12/02/2021

MP-PI pede que Corregedoria da PM ouça vítima que teria sido abusada por sargento em UPA

Segundo o promotor Assuero Stevenson, há duas versões do caso que caracterizam crime de estupro ou importunação sexual.

UPA do Renascença — Foto: Catarina Costa/G1 PI

O Ministério Público do Piauí solicitou que a Corregedoria da Polícia Militar ouça novamente o paciente que teria sindo abusado por um sargento dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Renascença, Zona Sudeste de Teresina. O órgão pediu que os funcionários que estavam de plantão também prestem depoimento a fim de esclarecer detalhes do ocorrido.

De acordo com o promotor Assuero Stevenson, foram apresentadas duas versões do crime e, portanto, seria necessário que a Corregedoria da PM apurasse melhor o fato. O MP apura se o crime se enquadra como estupro ou importunação sexual.

“Primeiro foi noticiado que o PM teria feito sexo oral no paciente, posteriormente a vítima foi ouvida e informou que ele [o policial] só quis pegar nas suas partes íntimas. Então, isso tipifica dois crimes diferentes. Eu pedi que a vítima fosse ouvida para que informe claramente o que aconteceu. Solicitei também que as pessoas que estavam de plantão fossem ouvidas”, disse.

O promotor disse ainda que solicitou que o sargento fosse afastado de serviços na UPA do Renascença. Segundo ele, o prazo para a entrega dos depoimentos ao Ministério Público é de 15 dias.

Entenda o caso
No dia 6 de fevereiro, um sargento da Polícia Militar do Piauí foi preso suspeito de abusar de um paciente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Renascença. A vítima prestou queixa e o policial foi encaminhado para o presídio militar.

Servidores, que não quiseram se identificar, contaram que o paciente chegou na UPA após sofrer um acidente de moto, por volta das 3h. Ele estava aguardando o efeito da medicação, quando foi levado pelo sargento até uma sala na unidade, onde o policial teria pego nas partes íntimas do jovem.

Conforme testemunhas, logo depois a vítima saiu correndo da sala e gritando sobre o caso no hospital. A diretoria acionou o Centro de Operações Policiais Militares (Copom) e uma equipe deu voz de prisão ao sargento.

O Comando Geral da Polícia Militar informou que ao tomar conhecimento da ocorrência, a Corregedoria adotou todas as providências legais cabíveis ao caso, inclusive a detenção, autuação e condução do acusado para o presídio militar após lavratura dos procedimentos adequados. A autuação foi encaminhada à Justiça e será julgada na esfera criminal pelo juízo competente.

Fonte: G1 PI

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