10/05/2019

Populares devem responder por furto no caso de assalto a bancos em Campo Maior

Foto: Divulgação SSP-PI

Populares devem responder por furto no caso do assalto as duas agências bancárias em Campo Maior, no interior do Piauí. De acordo com o secretário de Segurança Pública do Piauí, Fábio Abreu, dos R$ 229 mil dos dois bancos, R$ 94.120 foram recuperados, parte está com os dois foragidos, o restante foi destruído durante as explosões ou saqueado pela população.

"Qualquer comentário negativo é desrespeito a quem passou todos esses dias se dedicando para proteger a sociedade. Cabe esclarecer que eles não fizeram um assalto a um carro forte ou simplesmente transferiram malotes fechados de dinheiro dos bancos. Eles explodiram as agências e com isso queimou dinheiro, parte ficou debaixo dos escombros e a população também teve acesso antes da perícia e saqueou, caso que será investigado pela PF. O recurso que foi encontrado com os criminosos será devolvido aos bancos", esclarece o secretário. 

Até o momento são oito presos, nove mortos, seis veículos, seis coletes balísticos, três fuzis, oito pistolas, carregadores e em média 400 munições apreendidos.

"Pelo material que foi apreendido dá para se ter uma ideia de como essa quadrilha estava preparada para enfrentar nossa polícia e matar nossos policiais", acrescenta o secretário. 

Fábio Abreu ressalta que a operação só encerra quando os dois últimos suspeitos foram capturados. 

"A operação só será encerrada quando a gente prender o Marcelo Negão e o mineiro que está na região de Cocal", disse o secretário.

Mortos em confronto com os policiais

Marcelo Pimentel Cunha Nery, vulgo Marcelo Negão, é considerado um dos líderes da organização criminosa. Ele foi visto, pela última vez, há dois dias após fugir do cerco da Polícia Rodoviária Federal. 

"O Marcelo é considerado um dos chefes e deu apoio aos criminosos de Minas Gerais juntamente com o Paulo França [suspeito morto em confronto]. Ele foi quem esteve na frente daquele grupo que há dois anos destruiu praticamente dez caixas eletrônicos em Teresina. Ele era o 'cabeça', conseguimos prendê-lo na época e hoje já estava em semiliberdade", disse o delegado Gustavo Jung, do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco).

"Pelo regime da criminalidade, sem dúvidas, pode estar com um grande montante de dinheiro, justamente por ser um dos líderes", reitera Jung.

O assalto ao Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal na cidade de Campo Maior, a 78 km de Teresina, ocorreu no último dia 30. 

Flash Graciane Sousa
redacao@cidadeverde.com

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