26/07/2017

Vacina contra febre aftosa terá composição alterada

Fabricantes brasileiros aceitaram modificar composição e volume de dose de imunização; mudanças serão concluídas em 2018

As mudanças, em três etapas, deverão começar já no 
próximo mês. Arquivo/ Agência Brasil
Fabricantes de vacina contra a febre aftosa no Brasil aceitaram fazer alterações na composição e no volume de dose de imunização da vacina, atendendo à demanda da cadeia produtiva. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), as mudanças vão acontecer em três etapas e deverão começar já no próximo mês. O processo será concluído até novembro de 2018.

As mudanças na vacina foram solicitadas em documento que seis entidades do agronegócio encaminharam no dia 10 deste mês ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O próprio ministério atribuiu a decisão do governo norte-americano de suspender a importação de carne brasileira à existência de abcesso causado pela aplicação da vacina contra a aftosa e determinou a exportação de carne fatiada para contornar o problema.

Além do documento enviado ao Mapa, os produtores e as entidades representativas do setor agropecuário também se reuniram com as indústrias fabricantes. "Houve uma reunião na semana passada na qual foi reafirmada pelos produtores e pela indústria a necessidade de alterações no processo de produção da vacina, na dose e na forma de aplicação", diz o consultor de Defesa Sanitária da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Décio Coutinho.

Febre aftosa
O vírus da febre aftosa é altamente contagioso. O animal afetado apresenta febre alta, que diminui após dois a três dias. Em seguida, aparecem pequenas bolhas que se rompem, causando ferimento. A transmissão pode ocorrer por meio da ingestão de água e alimentos que estejam contaminados pela saliva de animais doentes. O vírus é resistente, podendo sobreviver durante meses em carcaças congeladas.

A previsão é de que todo o Brasil seja reconhecido como País livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) em 2023, como já ocorre com a área de Santa Catarina.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil.

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