26/06/2019

Homem é condenado a 33 anos de prisão por estuprar e matar a própria tia no Piauí

O portal tentou, mas não conseguiu contato com a defesa de Gonzaga José.

Juiz Franco Morette, do Tribunal de Justiça do Piauí, foi responsável pela determinação da pena. — Foto: Gustavo Almeida/G1

Um homem identificado como Gonzaga José da Costa foi condenado a 33 anos e seis meses de prisão após julgamento no Tribunal do Júri realizado nessa terça-feira (25) na Comarca de Jaicós, Sul do Piauí. Ele foi considerado culpado pelos crimes de estupro e homicídio triplamente qualificado contra a própria tia, ocorridos em 2008 na cidade de Patos do Piauí. O G1 tentou, mas não conseguiu contato com a defesa de Gonzaga José.

O promotor de Justiça João Malato Neto, responsável pela acusação, informou ao G1 que o crime causou grande comoção na cidade na época, devido principalmente à relação entre vítima e autor do crime, além da crueldade da violência.

“Ela tratava ele como filho, ele era de dentro da casa dela. Além de tudo, ela era uma mulher muito religiosa, era virgem, e sofreu essa violência gravíssima. No dia do crime, ele atacou ela quando ela estava saindo da igreja. Ele esperou ela sair do culto para atacá-la. O Júri então entendeu que ele era culpado”, explicou.

O promotor disse que a pena de mais de 30 anos foi considerada satisfatória, levando em conta os dois crimes. Além da condenação por estupro, Gonzaga foi considerado culpado pelo homicídio triplamente qualificado: uso de meio cruel (morte por asfixia), impossibilidade de defesa da vítima e para garantir a impunidade diante de outro crime, o estupro.

No dia do crime, logo após o corpo da vítima ser encontrado, ele foi preso e encaminhado à delegacia da região, onde constatou-se a presença de sangue em seus genitais, indicando o estupro.

Segundo o promotor, a defesa do homem alegou insanidade mental, defendendo que ele não tinha condições de discernir sobre o ato praticado. João Malato disse ainda que, antes do julgamento, um exame foi realizado e a perícia descartou a possibilidade de inimputabilidade de Gonzaga. Ou seja, ele foi considerado apto a passar por julgamento.

Fonte: G1 PI

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