26/05/2020

Supostas caixas de navio alemão da 2ª guerra aparecem nas praias do Coqueiro e Atalaia, no Piauí


Um leitor do OitoMeia que pediu para não ter seu nome identificado encontrou, durante um passeio pelas praias do Coqueiro e Atalaia, localizadas na cidade de Luís Correia, litoral do Piauí, algumas esquisitas caixas espalhadas.

Ele fez algumas fotos e enviou à Redação do portal. Os registros foram feitos na manhã do domingo passado(24/05). As caixas são semelhantes às que foram encontradas em algumas outras praias do litoral do Nordeste do Brasil desde outubro do ano passado.


Pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) descobriram que as caixas encontradas em algumas praias nordestinas são provenientes de um navio alemão que naufragou pela região no ano de 1944. Os materiais são grandes fardos de borracha, mas ainda não se sabe para que eram utilizados. Em uma das caixas havia uma placa metálica com inscrições em alemão, que foi a principal pista para a descoberta da origem das caixas.

A placa foi encontrada quando a equipe pesquisava o ponto de vazamento de manchas de óleo que atingiu diversas praias do Nordeste. O mistério das caixas começou em outubro do ano passado, após o primeiro aparecimento em Alagoas. No Ceará, os fardos apareceram nas praias de Aracati, Camocim, Caucaia, São Gonçalo do Amarante, Trairi e Pecém, além do Serviluz, em Fortaleza. De acordo com o professor Luís Ernesto Bezerra, cerca de 200 caixas foram encontradas em todo o litoral.

O navio alemão, segundo o estudioso, naufragou entre 1º e 4 de janeiro de 1944, mas só foi descoberto mais de 50 anos depois, em 1996, a cerca de mil quilômetros do litoral. Carlos Teixeira começou então um trabalho de simulação para confirmar que as caixas poderiam chegar até a costa nordestina e obteve a confirmação no final do ano passado: “Temos 99% de certeza dessa origem”. Luís Ernesto Bezerra explicou, na época, ao portal G1 Ceará, por que os fardos de borracha começaram a aparecer recentemente. “Navios naufragados começam a sofrer corrosão, então, décadas depois, começam a vazar as suas cargas. E por ter acontecido no Oceano Atlântico perto do Nordeste, elas [as caixas] chegaram até aqui”, diz.

(Redação OitoMeia)

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