12/03/2026

MP investiga funcionamento do Hospital Areolino de Abreu após morte de paciente em Teresina

Investigação foi aberta com o objetivo de avaliar se a estrutura da unidade e os protocolos adotados garantem a segurança de pacientes e servidores.

Hospital Areolino de Abreu, localizado na zona Norte de Teresina - Foto: Divulgação/ Sesapi

O Ministério Público do Estado do Piauí instaurou um procedimento para apurar as condições de funcionamento do Hospital Areolino de Abreu, em Teresina, após a morte de um paciente registrada no dia 26 de fevereiro.

A investigação foi aberta pela promotora de Justiça Débora Geane Aguiar Aragão, com o objetivo de avaliar se a estrutura da unidade e os protocolos adotados garantem a segurança de pacientes e servidores.

No dia seguinte ao ocorrido, o Conselho Regional de Medicina do Piauí realizou uma vistoria no hospital e apontou a necessidade de apuração do caso e de análise dos riscos institucionais. A promotora também esteve na unidade para acompanhar a situação.

Durante audiência realizada no hospital no dia 3 de março, a direção da unidade informou que o paciente já havia recebido alta médica e aguardava a chegada de familiares quando teria sido agredido por outros internos durante a madrugada.

Após a reunião, o Ministério Público solicitou documentos encaminhados pelo hospital à Secretaria de Estado da Saúde do Piauí relacionados à necessidade de contratação de novos servidores. Também foi requisitada a lista de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam na unidade, incluindo profissionais afastados ou cedidos.

O hospital se comprometeu a apresentar um relatório detalhado sobre o déficit de pessoal, especialmente nas áreas de enfermagem e serviços gerais.

O MPPI também enviou ofícios ao Conselho Regional de Enfermagem do Piauí e ao CRM-PI solicitando apoio técnico para inspeções e para a elaboração ou atualização de protocolos de gerenciamento de risco e de crises psiquiátricas.

Além disso, foi emitida uma recomendação administrativa à Sesapi e à direção do hospital para que seja elaborado e implementado um Procedimento Operacional Padrão voltado ao gerenciamento de risco e de crises dentro da unidade.

Uma nova audiência extrajudicial foi marcada para o dia 16 de março, quando deverão ser apresentadas as medidas adotadas em resposta às orientações do Ministério Público.

Fonte: Lupa1

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