
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), a 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional ligados ao banco Master.
Entre os alvos da operação está o senador Ciro Nogueira. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em uma loja de motocicletas ligada ao parlamentar, na zona Sudeste de Teresina. O irmão do senador, Raimundo Neto, também foi alvo da operação e deverá usar tornozeleira eletrônica, além de estar proibido de sair do país e manter contato com os investigados.
Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. O primo de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, Felipe Vorcaro, foi preso temporariamente.
As investigações apontam que Ciro Nogueira teria recebido pagamentos mensais de R$ 300 mil de Daniel Vorcaro, além de vantagens em negociações societárias. A PF também investiga uma emenda apresentada pelo senador em 2024, que aumentava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por cliente, medida que, segundo os investigadores, beneficiaria bancos médios como o Master.
De acordo com a decisão judicial, a proposta teria sido elaborada pela assessoria do banco e reproduzida integralmente pelo parlamentar. Mensagens obtidas pela PF indicam que Daniel Vorcaro comemorou afirmando que a emenda “saiu exatamente como mandei”.
A Justiça também autorizou o bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens e valores dos investigados.
NOTA DA DEFESA DE CIRO NOGUEIRA
A defesa do senador Ciro Nogueira afirmou que repudia qualquer ilação de ilicitude envolvendo sua atuação parlamentar. Os advogados disseram ainda que o senador está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos e negaram participação em atividades ilícitas.
A defesa também questionou as medidas investigativas adotadas no caso, afirmando que elas foram baseadas em troca de mensagens de terceiros e que a legalidade das decisões deverá ser discutida nas Cortes Superiores.
Com informações do Cidadeverde.com
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