09/09/2026

Professora denuncia agressão durante evento religioso em terreiro no Piauí

De acordo com o depoimento prestado à polícia, o relacionamento entre a professora e o líder religioso já havia terminado, mas ele não teria aceitado o fim da relação.

Viatura Polícia Civil

Uma professora denunciou ter sido agredida fisicamente durante um evento religioso realizado na madrugada do último domingo (06), em um terreiro localizado no bairro Mocambinho, zona Norte de Teresina. Conforme boletim de ocorrência, a principal suspeita é a ex-companheira do líder religioso responsável pelo espaço.

Segundo o relato da vítima, a agressão ocorreu por volta de 0h30, enquanto ela participava da cerimônia. No local, ela encontrou o líder religioso, com quem afirma ter mantido um breve relacionamento amoroso, e a ex-companheira dele. Os envolvidos podem se manifestar a qualquer momento. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

De acordo com o depoimento prestado à polícia, o relacionamento entre a professora e o líder religioso já havia terminado, mas ele não teria aceitado o fim da relação. A vítima afirmou que continuava recebendo mensagens e convites de forma insistente, situação que, segundo ela, teria provocado incômodo na ex-companheira do homem.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, a professora relatou que foi surpreendida pela suspeita, que teria puxado seus cabelos sem que houvesse qualquer discussão anterior. A agressão provocou um corte no couro cabeludo, que precisou ser fechado com pontos. Ela também afirmou ter sido mordida no ombro e sofrido outras lesões durante o episódio.

Com os ferimentos, a Polícia Militar foi acionada e compareceu ao local. Em seguida, a professora registrou boletim de ocorrência e foi encaminhada para a realização de exame de corpo de delito.

A vítima também declarou que o líder religioso não teria intervindo para impedir as agressões nem prestado qualquer tipo de auxílio durante a ocorrência.

Segundo o depoimento, enquanto ela registrava a denúncia, o líder religioso teria enviado mensagens insistentes para amigas da professora, questionando se o caso estava sendo formalizado junto à polícia. A vítima afirmou que a situação aumentou seu temor e preocupação com a própria segurança. Diante disso, solicitou à Justiça medidas protetivas de urgência.

Até o momento, não há informações sobre eventual decisão judicial em relação ao pedido. O caso será investigado pela 3ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Teresina.

Fonte: Lupa1

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