
Vereado David Soares - Líder da oposição
Durante a audiência pública realizada nesta quinta-feira (12) na Câmara Municipal de Parnaíba para discutir o projeto que cria a taxa de coleta e destinação de lixo, o vereador David Soares criticou duramente a proposta e a gestão financeira do município.
Em sua fala, o parlamentar ressaltou que a criação de um novo tributo não deve ser a primeira alternativa do Poder Executivo. Segundo ele, Parnaíba já possui um orçamento superior a R$ 1 bilhão para este ano, valor que, na sua avaliação, seria suficiente para enfrentar o problema da destinação de resíduos sem onerar ainda mais a população.
“Eu percebo que sempre que é possível, quando tem uma política pública para ser aplicada, sempre se preocupa em criar um novo tributo. Então, nós temos tributo para renda, tributo sobre serviço, tributo por propriedade de imóvel, tributo para tudo. E taxa nada mais é do que um tributo ao lado de imposto, contribuição de melhoria, empréstimo compulsório, etc., etc., etc. De modo que é interessante a gente discutir esse tema olhando para arrecadação”, afirmou.
David Soares destacou ainda que comerciantes do centro da cidade já enfrentam elevada carga tributária e obrigações acessórias, e que a nova taxa pode agravar a situação econômica local.
Outro ponto que repercutiu na audiência foi a menção a contratos que, segundo ele, podem envolver valores milionários. O vereador relembrou que o próprio prefeito divulgou vídeo citando possíveis contratos superfaturados na gestão municipal. A partir disso, foi aprovado requerimento encaminhando o caso ao Ministério Público, onde, segundo David Soares, o procedimento tramita desde 13 de janeiro de 2026.
Ele também mencionou contratos com a TV O Dia e notificações do Tribunal de Contas relacionadas a possíveis irregularidades na contratação de pessoal, levantando questionamentos sobre a aplicação dos recursos públicos.
Para o parlamentar, antes de criar uma nova taxa, é preciso garantir transparência e eficiência na utilização do orçamento já existente. “O problema de Parnaíba não é falta de recurso. Nós temos orçamento bilionário. O que o povo quer saber é para onde está indo o dinheiro que sai do seu bolso”, declarou.
A audiência contou com a presença de representantes do Ministério Público, do Tribunal de Contas do Estado e da Prefeitura. Auditorias já apontaram fragilidades na gestão dos resíduos sólidos, e a ausência de uma cobrança específica para garantir a sustentabilidade do serviço é, segundo o Executivo, uma exigência dos órgãos de controle e também um argumento para justificar a criação da taxa.
O debate deve continuar nas próximas sessões da Câmara antes que o projeto seja levado à votação em plenário.
Da redação do Portal PHB em Nota