O evento foi realizado na sede da AIP e contou com a presença de
empresários de diversas
cidade do Piauí. O encontro também teve como
objetivo afinar o discurso da categoria para reunião
a ser realizada
nesta quarta-feira com o governador Zé Filho.
"O
modelo proposto, e que vai consumir cerca de R$ 400 milhões, não atende
a demanda
moderna dos empresários. Temos que investir em um modelo de
complexo industrial a exemplo
dos Estados do Ceará e Pernambuco. Eles
reúnem em um lugar só uma ZPE [Zona de Processamento
de Exportações] e
um porto", defende o engenheiro.
Raoni Barbosa/Revista Cidade Verde
Ao
invés de concluir o porto, o especialista também defende que os
recursos prometidos ao
Estado possam ser investidos em linhas férreas,
hidrófilas, rodovias e energia elétrica de qualidade.
Esse seria o
conjunto de atrativos ideal para incentivar a vinda de indústrias ao
Estado.
"Nossa produção atual mais expressiva é
de soja e pode continuar sendo escoada pelo Ceará
e Pernambuco. A
questão é: tendo um porto teremos produção suficiente para exportar ou
será
apenas mais uma obra subaproveitada?", questionou Cid de Castro.
Essa
questão pretende ser respondida até o encontro com o governador,
marcado para ocorrer
a partir das 18h30 desta quarta-feira. Após a
palestra, o tema será discutido com os
participantes presentes.
"Temos
que saber se o porto como está é viável. Acredito que não. A estrutura
do atual porto
está muito assoreada. Teríamos que ter investimentos
grandes para criar o acesso necessário para
os navios. Uma boa saída
seria: transformar a atual estrutura em ponto turístico, por exemplo, e
procurar um novo espaço", disse o presidente da AIP, Joaquim Costa.
Fonte. cidadeverde.com/Por:Lívio Galeno
liviogaleno@cidadeverde.com