07/08/2020

Piauiense é preso durante investigação de expedição de diplomas falsos em vários estados


Pré-candidato a prefeito de Parnarama (MA) pelo PT, o professor Jacobe Almeida Barbosa, foi preso nesta quinta-feira (06/08) em Timon (MA), suspeito de expedir diplomas falsos, ou não entregá-los, no Amazonas. Na investigação, também há denúncias de estudantes de outros estados, como Piauí, Pará e Maranhão. 

Segundo o portal do Elias Lacerda, a Polícia Civil de Timon informou que Jacobe Almeida e a paranaense Karina Sousa Correia, representantes do Instituto Qualifique e Consultoria (ICQ), teriam se associado a Márcio Fabrício da Silva, e, juntos, promoveram cursos de nível superior no estado do Amazonas, entre outros, sem a devida autorização legal, o que teria lesado diversos estudantes.

A operação que prendeu Jacobe Almeida foi deflagrada pela Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações. No Paraná Karina Sousa Correia também foi presa e no Amazonas Márcio Fabrício da Silva não foi localizado e está sendo procurado.

Os três suspeitos, segundo a polícia, têm mandado de prisão autorizado pela justiça. A polícia investiga se os três teriam lesado estudantes em outros estados do Brasil com a mesma modalidade que praticou no Amazonas.

O professor Jacobe também foi candidato a deputado estadual no Maranhão e contra ele há outras denúncias sobre a mesma prática em vários municípios, em especial do Maranhão.

Em esclarecimento sobre outras denúncias em 2019, ele relatou que era natural de Floriano (PI) e residia em Teresina.

Segundo informou o Portal Tucumã, a investigação se iniciou após várias vítimas terem procurado a delegacia especializada, através de advogado, narrando que haviam frequentado até o fim cursos que eram comercializados como de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) quando na verdade os cursos no máximo seriam de pós-graduações lato sensu (especializações) ou sem valor acadêmico algum (conforme nota técnica MEC).

Na ocasião de lançamento dos cursos, no ano de 2014, os empresários Jacobe Almeida Barbosa e Katarina Souza Correa, representantes do Instituto Qualifique e Consultoria teriam se associado a Márcio Fabrício da Silva (representante no Amazonas), no intuito de comercialização de tais cursos, levando várias pessoas a adquirem vagas e assim cursarem o suposto “mestrado” pagando quantias que totalizam R$ 24.450,00 por aluno até o ano de 2019 (valor total), quando então ficou claro que os cursos não eram regulares.

Várias irregularidades foram notadas durante a investigação tais como fornecimento de material com indicação errônea aos alunos, informações contraditórias por parte das instituições investigadas, não localização dos investigados, o que levou a crer que os organizadores de tais cursos obtiveram para si vantagem ilícita, em prejuízo das pessoas que frequentavam esses cursos, os quais eram mantidos em erro.

Há informações de que os empresários Jacobe e Kátia, mantiveram outras instituições com o mesmo propósito em outros estados, fato este que é investigado pelas respectivas polícias civis dos outros estados.

Fonte: Portal 180

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