28/09/2018

MPF entra com ação para investigar a situação do sistema carcerário do Piauí

O sistema é considerado o segundo pior do país pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen). A Secretaria de Justiça informou que já foi notificada e que vai se manifestar depois de uma análise na Procuradoria Geral do Estado.

MPF entra com ação para investigar o sistema carcerário do Piauí

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ações para investigar a situação do sistema carcerário do Piauí e a aplicação de R$ 44 milhões em recursos na contratação e ampliação de presídios no estado. Segundo o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o sistema carcerário do Piauí é o segundo pior do país, perdendo apenas para o Ceará.

A situação é problemática em relação a superlotação e óbitos criminais dentro das unidades carcerárias. Em 2017 foram registradas 16 mortes, sendo sete naturais e nove homicídios. Em 2018, foram registradas seis mortes, sendo uma por homicídio e cinco naturais. O número de fugas passa de 50 nos últimos dois anos.

O Sindicato dos Agentes Penitenciários denunciam a superlotação. São 4.617 presos para 2.390 vagas.

“A Casa de Custódia, por exemplo, que é tida como o coração do sistema e está trabalhando no limite do limite, mas não é só lá. Se você pegar as unidades como Parnaíba, Picos e outras, elas estão numa situação que ultrapassou seus limites. As unidade novas, de São Raimundo Nonato, Altos e Campo Maior, que trabalhavam dentro de uma perspectiva de um modelo do Depen, que é a quantidade de presos dentro da quantidade de vagas, há muito tempo extrapolaram essa capacidade e estão também em situação de superlotação”, disse Vilobaldo Carvalho, diretor jurídico do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi).

Fonte: G1 PI/Por PITV 1ª edição

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