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Uma mulher, que por medo preferiu não se identificar, denunciou estar sendo vítima de perseguição há quase dez anos em Teresina. A auxiliar de escritório, de 33 anos, afirma que já foram registrados 22 boletins de ocorrência contra o suspeito, identificado como Josivan da Silva Nascimento. Ele chegou a ser preso em 2018, por quebrar uma medida protetiva contra a vítima, mas foi solto e voltou a persegui-lá.
A vítima afirmou que a última ocorrência foi registrada nesta quarta-feira (6) na Casa da Mulher Brasileira. Segundo ela, o suspeito teria aparecido enquanto ela saía do trabalho, em um cruzamento na região do Parque Piauí, na zona Sul de Teresina.
O Cidadeverde.com tenta contato com a Polícia Civil e o Tribunal de Justiça para saber como está o andamento das investigações, mas até o momento não obteve sucesso.
“Eu estava saindo do trabalho quando ele veio por trás e socou minha moto. Ele sempre me persegue. Eu gritei por socorro, gritei que era ladrão e ninguém me ajudou”, disse.
De acordo com o relato da vítima, a situação começou em 2016, quando ela passou a trabalhar na mesma empresa que o homem. Já em 2017, segundo ela, o suspeito teria feito ameaças de morte dentro do ambiente de trabalho.
“Ele me persegue com faca peixeira, com pau. Eu já pedi demissão da empresa e mesmo assim ele continua me perseguindo. Descobriu minha casa, já apedrejou minha residência. Eu tenho fotos, vídeos e mesmo assim não fazem nada”, afirmou.

Foto: Francisco Cardoso/TV Cidade Verde
A mulher relata viver sob constante medo e afirma que a rotina passou a ser marcada por idas frequentes à delegacia. Segundo ela, os registros resultaram em diversos inquéritos, mas sem solução definitiva até o momento.
“Eu estou literalmente desesperada sem saber o que fazer. Minha saúde mental está abalada. Eu não durmo mais direito, ando tremendo e com pânico Hoje estou sem medida protetiva. Estou tentando até que ele seja monitorado e não consigo”, relatou.
A mãe da vítima também afirmou estar sofrendo emocionalmente com a situação. Segundo ela, passou a fazer uso de medicação controlada devido à ansiedade e ao medo constante.
“Qualquer barulho eu já fico assustada. Não durmo direito. Quando ela demora a chegar, eu já penso que aconteceu alguma coisa. Ele já veio aqui em casa, já quebrou telhas. A gente vive nessa preocupação constante”, contou a mãe.
A vítima pede por justiça, e que o homem seja responsabilizado pelo crime de stalking. A perseguição também acontece no ambiente digital, com várias contas fakes criadas para buscar contato com a vítima.
“Eu não sei mais o que fazer. Estou literalmente desesperada, sem saber como agir e querendo justiça. Isso é stalking, gente. Já são 10 anos de perseguição em um caso no qual eu não tenho nenhum envolvimento com ele. Eu quero simplesmente que ele me deixe em paz, siga a vida dele e deixe a minha vida em paz”, concluiu a vítima.
Crime de Stalking
O crime de stalking (perseguição) é definido no Brasil, desde 2021, como a conduta reiterada de perseguir alguém, ameaçando sua integridade física ou psicológica, restringindo sua liberdade ou invadindo sua privacidade, seja física ou digitalmente. Previsto no Art. 147-A do Código Penal, a pena é de reclusão de seis meses a dois anos, além de multa, sendo aumentada se contra mulheres, crianças ou idosos.
Fonte: Cidadeverde.com