07/09/2017

Independência do Brasil



Sete de setembro. Feriado nacional. Dia da Independência do Brasil. 

Por todo o País se fazem presentes as comemorações. 

São desfiles militares, escolares, civis. Discursos, bandas, orquestras. 

Evoca-se 1822, em verso e prosa. 

Enaltece-se Dom Pedro I como o Libertador. 

Desde a sua audaciosa desobediência às determinações da Metrópole portuguesa, não regressando a Portugal, estava proclamada a Independência do Brasil. 

O Príncipe tinha suas noites povoadas de sonhos de amor à liberdade. 

Desenvolvia no Espírito as noções da solidariedade humana. 

Não representava o tipo ideal necessário à realização dos projetos espirituais, mas era voluntarioso. E ele era a autoridade. 

Os patriotas já não pensavam noutra coisa que não fosse a organização política do Brasil. 

A imprensa da época concentrava as energias nacionais para a suprema afirmação da liberdade da Pátria. 

As pessoas viviam a expectativa. Todos os corações aguardavam. 

Então, no retorno da sua viagem a São Paulo, um correio leva ao conhecimento de Dom Pedro as novas imposições das cortes de Lisboa. 

Ali mesmo, nas margens do Ipiranga, ele deixa escapar o grito: "Independência ou Morte!" 

Sem suspeitar, Dom Pedro I era dócil instrumento de um Emissário Divino, que velava pela grandeza da Pátria. 

Consumou-se o fato e, logo, os versos do Hino da Independência eram cantados: "Já podeis da Pátria filhos, ver contente a Mãe gentil. Já raiou a liberdade, no horizonte do Brasil." 

A independência do Brasil foi fruto do intenso trabalho das hostes espirituais junto aos homens. Muitos homens deram a vida por este Ideal. 

São passados 185 anos da nossa Independência. 

Olhamos o nosso imenso País, um gigante geográfico e nos indagamos: "Somos realmente livres?" 

A verdadeira independência é moral. 

Enquanto prosseguem vigentes o jeitinho brasileiro e a lei de Gerson não seremos livres. 

Quando assumirmos nosso papel de homens dignos, corretos, fiéis aos nobres ideais, seremos livres. 

Quando o estandarte da solidariedade e da tolerância se implantar em nossos corações, a nossa bandeira verde e amarela tremulará mais bela. 

Quando estendermos os braços para o bem da comunidade, as estrelas do Pano Pátrio brilharão com maior intensidade. 

Quando a ordem e a disciplina se instalarem nas ações de todos nós, o branco do Pavilhão Nacional terá alcançado o verdadeiro sentido: a paz. 

Para que o progresso real se instale, é necessário que as individualidades cresçam. A soma das conquistas pessoais resultará no crescimento coletivo. 

Hoje é um excelente dia para se propor a trabalhar pelo nosso Gigante. 

Dizem que está adormecido, mas só porque os seus filhos dormem. A Mãe gentil que nos recebe nesta etapa da vida no planeta merece-nos o esforço. 

Se quisermos, e só se quisermos, poderemos tornar verdadeira, desde agora a assertiva espiritual: Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho. 

Coração que pulsa, que ama, que não relega ao abandono os seus filhos. E tanto quanto pode, recebe e ampara os filhos de outros solos. 

Pátria do Evangelho que irradia o bem, que serve de modelo, que luta pela Justiça, pela Verdade. 

Independência moral. Crescimento real. Vamos todos começar neste dia a lutar por tais objetivos? 

* * * 

Você sabia que Tiradentes, morto em 1792, continuou após a sua morte, a trabalhar pela Independência do Brasil? 

Ele estava com o Príncipe Regente Dom Pedro no Grito do Ipiranga. 

Isto demonstra que os Espíritos, mesmo abandonando a carne, prosseguem nos Ideais abraçados. 

Os Espíritos, como os homens, amam o torrão que lhes serviu de berço, se interessam pelas coletividades, trabalham pelo bem geral.


Redação do Momento Espírita, com base nos cap. 18 e 19 do livro Brasil, coração do Mundo, Pátria do Evangelho, pelo Espírito Humberto de Campos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.

Fonte: Momento de Reflexão 

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