09/01/2019

Quadrilha compra piscinas com documentos falsos e prejuízo chega a R$ 120 mil


Foto: Polícia Civil

Duas pessoas foram presas nesta terça-feira (8) ao comprarem uma piscina com documentos falsos. A prisão ocorreu em uma loja na Avenida João XXIII, zona Leste de Teresina. A gerente da empresa, Simone Veloso, disse que a quadrilha chegou a comprar seis piscinas por meio de financiamento em um curto espaço de tempo. As compras chegam ao valor de R$ 120 mil. 

Financiada, cada piscina custa cerca de R$ 20 mil. A quadrilha comprava a piscina para revender abaixo do valor de mercado, comercializando pela internet.

“Eu fiquei desconfiada, mas o banco continuava aprovando o financiamento. Até que pesquisando na internet encontrei uma das piscinas no valor bem abaixo, uns R$ 8 mil. Foi uns R$ 120 mil (de financiamento). A gente desconfiou pelo financiamento frequente, pela venda das piscinas na internet, Facebook e OLX, e as datas das identidades que são recentes. Eu estava pesquisando na internet quando vi as piscina sendo vendidas, e mandei para o meu gerente”, disse a gerente. 

Por coincidência, na compra de hoje, uma das compradoras integrantes da quadrilha apresentou um contracheque com os dados de uma mulher chamada Ana Paula, com dados de um hospital em que a mãe da gerente trabalhou. A mãe da gerente conhecia a verdadeira Ana Paula. “Os dados estavam todos corretos, mas a foto estava trocada”, disse.

O delegado da 12° DP, Ademar Canabrava, informou que uma equipe de investigação foi até a empresa e fez o flagrante. O chefe da quadrilha aguardava dentro do carro do lado de fora enquanto a falsa Ana Paula efetuava a compra. A piscina já estava em um veículo alugado para ser levada. 

A falsa Ana Paula é na verdade Maria de Fátima dos Santos Costa. O chefe da quadrilha também preso hoje é Suelson Gonçalves dos Santos. A polícia investiga se a identidade dele é oficial. O líder já é conhecido da polícia e já respondia pelo crime de estelionato. 

"Nós tivemos a oportunidade de conversar com a gerente, que percebeu a má fé dessas pessoas. Ela disse que já tinha vendido cinco, e hoje seria a sexta. A equipe de investigação foi até o local, e aguardou a chegada dela. Nós detectamos que ela já estava lá e após ela efetuar a compra, com a piscina pronta pra levar, efetuamos a prisão tanto da moça como dele, que estava distante dentro de um veículo, mas os policiais já tinham percebido". 

“Esse crime de estelionato envolve várias pessoas, até o filho, a esposa, a namorada. Nós temos duas pessoas presas em flagrante e mais cinco identificadas do grupo em que vou representar pela prisão preventiva. Esse (Suelson) ficava no lucro. Dessas seis piscinas já tinha uns R$ 60 mil porque revendia na metade do preço. Agora precisa ser investigado de quem será o prejuízo, da empresa ou da financiadora”, ressaltou o delegado.

No áudio abaixo, divulgado pela Polícia Civil, o líder explica como a mulher deveria agir na empresa. As quatro primeiras compras ocorreram sem o pagamento de uma entrada. A gerente da loja explicou que uma quantia para a entrada foi solicitada após desconfiar das compras, que ocorriam a cada duas semanas, praticamente. A primeira foi em outubro de 2018 e, nesta terça, a última. 

O delegado Canabrava informou que até o momento não há registros de que outras lojas sofreram o mesmo golpe, mas que após a divulgação desse material poderá aparecer novas vítimas.

Esquema
O líder da quadrilha, identificada como Suelson Gonçalves dos Santos, envia uma pessoa até a loja para pesquisar os preços. Ele pedia que a pessoa buscasse pelas maiores. Após essa pesquisa, acontecia o golpe. Outra integrante da quadrilha chegava na empresa com os documentos falsos (identidade, comprovante de residência, comprovante de renda). O crédito era aprovado pela financiadora. Com a venda liberada, a piscina era levada. Financiada, a piscina chegava a R$ 20 mil. 

A quadrilha então pegava a piscina e oferecia em sites ou grupos de venda online. O valor era fornecido pela metade do preço, cerce de R$8 a R$10 mil. De acordo com a polícia, o grupo ficava com todo o lucro já que não pagava pelo financiamento. O caso será repassado para a justiça. Não se sabe quem pagará o prejuízo. 

Carlienne Carpaso
redacao@cidadeverde.com

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