13/07/2022

Desativação de centro do peixe-boi no Litoral do Piauí prejudica preservação da espécie ameaçada de extinção

O ICMBio informou que há disponibilidade da utilização de R$ 440 mil para a elaboração de um projeto de recuperação da estrutura e reestabelecimento das atividades. Porém, ainda não há data para a realização do trabalho.

Centro Nacional de Pesquisa, Conservação e Manejo de Mamíferos Aquáticos, em Cajueiro da Praia — Foto: Reprodução /TV Clube

O Centro Nacional de Pesquisa, Conservação e Manejo de Mamíferos Aquáticos, no município de Cajueiro da Praia, a 353 km ao Norte de Teresina, está desativado. O local possuía a função de atuar na preservação do peixe-boi marinho, mamífero ameaçado de extinção, mas devido à precariedade da estrutura física do centro, as pesquisas estão impedidas de serem realizadas e o acervo do animal está em risco.

O Piauí abriga cerca de 70 animais, a maior população nativa de peixe-boi marinho do país. Eles ficam no estuário entre o Oceano Atlântico e o Rio Ubatuba, entre os estados do Piauí e Ceará, onde essa espécie procria, se alimenta e foge do risco de desaparecer.

Centro sucateado no Litoral do Piauí — Foto: Reprodução /TV Clube

Além disso, anteriormente, os pesquisadores faziam o monitoramento dos animais através de uma torre que, atualmente, não está funcionamento devido ao comprometimento da estrutura. Desde 2016, o trabalho não é realizado.

“Se você não monitora, não sabe a quantidade, não sabe o horário que ele passa, não sabe a quantidade da população, fica difícil você fazer uma estimativa ou qualquer outro plano de trabalho”, afirmou Adriano Damato, chefe da Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba (APA).

Peixe-boi é ameaçado de extinção — Foto: Reprodução /TV Clube

O projeto de preservação do peixe-boi é de responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O órgão informou que há disponibilidade da utilização de R$ 440 mil para a elaboração de um projeto de recuperação da estrutura e reestabelecimento das atividades. Porém, ainda não há data para a realização do trabalho.

Para a coordenadora da ONG Ilha Ativa, Lilianna Oliveira, que atua no monitoramento do peixe-boi há 15 anos, a ameaça a espécie afeta toda a natureza.

“É uma espécie muito importante para a região. Não só para o estuário Ubatuba, mas para o ecossistema inteiro. Perder um indivíduo de suma importância é um risco que a gente corre se a gente não tiver essa estrutura, para a gente fazer esse tipo de trabalho”, Lilianna.

Fonte: G1 PI

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