26/06/2018

Ex-cabo do Exército que atirou em folião no Piauí, vai a júri popular


Wanderson Lima. Foto: Arquivo/ Cidadeverde.com

O ex-cabo do Exército, Wanderson Lima Fonseca, acusado de atirar contra um folião na prévia carnavalesca Banda Banda em janeiro deste ano, em Teresina, vai ser julgado em júri popular. A juíza Maria Zilnar pronunciou o réu para que ele seja submetido a julgamento pelo 2º Tribunal do Júri da Comarca de Teresina. 


Wanderson Lima atirou na festa e atingiu três foliões, dentre eles um identificado como Paulo Roberto Rodrigues da Costa. No processo, o ex-cabo responde por ter atirado apenas em Paulo. 

A decisão é do dia 19 de junho e diz que Wanderson será julgado pela pela prática do delito de homicídio tentado contra a vítima Paulo Roberto Rodrigues da Costa. Além disso, a juíza profere a manutenção da prisão preventiva do acusado para garantir a ordem pública.

O promotor responsável pelo caso, Ubiraci Rocha, confirmou nesta terça-feira (26) que a juíza rejeitou a tese de legítima defesa apresentada pelo acusado, por ele ter atentado contra a vida da vítima.

“Essa é a prova dos autos e, da sua análise, verifica-se que a versão apresentada pelo acusado, no sentido de que agiu em legítima defesa e sem intenção de matar, encontra resistência na versão da vítima e das testemunhas antes referidas. Logo, não se tem, neste momento processual, a certeza necessária para o acolhimento da tese de legítima defesa a ensejar a absolvição sumária, pois os requisitos da pretendida excludente de ilicitude agressão injusta e proporcionalidade dos meios utilizados não restaram demonstrados estreme de dúvidas”, diz parte da sentença.



Entenda o caso
Wanderson foi indiciado por tentativa de homicídio, lesão corporal e porte ilegal de arma de fogo. Durante a festa. O ministério Público do Piauí ofereceu denúncia contra Wanderson em fevereiro e atualmente ele está em prisão preventiva.

Em depoimento no dia que se apresentou à polícia, o cabo confessou ter atirado durante a festa carnavalesca e alegou legítima defesa. Wanderson disse que Paulo teria lhe agredido mais de uma vez.

Lyza Freitas
redacao@cidadeverde.com

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