Levantamento do Sindicato dos Bancários lista Miguel Alves, São Miguel do Tapuio e Curimatá como principais alvos.
Assalto ao banco de Curimatá foi o quarto desde 2001, diz sindicato
O
levantamento do sindicato inclui postos avançados de atendimento e
agências dos Correios que funcionam como correspondentes bancários.
Nele, é possível notar o crescimento dos assaltos nos últimos anos. A
entidade registra um roubo em 1987 na cidade de São Miguel do Tapuio.
Depois disso, outro crime só ocorreu em 1995, em Canto do Buriti. No
mesmo ano, foram 12 ocorrências em todo o Estado.
Em
Curimatá, além do crime deste ano, outros assaltos ao Banco do Brasil
ocorreram em 2001, 2009 e 2011. No ano de 2012, foi a vez da agência dos
Correios, que funciona como correspondente bancário, ser alvo dos
bandidos.
Apesar
dos números, Curimatá não é a cidade mais visada até agora pelos
assaltantes. As agências do Banco do Brasil em Miguel Alves e São Miguel
do Tapuio já foram alvo dos bandidos por cinco vezes. No ano passado, o
gerente de Miguel Alves foi morto durante troca de tiros entre a
polícia e criminosos.
Altos, Luzilândia e União
sofreram quatro assaltos a bancos cada uma no intervalo das últimas
três décadas. O Banco do Brasil, mais presente no interior, é o mais
visado. Porém, a expansão do Bradesco fez o banco também ser procurado
pelos criminosos. Desde 2013, foram 15 agências e postos roubados.
O
relatório mostra 91 ocorrências no interior e 29 na capital. Em
Teresina, o sindicato incluiu algumas casas lotéricas que funcionam como
correspondentes bancários - nem de longe todas foram lembradas.
O
presidente do Sindicato dos Bancários do Piauí, Arimateia Passos,
informou que a categoria vai assinar um protocolo com a Polícia Federal
no início de maio, na tentativa de unificar os procedimentos de
segurança bancária em todo o país.
Além disso,
os bancários do Piauí planejam uma conferência estadual para discutir o
descumprimento da lei dos bancos, de autoria da deputada estadual Flora
Izabel (PT). Passos afirma que a segurança avançou muito nas
instituições federais, mas deixa a desejar na iniciativa privada.
Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com