil atendimentos por dia no interior de São Paulo. Segundo a direção da instituição, o cantor contribuía com uma ajuda anual ao hospital. “Todos os anos ele fazia um grande show, teve um ano que doou R$ 500 mil pra gente, e ele fazia de coração e me cobrava no começo do ano quando eu não pedia uma data para ele”, disse Prata.

De acordo com o hospital, a atitude solidária do cantor começou em 2012, quando Cristiano Araújo visitou a instituição pela primeira vez sem se identificar. “Quando ele já tinha explodido com o DVD, veio fazer um show na Festa do Peão de Barretos e chegou como uma pessoa comum no hospital, de táxi, e quando descobriram que ele era o artista famoso, humildemente disse que o grande sonho dele um dia era poder ajudar esse hospital”, contou o diretor da instituição.

Cristiano Araújo com o diretor-geral do Hospital de Câncer de Barretos, Henrique Prata (Foto: Fábio Nunes/Porta Voz )

Felipe Turioni
Do G1 Ribeirão e Franca

Contra redução da maioridade penal, estudantes marcham até o Congresso.

Concentração aconteceu no Museu Nacional; grupo acampou no local. PEC que reduz maioridade para 16 anos deve ser votada nesta terça.


Com faixa, estudantes ocupam faixas da Esplanada dos Ministérios em ato contra a redução da maioridade penal 
(Foto: Luciana Amaral/G1)

Contrários à redução da maioridade penal, estudantes marcharam até o Congresso Nacional na manhã desta terça-feira (30) para protestar contra a proposta de emenda à Constituição o que deve ser votada durante a tarde na Câmara dos Deputados. As seis faixas da Esplanada dos Ministérios chegaram a ser fechadas por cerca de 20 minutos.

Outros países já diminuíram a maioridade e estão estudando voltar [ao patamar anterior] porque [a medida] não diminuiu a violência. E outra, quem vai ser preso vai ser o pobre. O rico vai arranjar uma maneira de não ficar na cadeia" Isabela Nascimento,estudante.

A concentração começou às 9h, em frente ao Museu Nacional, com trio elétrico e faixas. Na frente do Congresso, um grupo de estudantes chegou a entrar no espelho d'água do prédio do Legislativo. Um cordão de policiais cercava o Congresso para impedir uma eventual tentativa de "invasão".

Às 11h30, a Polícia Militar estimava que mil pessoas participassem do ato. Para os manifestantes, havia 2.000 pessoas na Esplanada. Além da União Nacional dos Estudantes, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e movimentos como Amanhecer Contra a Redução, Levante Popular da Juventude, Anistia Internacional e Fora do Eixo também enviaram representantes.

A presidente da Ubes, Bárbara Melo, comentou o ato em nota. “Estamos mobilizando cerca de 40 escolas e universidades de Brasília para este grande ato para impedir a redução. Estudantes de Santa Catarina, Goiás, Tocantins, Rio de Janeiro e São Paulo estão vindo participar. Esperamos mais de 5 mil pessoas aqui. Queremos mostrar que menos cadeias e mais educação é a solução.”

Para a estudante Isabela Nascimento, a marcha é importante para pressionar o governo. "A gente mostra para a sociedade que somos contra. Não acredito que a gente consiga resolver um problema tão complexo com uma solução tão simples."


Estudantes em frenteb ao Museu da República, em Brasília, pouco antes de início de marcha contra a redução da maioridade penal (Foto: Luciana Amaral/G1)

"Outros países já diminuíram a maioridade e estão estudando voltar [ao patamar anterior] porque [a medida] não diminuiu a violência. E outra, quem vai ser preso vai ser o pobre. O rico vai arranjar uma maneira de não ficar na cadeia", completou a jovem.

Um dos representantes da Ubes no Rio de Janeiro, Felippe Santana criticou a PEC. "A ideia é barrar esse retrocesso que o Congresso quer aprovar e enfiar goela abaixo. Três de cada quatro jovens que morrem são negros. A juventude é mais vítima do que autora da violência. Queremos investimento na educação."


Faixa e balões colcoados em frente à Biblioteca Nacional por manifestantes contrários à redução da maioridade penal 
(Foto: Luciana Amaral/G1)

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, esteve no local para manifestar apoio aos estudantes e posou junto a uma bandeira do grupo. Ao G1, ele se disse “absolutamente” contra a proposta de emenda à Constituição que deve ser votada pela Câmara dos Deputados.

"O nível de desigualdade é escandaloso ainda no Brasil, e é preciso aumentar o acesso à escola, educação de qualidade, acesso à cultura, qualificação da vida dessas pessoas e, em última instância, é que há punição. Mas, na verdade, essa pauta tenta resolver o problema pela repressão, pela criminalização”, disse.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, posa em frente a uma bandeira com mensagens contrárias à redução da maioridade penal (Foto: Luciana Amaral/G1)

A ex-ministra dos Direitos Humanos e deputada federal Maria do Rosário (PT) afirmou que reduzir a maioridade é culpar e associar o jovem ao crime. "É uma proposta que joga o jovem no caminho da criminalidade. Associa o crime com a adolescência. O que está acontecendo aqui é uma tentativa de dizer que são os adolescentes brasileiros os responsáveis pela violência no país. Isso não é verdadeiro."

O deputado federal Jean Wyllys (Psol) disse que o PEC é um "bode expiatório" da direita. "Não estão pensando na juventude e na adolescência como um todo. Não estão pensando numa certa adolescência, de certa cor, moradora de um certo lugar do país, que é a periferia."

A ex-ministra dos Direitos Humanos e deputada federal Maria do Rosário (PT), durante protesto contra redução da maioridade penal (Foto: Luciana Amaral/G1)

A PEC 171 foi apresentada em agosto de 1993 e passou mais de 20 anos parada. Ela prevê que jovens com idade acima de 16 anos que cometerem crimes possam ser condenados a cumprir pena numa prisão comum. Hoje, qualquer menor de 18 anos que comete algum crime é submetido, no máximo, a internação em estabelecimento educacional.

Pelo texto, jovens entre 16 e 18 anos cumprirão a pena em estabelecimento separado dos maiores de 18 anos e dos adolescentes menores de 16 anos. Para ir ao Senado, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos com o voto de pelo menos 308 deputados.


Com faixas, estudantes ocupam Museu Nacional da República em ato contra a redução da maioridade penal 
(Foto: Luciana Amaral/G1)

Tramitação
A admissibilidade da proposta foi votada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados em 31 de março. Foi o primeiro passo para o andamento da proposta na Casa, no qual os deputados avaliaram que o texto está de acordo com a própria Constituição.

O placar da votação na CCJ foi de 42 deputados favoráveis à PEC e 17 contrários. A liderança do governo se manifestou contra a PEC, mas boa parte dos deputados de partidos formalmente aliados ao Planalto votaram a favor.

Os líderes do PRB, PSD e PR, por exemplo, orientaram os deputados a votarem a favor da PEC. Na oposição, pediram votos pela admissibilidade da proposta líderes do PSDB, DEM e SD. PMDB, PDT e PROS liberaram a bancada. Votaram contra PT, PC do B, PSOL, PPS e PSB.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou ao G1 que vai controlar com o uso de senhas a entrada do público nas galerias do plenário durante a votação nesta terça (30). Segundo ele, os códigos serão entregues aos partidos políticos, de forma proporcional ao tamanho das bancadas. Assim, os blocos partidários com mais deputados terão mais “tickets” de acesso para distribuir.


Barracas de manifestantes em acampamento em frente ao Congresso Nacional (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O objetivo do controle é evitar tumulto como o ocorrido em sessões da comissão especial que elaborou e aprovou a PEC antes de o texto seguir para o plenário. Em uma das reuniões do colegiado, integrantes da Ubes e da UNE subiram nas mesas do plenário da comissão, interrompendo a leitura do relatório da proposta. Seguranças reagiram com spray de pimenta, o que gerou ataques de tosse e correria pela Câmara.

“[O acesso] será por senha distribuída aos partidos de acordo com o tamanho das bancadas”, disse Cunha. Se ainda assim houver confusão ou manifestações em plenário, como vaias e barulho, o presidente da Casa poderá determinar a retirada do público. Diversas entidades que atuam na defesa dos direitos das crianças e adolescentes, como a Andi, convocaram um protesto contra a redução da maioridade penal para ser realizado a partir das 17h na Câmara.


Cruzes e faixas colocadas no gramado da Esplanada por defensores da redução da maioridade penal 
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A presidente da União Nacional dos Estudantes, Carina Vitral, disse que um grupo de 19 estudantes ligados à entidade vai acompanhar nas galerias da Câmara a votação do projeto que prevê a redução da maioridade. Segundo ela, a entidade conseguiu na semana passada um habeas corpus garantindo a presença dos estudantes no Congresso durante a votação.

Do G1 DF
 

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