Levantamento dos Bombeiros aponta 4.440 ocorrências em áreas de vegetação; setembro concentrou o maior número de registros.
Imagem Ilustrativa - IA
O Corpo de Bombeiros Militar do Piauí (CBMEPI) contabilizou 5.995 ocorrências de incêndios urbanos e em áreas de vegetação entre janeiro e 9 de outubro de 2026. Desse total, 4.440 registros foram relacionados a incêndios em vegetação, enquanto 1.555 envolveram incêndios urbanos.
Os dados fazem parte de um levantamento comparativo elaborado pelo Comando Operacional de Bombeiros (COB), com base nas ocorrências atendidas ou registradas pela corporação. Os números não representam necessariamente o total de focos de incêndio existentes no estado, monitorados também por satélites.
As ocorrências em áreas de vegetação foram quase três vezes mais frequentes que os incêndios urbanos no período analisado. Em média, os bombeiros registraram 15,74 ocorrências diárias de incêndios em vegetação e 5,51 em áreas urbanas.
Setembro teve o maior número de ocorrências
A distribuição mensal mostra uma mudança no perfil dos registros ao longo do ano. Entre janeiro e maio, os incêndios urbanos predominavam. A partir de junho, os casos em áreas de vegetação aumentaram e passaram a superar os registros urbanos.
Setembro concentrou o maior volume de ocorrências, com 1.590 incêndios em vegetação e 254 urbanos, totalizando 1.844 registros. Em agosto, já haviam sido contabilizados 1.309 casos em áreas de vegetação.
Nos primeiros nove dias de outubro, foram registrados outros 633 incêndios em vegetação e 78 urbanos, indicando a continuidade da demanda por atendimentos relacionados ao fogo.
Teresina concentra a maior parte dos registros
Teresina lidera o número de ocorrências nos dois grupos analisados. Segundo o levantamento, a capital reúne 63,37% dos registros de incêndios urbanos e 47,11% dos incêndios em vegetação.
No recorte municipal referente ao período de maio a outubro, Picos aparece com 9% dos registros de incêndios em vegetação considerados na análise. Em seguida estão Floriano, com 7,84%, e Parnaíba, com 6,36%.
Residências e áreas com vegetação estão entre os locais atingidos
Entre os incêndios urbanos, as residências representam 32,19% dos locais identificados no levantamento. As vias urbanas aparecem em seguida, com 22,20%, enquanto os terrenos baldios correspondem a 8,21%.
Nos incêndios em vegetação, as áreas com cobertura vegetal representam 33,28% dos locais registrados. As vias urbanas correspondem a 20,81% e os terrenos baldios, a 16,06%.
Os dados reforçam a necessidade de medidas preventivas tanto em áreas residenciais quanto em terrenos e espaços com vegetação. O Corpo de Bombeiros orienta a população a evitar queimadas e outras práticas que possam provocar incêndios, especialmente em períodos de condições ambientais desfavoráveis.
Da redação do Portal PHB em Nota