18/04/2018

Policiais Militares acusados de roubar dinheiro de assalto a banco são soltos

Policiais militares são acusados de sumir com parte de dinheiro apreendido durante tentativa de assalto ao Banco do Nordeste. Os dois PMs foram soltos na noite de terça-feira (17).

Dinheiro que seria roubado do banco foi apreendido, mas parte dele sumiu (Foto: Divulgação/Polícia Militar)

Os dois policiais suspeitos de peculato, após sumiço do dinheiro apreendido na tentativa de roubo ao Banco do Nordeste, foram postos em liberdade na noite de terça-feira (17), após decisão ao final da audiência de instrução no Quartel Central Geral da Polícia Militar. O crime aconteceu no dia 19 de dezembro de 2017 na agência localizada no bairro São Cristóvão, Zona Leste de Teresina.




O promotor Assuero Stevenson confirmou que concordou com o pedido de soltura feito pela defesa dos policiais porque a prisão dos dois era uma conveniência para a instrução criminal. “Essa soltura não se confunde com inocência. Como todos os envolvidos no caso foram ouvidos, faltando apenas uma testemunha de defesa, não havia necessidade de permanecerem presos”, destacou o promotor.

Os dois policiais militares foram presos no dia seguinte ao caso e levados para o Presídio Militar na condição de presos preventivos para não atrapalhar o andamento do Inquérito Policial Militar. Um vídeo gravado por uma câmera de segurança do banco registrou os dois policiais saindo do local carregando o dinheiro. O comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar foi afastado do cargo.

Vídeo mostra o momento em que os dois policiais saem com o dinheiro. (Foto: Reprodução/Piauí TV 1ª Edição)

Crime de peculato
Os policiais militares Wanderlei Rodrigues e Erasmo Furtado são suspeitos de terem desviado cerca de R$ 300 mil do total apreendido após uma quadrilha tentar assaltar o Banco do Nordeste no dia 19 de dezembro de 2017.

Para o promotor Assuero Stevenson, pesa contra os policiais o fato de terem levado o dinheiro até a sede do 5º Batalhão de Polícia Militar por um caminho longo. Outro momento suspeito é quando o valor foi levado do 5º BPM para a sede do Greco (Grupo de Repressão ao Crime Organizado). "No caminho eles foram num carro separado e se perderam do comboio, só chegando 20 minutos depois na Greco", comentou o promotor.

Assuero lembra ainda que há a possibilidade de envolvimento de outras pessoas, mas que isso não ficou claro mesmo após todos os envolvidos serem ouvidos. “Na hora que surgir algum indício de uma ordem de oficial a eles, será feita a denúncia. Mas isso ainda não exclui a culpa deles”, disse o promotor.

O advogado Walter Meneses, membro da defesa dos dois policiais, disse que os réus agiram de acordo com a rotina. “Já é de praxe o policial, seja militar ou civil, conduzir os materiais até o batalhão para fazer a mídia do batalhão, mostrar para a imprensa, conceder entrevista...”, contou.

Policiais do 5º BPM participaram da ocorrência e são réus no caso (Foto: Junior Feitosa/G1 PI)

O advogado afirmou estar confiante de que os suspeitos serão absolvidos durante o julgamento. “A denúncia foi produzida num inquérito muito temerário, em que foram deixadas de produzir provas que seriam benéficas para eles”, disse o advogado.

R$ 300 mil desaparecidos
O paradeiro do dinheiro que sumiu durante a operação policial, cerca de R$ 300 mil em espécie, ainda é desconhecido. “Isso é o que mais nos envergonha”, comentou o promotor Assuero Stevenson.

O advogado dos dois policiais, Walter Meneses, questionou inclusive se o dinheiro de fato existe. “O banco mostra recibos, mas para a defesa não há materialidade desse dinheiro. Se os policiais são suspeitos, então todos são suspeitos”, disse o advogado.

Fonte: G1 PI

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