11/05/2017

Uruçuí: Menor diz a delegado que se sentiu Jack estripador em estupro coletivo

Imagem do jovem morto pelos adolescentes em Uruçui 

O delegado Bruno Ursulino, que investiga o estupro coletivo e homicídio em Uruçui, contou ao Cidadeverde.com que um dos menores revelou que se sentiu Jack, o estripador, ao degolar uma de suas vítimas. 

No último dia 3, na cidade de Uruçui, três adolescentes são apreendidos suspeitos de estuprar uma grávida e obrigá-la a assistir o namorado ser degolado. O crime chocou o País. Os menores – dois com 16 anos e outro de 13 anos - confessaram o crime e foram transferidos para Teresina. 

Em depoimento a Polícia, um dos menores confessou também que não matou a grávida por ela ser bonita.

“Um dos adolescentes ao ser questionado sobre o que sentiu ao cortar o pescoço do jovem ele disse que se sentiu o jack estripador”, informou o delegado que disse chocado com a frieza do menor. 

Jack, o estripador, é um famoso serial killer que chocou a cidade de Londres em 1888 com seus crimes. Ele matava mulheres (geralmente, prostitutas) da região leste da capital inglesa. O assassino mutilava os corpos das vítimas e retirava seus órgãos internos. 

Ao pegar o depoimento dos adolescentes, o delegado disse que se preocupou em relatar também o lado psicológico dos adolescentes. 

“Eles não se mostram arrependidos pelos crimes, se mostram arrependidos porque irão ficar privados de liberdade”, revelou o delegado. 

Ursulino ressalta ainda que analisou a expressão corporal dos adolescentes e eles se mostraram insensíveis. “Quando perguntei sobre o crime, eles não abaixam cabeça ou fizeram qualquer expressão corporal que indicasse vergonha, arrependimento. Um deles responde as perguntas com outra pergunta em tom de nenhuma vergonha”. 

Garota tenta voltar o convívio social 
A jovem estuprada, segundo o delegado, está sendo acompanhada pelo Conselho Tutelar. Ele disse que ela tenta retornar o convivo social aos poucos, mas por enquanto permanece em sua residência. 

Laudos 
O delegado informou que ainda não encaminhou o material para perícia – o celular do rapaz morto e faca – por falta de pessoal para deixar em Teresina. Ele disse que vai aproveitar para vir a capital piauiense e irá trazer o material. Ele disse também que colheu material genético para solicitar o exame de DNA. 

Flash Yala Sena
yalasena@cidadeverde.com

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