21/01/2026

Após prefeitura derrubar e recolocar cruzeiro na Praia da Pedra do Sal, comunidade realiza ato religioso para evitar novos episódios

Ato e missa próximo ao cruzeiro. Foto: PHB em Nota

Na tarde desta terça-feira (20), moradores das comunidades da Ilha de Santa Isabel, Pedra do Sal, Ilha Grande do Piauí e a população em geral se reuniram em um ato religioso de desagravo à retirada do cruzeiro de madeira da Praia da Pedra do Sal, símbolo de fé e tradição para os moradores da região.

No local onde o cruzeiro foi recolocado, foi celebrada uma missa em demonstração de fé e também como forma de protesto, para que atitudes semelhantes à adotada pela Prefeitura de Parnaíba não voltem a acontecer.

Populares reunidos no ato e missa próximo ao cruzeiro. Foto: PHB em Nota

Em entrevista à nossa equipe, o padre Edcarlos Sousa, da Área Pastoral Santa Isabel, afirmou que o vídeo que mostra a derrubada do cruzeiro causou forte impacto e classificou o episódio como intolerância religiosa, além de destacar a falta de diálogo por parte da gestão municipal.


Padre Edcarlos Sousa. Foto: PHB em Nota

“Eu considerei uma intolerância religiosa, uma falta de respeito com o nosso espaço. Não houve diálogo com a gente, comigo e com a Igreja, que frequentamos e trabalhamos nesta área”, declarou o religioso.

Já o presidente da Associação de Empreendedores da Praia da Pedra do Sal, Fernando Batista, disse que a comunidade ficou revoltada com a situação e ressaltou que conhece a história do cruzeiro, mas que não foi procurado pela prefeitura antes da retirada.

Presidente da Associação de Empreendedores da Praia da Pedra do Sal, Fernando Batista. Foto: PHB em Nota

“Eu, como presidente aqui, com 75 anos, conheço a história deste lugar. Por que a prefeitura não me comunicou para perguntar se já existia ou não? Chegar e derrubar dessa forma, ninguém aceita. Está todo mundo revoltado”, afirmou.

Cruzeiro aos pedaços após ser retirado do local.

O episódio reacende o debate sobre o respeito à fé, à cultura e à história de um povo. Para a comunidade, cabe à gestão pública preservar esses símbolos e dialogar com a população, e não agir de forma unilateral diante de elementos que fazem parte da identidade local.

VEJA A MATÉRIA EM VÍDEO:


Da redação do Portal PHB em Nota

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