15/08/2018

Preso suspeito de matar irmão e cunhada incendiados vivos


Fotos: PC-PI

O suspeito de matar o irmão e a cunhada incendiados vivos foi indiciado por duplo homicídio qualificado e preso em cumprimento a mandado de prisão preventiva, nesta quarta-feira (15). José Fernando Pereira Gonzaga, 47 anos, é suspeito de jogar querosene, atear fogo e trancar o casal que não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital de Urgência de Teresina (HUT).


O investigado foi preso no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) , da zona Sul de Teresina, por volta de 10h.

"Ele foi indiciado por duplo homicídio qualificado por ter usado meios crueis, sem chances de defesa das vítimas. Durante o interrogatório, não demonstrou arrependimento. Ele tinha entendimento do que estava fazendo. Em depoimento, relatou que o irmão o humilhava e que acabava com o carro dele. Foi um crime premeditado", disse o diretor do DHPP, delegado Francisco Costa, o Baretta.

Após o crime, José Fernando [que teria transtornos mentais] se internou em um hospital psiquiátrico, mas já havia tido alta. O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso e efetuou a prisão, havia pedido um exame de sanidade mental. Após o crime surgiram vários questionamentos sobre o suposto transtorno mental do investigado que, inclusive, tinha carteira nacional de habilitação.



"Recebemos informações preliminares que foram feitas por peritos não-oficiais. O delegado Robert Lavor encaminhou mais ofícios para o Caps e para o hospital Aerolino de Abreu. Sobre a culpabilidade, fica a cargo do juiz avaliar", complementa Baretta.

Após a prisão, o investigado foi submetido a exame de corpo de delito e encaminhado para a Central de Flagrantes de Teresina. O crime ocorreu em junho deste ano, no bairro Piçarra, na zona Sul de Teresina.


Quarto que o casal dormia foi destruído pelo fogo

Casal morreu no hospital
Luís Pereira Gonzaga, de 54 anos, morreu em consequência das graves queimaduras de 1º e 2º graus. Ele teve 80% do corpo queimado e veio a óbito após dois dias internado. Já sua companheira, Carla Pereira de Abreu, 25 anos, lutou quase duas semanas pela vida. Um vídeo e áudios gravados pela operadora de telemarketing revelaram que, antes de morrer, ela pediu por Justiça e disse que o marido tentou protegê-la.


Carla Pereira morreu no hospital

Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

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