Investigação foi aberta com o objetivo de avaliar se a estrutura da unidade e os protocolos adotados garantem a segurança de pacientes e servidores.
Hospital Areolino de Abreu, localizado na zona Norte de Teresina - Foto: Divulgação/ SesapiO Ministério Público do Estado do Piauí instaurou um procedimento para apurar as condições de funcionamento do Hospital Areolino de Abreu, em Teresina, após a morte de um paciente registrada no dia 26 de fevereiro.
A investigação foi aberta pela promotora de Justiça Débora Geane Aguiar Aragão, com o objetivo de avaliar se a estrutura da unidade e os protocolos adotados garantem a segurança de pacientes e servidores.
No dia seguinte ao ocorrido, o Conselho Regional de Medicina do Piauí realizou uma vistoria no hospital e apontou a necessidade de apuração do caso e de análise dos riscos institucionais. A promotora também esteve na unidade para acompanhar a situação.
Durante audiência realizada no hospital no dia 3 de março, a direção da unidade informou que o paciente já havia recebido alta médica e aguardava a chegada de familiares quando teria sido agredido por outros internos durante a madrugada.
Após a reunião, o Ministério Público solicitou documentos encaminhados pelo hospital à Secretaria de Estado da Saúde do Piauí relacionados à necessidade de contratação de novos servidores. Também foi requisitada a lista de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam na unidade, incluindo profissionais afastados ou cedidos.
O hospital se comprometeu a apresentar um relatório detalhado sobre o déficit de pessoal, especialmente nas áreas de enfermagem e serviços gerais.
O MPPI também enviou ofícios ao Conselho Regional de Enfermagem do Piauí e ao CRM-PI solicitando apoio técnico para inspeções e para a elaboração ou atualização de protocolos de gerenciamento de risco e de crises psiquiátricas.
Além disso, foi emitida uma recomendação administrativa à Sesapi e à direção do hospital para que seja elaborado e implementado um Procedimento Operacional Padrão voltado ao gerenciamento de risco e de crises dentro da unidade.
Uma nova audiência extrajudicial foi marcada para o dia 16 de março, quando deverão ser apresentadas as medidas adotadas em resposta às orientações do Ministério Público.
Fonte: Lupa1