Em meio a paredes sendo quebradas e grades serradas, é acionada a tropa de choque da Polícia Militar para combater a rebelião
Presos foram levados para o pátio da
delegacia e passaram por vistoria (Foto: Juliana Barros/G1)
Os presos da Central de Flagrantes
em Teresina realizaram
uma rebelião no início da manhã desta terça-feira (5). A tropa de choque da
Polícia Militar foi acionada para controlar o tumulto e segundo agentes de
plantão, os detentos chegaram a quebrar paredes e serrar algumas grades das
celas. A Rua Ricardo Seabra, que passa ao lado da delegacia teve que ser
interditada. No local era possível ouvir barulho de bombas e tiros.
A coordenadora da Central de
Flagrantes, delegada Marcela Sampaio, não quis dar muito detalhes para a
imprensa e limitou-se a informar que a situação dentro da delegacia estava
complicada. Ainda conforme a polícia, toda confusão iniciou na madrugada depois
que cinco detentos fugiram, mas foram recapturados minutos depois.
Homens do Bope (Batalhão de
Operações Policiais Especiais) e BpRone (Batalhão de Ronda Ostensiva de
Natureza Especial) também foram acionados. Somente por volta das 9h a situação
foi controlada e os presos tiveram que ser levados para o pátio até que a vistoria
fosse concluída.
De acordo com o coronel Lídio
Filho, comandante geral da Polícia Militar, os detentos terão que ser
transferidos para outra unidade prisional já que a estrutura da Central de
Flagrantes ficou comprometida após a rebelião. "Todos vão passar por uma
revista no pátio, mas adiantamos que a Central não tem mais condições de ficar
com esses presos", disse o coronel.
Familiares de alguns presos
foram até a Central de Flagrantes e ficaram aflitos esperando por informações.
Aos prantos, a mãe de um detento que não quis se identificar, disse que foi até
a delegacia levar café da manhã para o filho, mas foi impedida e acredita que
essa medida tenha causado a revolta.
No dia 20 de julho, policiais
do Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BpRone) foram acionados
para fazer uma vistoria na Central de Flagrantes e localizaram três buracos
feitos pelos detentos na parede de uma das celas da unidade e conseguiu evitar
a fuga de pelo menos 18 presos.
Em novembro do ano passado, 21 presos fugiram da Central de Flagrantes
após serrar a grade de uma janela. Uma semana antes a polícia já havia contido
um tumulto feito pelos detentos que ameaçaram quebrar cadeados e fugir. O
Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de Carreira do Estado do Piauí
(Sindepol) chegou a enviar vários ofícios às secretarias de Segurança e Justiça
solicitando a transferência dos detentos e alegou que não seria competência da
Polícia Civil fazer a custódia de presos.
Fonte: G1/edições: PHB em Nota
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