29/04/2014

Tartaruga gigante assusta banhistas no litoral do PI; foi sufocada por lixo

Pedaços de plástico estavam enrolando o cadáver, que foi trazido pelo mar até a costa


O 180graus, que tem realizado trabalhos especiais em todo o Piauí, flagrou um fato inusitado, e que leva a uma reflexão: O que fazemos com o nosso lixo?... Na tarde deste domingo (27/04), o mar trouxe à costa o corpo de uma tartaruga gigante, com cerca de 1 metro de diâmetro e tão pesada, a ponto de várias pessoas tentarem pegá-la, mas sem êxito, o que fez com que o cadáver voltasse para o mar da praia de Barra Grande, no município de Cajueiro da Praia, 361 Km ao Norte de Teresina.

Ao perceber algo estranho no mar, os banhistas se assustaram, até perceber que se tratava do animal, já morto, trazido pelo oceano Atlântico. Foi possível perceber pedaços de plástico em volta do corpo do animal, que se alimenta daquilo que suga da água do mar e, muitas vezes, acaba engolindo o lixo depositado pelo ser humano além de, muitas vezes, ser sufocado ao se enrolar com os pedaços de plástico, que vagam pelo mar, como comentam técnicos do projeto Tamar, que monitora desova de tartarugas no litoral piauiense.

O animal (Dermochelys coriacea), da espécie tartaruga-de-couro ou tartaruga-gigante, foi encontrado por banhistas por volta das 15h. Normalmente, um animal desses pesa mais de 200 quilos. Trata-se de uma espécie ainda é ameaçada de extinção devido a um longo período de caça intensa devido à sua carne (usada para fazer sopa), couro e casca.

Acredita-se que 90% do lixo flutuante nos oceanos é composto de plástico – um índice compreensível, já que esse material é um dos que levam mais tempo para se decompor na natureza. Esses detritos têm efeito trágico sobre a vida animal. De acordo com o Programa Ambiental da ONU, os entulhos plásticos são responsáveis anualmente pela morte de mais de um milhão de pássaros e de cem mil mamíferos marinhos, como baleias, focas, leões-marinhos e tartarugas. As aves marinhas confundem objetos como escovas de dente, isqueiros e seringas com alimento, e diversos deles foram encontrados nos corpos de animais mortos.
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De acordo com pesquisas, ainda é possível se ressaltar que o que o ser humano tem provocado, está voltando contra ele próprio, pois as toxinas absorvidas pelos plásticos, que funcionam como esponja no mar, estão se acumulando ao longo da cadeia alimentícia, fazendo com que os resíduos do plástico cheguem ao ser humano. Centenas de milhões de minúsculas bolinhas de plástico, a matéria- prima dessa indústria, são perdidos ou desperdiçados anualmente e acabam por chegar ao mar. Esses poluentes atuam como esponjas, atraindo substâncias químicas produzidas pelo homem, como hidrocarbonetos ou o pesticida DDT. O passo seguinte é eles entrarem na cadeia alimentar.
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Fonte: 180 Graus/REPÓRTER:Alex Gomes - Direto de Cajueiro da Praia
COLABORAÇÃO:Maiara Nogueira

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