Conversas obtidas pela investigação mostram pesquisas por armas, planejamento do atentado e mensagens sobre data, horário e execução do crime.

Veja mensagens de adolescente que planejava ataque a escola em Teresina | Foto: PC-PI
As investigações da Polícia Civil do Piauí (PC-PI) revelaram novas mensagens atribuídas ao adolescente de 16 anos investigado por planejar um ataque contra uma escola da zona Norte de Teresina. As conversas, extraídas do celular do estudante, apontam pesquisas sobre armas de fogo, troca de mensagens com um comparsa, definição de data e horário para o atentado e referências a massacres em escolas, levando a Justiça a determinar a internação provisória do jovem.
Mensagens mostram planejamento do ataque
De acordo com a investigação, o conteúdo encontrado no aparelho celular reforça a hipótese de que o adolescente pretendia colocar o plano em prática. Entre as mensagens, ele comenta a obtenção de armas de fogo e afirma possuir "só uma faca e um machado". Em outra conversa, diz que um amigo conseguiria um revólver calibre .38, além de discutir a possibilidade de obter um rifle.
Os investigadores também encontraram conversas sobre formas de atacar vítimas utilizando armas brancas, além de pesquisas na internet relacionadas à compra de armas, munições e acessórios, incluindo buscas por pistolas e munições calibre 9 mm.
VEJA AS MENSAGENS:
Arte: Eliaquim de PaulaInvestigação descartou hipótese de brincadeira
Em entrevista ao MeioNews, o delegado Eduardo Aquino afirmou que as provas reunidas demonstram que o adolescente realmente pretendia realizar o atentado.
"Nós confirmamos que isso não se tratava de uma brincadeira, nem nada relacionado a só intenção. Realmente ele iria fazer esse atentado. Nós encontramos conversas, planejamento, procura por armas de fogo, pesquisas por armas de fogo, conversas com comparsa sobre dia, data e horário e como iria proceder. Diversas alusões e vídeos editados em que ele cria memes debochando pessoas que morreram nessas situações, principalmente num atentado que ocorreu no ano de 2019 na cidade de Suzano, em São Paulo. Então, debocha das vítimas, isso não é uma atitude de um adolescente de 16 anos de idade."
Segundo o delegado, as mensagens, pesquisas e arquivos armazenados no aparelho demonstram persistência no planejamento e afastam qualquer possibilidade de que o caso tenha sido apenas uma ameaça sem intenção de execução.
Caso teve início após ameaça em escola
O caso ganhou repercussão em março deste ano, quando o adolescente foi apreendido em flagrante em uma escola estadual da zona Norte de Teresina após publicar, em uma rede social, que pretendia realizar um ataque na unidade de ensino.
Na ocasião, policiais encontraram com ele uma faca e uma balaclava. O estudante afirmou que pretendia cometer o atentado por causa de conflitos vividos no ambiente escolar e alegou ser vítima de bullying.
Inicialmente, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público do Piauí (MPPI), que concedeu remissão, posteriormente homologada pela Justiça. Mesmo assim, a PC-PI solicitou autorização judicial para realizar a perícia no celular apreendido.
Novas provas mudaram rumo da investigação
Após a extração dos dados do aparelho, os investigadores encontraram conversas sobre o planejamento do ataque, buscas por escolas da capital, pesquisas para aquisição de armas de fogo e conteúdos que faziam referência e exaltavam autores de massacres em instituições de ensino.
Outro ponto considerado pela investigação foi o acompanhamento psicológico do adolescente no Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS Infantojuvenil). Conforme a PC-PI, o estudante voltou a manifestar recentemente a intenção de promover um massacre em ambiente escolar, fato que levou a direção da unidade de ensino a determinar um novo afastamento temporário.
Com base nas novas provas, a Justiça determinou a internação provisória do adolescente, que segue à disposição das autoridades enquanto o caso continua sendo investigado.
Fonte: Portal MeioNews

























