26/08/2019

Acusado de matar mulher e enterrar no quintal de casa se torna réu por feminicídio e ocultação de cadáver

Francisco Olavo Silva Vasconcelos vai responder pela morte de Sandreia dos Santos Lima, 36 anos. O crime aconteceu em junho deste ano no município de Ilha Grande, Litoral do Piauí.

Corpo foi encontrado na casa do companheiro da vítima. — Foto: Kairo Amaral/TV Clube

Francisco Olavo Silva Vasconcelos se tornou réu na Justiça por feminicídio e ocultação de cadáver. Ele é acusado de ter assassinado a esposa, Sandreia dos Santos Lima, 36 anos, e de ter enterrado o corpo dela no quintal da casa onde o casal morava no município de Ilha Grande, a 326 km de Teresina, no Litoral do Piauí.

O crime aconteceu em junho deste ano. O corpo da vítima foi descoberto por familiares no dia 10 de junho, três dias depois do desaparecimento dela. O acusado foi preso no mesmo dia ao se apresentar na Delegacia da Mulher de Parnaíba.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, feita com base no inquérito da Polícia Civil, Francisco Vasconcelos premeditou o crime porque disse à mãe da vítima que a filha dela tinha ido embora e não queria que ninguém soubesse onde estava.

"Na madrugada do dia 07, por volta da meia noite, após uma discussão sobre uma suposta traição, o acusado asfixiou a vítima com as mãos até o seu óbito”, afirma a denúncia, citada pelo juiz Georges Cobiniano Sousa de Melo, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Parnaíba na decisão.

Segundo a denúncia, o relacionamento foi marcado por abusos e a vítima já havia sofrido tentativas de feminicídio. A motivação para crime seria uma suposta infidelidade.

“A discussão entre acusado e vítima foi ouvida por uma testemunha no momento no qual Sandreia afirmou que Francisco estava doido ou bêbado, ao ser questionada da suposta traição”, diz a decisão.

Após o assassinato, o acusado teria cavado um buraco no quintal de casa e colocado o corpo da vítima lá. Francisco disse aos familiares da esposa que ela havia ido embora.

“Durante esse período agia de forma fria e com total desprezo à vida humana, haja vista que frequentava serestas, ingeria bebidas alcoólicas e até mesmo atuava como árbitro de futebol”, pontuou o juiz Georges de Melo.

Fonte: G1 PI

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