14/08/2021

Mulher é denunciada por desacato e intimidação de profissional de saúde durante vacinação no Piauí

De acordo com a Fundação Municipal de Saúde, a mulher agendou a vacina no grupo de comorbidades, mas não apresentou laudo médico. O caso será investigado pelo 12° Distrito Policial.

12º DP investiga o caso — Foto: Gil Oliveira/ G1

A diretoria da Fundação Municipal de Saúde (FMS) registrou um boletim de ocorrência contra uma mulher suspeita de desacatar e tentar intimidar um profissional de saúde durante a vacinação contra a Covid-19 nesta sexta-feira (13), na Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcefs), em Teresina.

A mulher também prestou queixa contra o órgão municipal no 12° Distrito Policial, Zona Leste da Capital, alegando que o enfermeiro se recusou a vaciná-la.

Segundo a FMS, a mulher que se identificou como advogada, chegou até o local com o agendamento da vacina em mãos, alegando ter uma comorbidade que lhe dava o direito da vacinação. Entretanto, ela não apresentou o comprovante que justificasse a aplicação da vacina.

A coordenadora de vacinação contra a doença em Teresina, Emanuelle Dias, contou que o profissional de saúde explicou que somente com a apresentação do comprovante que ela poderia ser vacinada. A mulher disse ter 37 anos e, por isso, teria o direito de ser imunizada mesmo assim.

Em seguida, a mulher apareceu no local com uma pessoa que se apresentou como delegado. Este homem teria tentado intimidar um profissional de saúde.

"Ela chegou até o local com outra pessoa, que se dizia ser profissional de segurança, querendo intimidar o profissional e questionando porque ele não iria vaciná-la", relatou a coordenadora.

Em entrevista à TV Clube, a mulher, que não quis dizer o nome, disse que errou ao clicar na opção "comorbidade" no site da FMS durante o agendamento. Em seguida, ela entrou em contradição ao alegar ter asma, doença que torna a pessoa prioridade na imunização.

“Como o site não tem uma alteração para você fazer entre público-alvo e comorbidade. Eu sou público-alvo e marquei sem querer. Quando eu cheguei, ele disse que não ia me vacinar e a gente sabe que o interesse da nação é vacinar os cidadãos. Ele se recusou a vacinar quatro pessoas”, comentou.

A coordenadora Emanuelle Dias ressaltou que a apresentação das documentações necessária sé importante para a organização da campanha de imunização. “A orientação que damos é que as pessoas realizem o agendamento conforme o grupo que ela pertence, caso ela pertença a um grupo prioritário, pois no momento da vacinação, é necessário apresentar as documentações que comprovem que ela pertence a aquele grupo. A gente precisa ficar com uma cópia desses documentos para, caso necessário, seja realizada a prestação de contas”, explicou.

Fonte: Portal G1 PI

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