12/10/2017

‘Só queremos justiça’, diz noivo de jovem morta em acidente na BR-343 no Piauí

Acidente aconteceu no dia 4 de dezembro de 2016. Depois de 10 meses testemunhas de defesa e acusação foram ouvidas pela juíza na primeira audiência do caso.

Motorista estaria sob efeito de bebida alcoólica no momento da colisão (Foto: Reprodução/TV Clube)

Cerca de 10 meses depois de ter ficado gravemente ferido em um acidente automobilístico, na BR-343, em Teresina, que vitimou fatalmente sua noiva, Francieldo Pereira da Silva afirma que seu desejo, e dos familiares da técnica de enfermagem Milena Amanda Nery da Silva, é de justiça. A primeira audiência de instrução e julgamento do caso aconteceu nesta terça-feira (10) e agora eles aguardam a decisão da juíza se o motorista acusado de causar a colisão frontal deve ser mandado ao Tribunal do Júri.

O acidente aconteceu no dia 4 de dezembro de 2016. Milena estava acompanhada pelo noivo Francieldo Pereira da Silva, que conduzia o veículo, e ficou gravemente ferido. No carro do acusado André Luis Borges Martins estavam outras duas pessoas que sofreram lesões.

"O que eu como noivo da Milena espero, assim como os familiares e amigos dela, é que seja feita justiça. Nós não queremos nada mais do que isso. Os fatos e provas existem, contra isso não há argumentos. São muitos indícios de que ele tinha bebido bastante no dia do acidente”, afirma Francieldo.

Na primeira audiência, as testemunhas de defesa e acusação foram ouvidas pela juíza da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Teresina, Maria Zilnar Coutinho.

“Ele assumiu o risco ao pegar o carro altamente alcoolizado e vinha brincando ao volante, fazendo zigue-zague e aumentando a velocidade. As testemunhas que vinham com ele no carro confirmam isso e os policiais rodoviários também”, conta Francieldo.

De acordo com Francieldo, os testemunhos das pessoas que deram depoimento apontam para negligência do acusado André Luis Borges Martins.

"Ele acabou com o sonho de muitas pessoas. Da Milena que tinha passado em um concurso recente e não pode assumir porque teve sua vida impedida e o meu de casar ela. Nós queremos que ele pague por isso", disse.

Francieldo afirma que ainda carrega sequelas. "Ele levou minha noiva a óbito, quase me leva a óbito também. Passei quatro meses me recuperando do acidente. Perdi parte do meu intestino. Tive uma fratura no braço, na mão, em que tive que colocar uma placa com seis parafusos, por isso estou com o movimento litado ainda", desabafou.

Outra audiência será marcada para que o promotor do caso, Ubiraci Rocha, e o advogado de defesa Leôncio Coelho, façam as alegações finais. Após isso, a juíza vai decidir se o processo irá preceder ou não para a segunda fase do Tribunal do Júri.

Casal que sofreu acidente na BR 343 (Foto: Francieldo Pereira/ Arquivo Pessoal)

Para promotor crime foi doloso; Defesa nega uso de álcool
O promotor do caso, Ubiraci Rocha, quer que o acusado seja mandado ao Tribunal do Júri. “Entendo que esses tipos de crimes são dolosos e não culposos. Vamos apresentar os memoriais escritos dentro do prazo de cinco dias e depois a juíza terá dez dias para decidir”, informou.

O advogado de defesa, Leôncio Coelho, afirma que a promotoria está baseando sua tese em testemunhos de pessoas que foram afetadas pelo acidente. “A Justiça não trabalha apenas com a prova testemunhal. É necessário estar em conformidade com a prova material, pericial. E o laudo técnico mostra que ele não estava embriagado”, explicou.

No entanto, a defesa admite erro por parte de André Luis Borges Martins. “Ele errou, mas não no sentido de cometimento de um crime doloso. Ele errou ao não fazer a conversão correta”, relatou o advogado.

Após a decisão da juíza, tanto a promotoria como a defesa poderão recorrer.

Fonte: G1/PI

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