07/02/2026

Terceirizados da UFDPar denunciam atrasos salariais, demissões e falta de posicionamento da Reitoria


Trabalhadores terceirizados que atuam na Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) denunciam uma grave situação de atrasos salariais, incertezas trabalhistas e ausência de diálogo por parte da administração da instituição. As informações foram repassadas de forma anônima, por receio de retaliações.

Segundo os relatos, os problemas se arrastam há mais de um ano, com sucessivos atrasos no pagamento de salários por parte da empresa terceirizada responsável pelos serviços. No dia 31 de dezembro, os trabalhadores foram informados de que a empresa deixaria de atuar na universidade e que todos entrariam em aviso prévio. O aviso foi assinado pelos funcionários, que posteriormente participaram de uma reunião na qual a própria empresa teria admitido a situação financeira crítica.

Ainda conforme os trabalhadores, na reunião foi informado que não havia garantia sobre quem seria reaproveitado por uma nova empresa, nem certeza quanto ao pagamento das verbas rescisórias. Além disso, foi revelado que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não vinha sendo depositado regularmente, obrigando os funcionários a recorrerem à Justiça para tentar garantir o direito.

A situação se agravou no início de janeiro. No dia 3, com o fim do aviso prévio, uma nova empresa assumiu o contrato, mas nem todos os trabalhadores foram recontratados. De acordo com os relatos, não houve qualquer justificativa formal para as demissões.

O ponto mais crítico, segundo os terceirizados, é que muitos continuam sem receber salários desde dezembro. Já em fevereiro, diversos trabalhadores afirmam enfrentar dificuldades financeiras, com contas em atraso e sem qualquer previsão concreta de pagamento. Tentativas de cobrança teriam sido feitas em um grupo criado para repassar informações, mas, diante das pressões por respostas, o grupo acabou sendo encerrado.

Os terceirizados também relatam que, ao longo de todo esse período, não houve reunião direta com o reitor da UFDPar ou qualquer posicionamento público da Reitoria para esclarecer a situação, o que é visto pelos trabalhadores como falta de empatia e de respeito.

“Foi mais de um ano de atrasos, silêncio e incerteza. No final, vieram as demissões sem os direitos mínimos garantidos”, resume um dos relatos enviados ao portal.

O PHB em Nota deixa espaço aberto para que a Reitoria da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) e as empresas envolvidas se manifestem sobre as denúncias apresentadas nesta matéria.

Da redação do Portal PHB em Nota

Nenhum comentário:

Postar um comentário

 

COOKIES