
A Polícia Civil do Piauí concluiu o inquérito que investigou J.C.S., de 48 anos, preso em Teresina por suspeita de gravar e vender vídeos de relações sexuais sem o consentimento das mulheres. Segundo a investigação, ele escondia um celular dentro de uma pasta adaptada para registrar as imagens. O relatório final foi encaminhado à Justiça na última terça-feira (30).
De acordo com o delegado Luciano Alcântara, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), J.C.S. foi indiciado pelos crimes previstos nos artigos 218-B e 218-C do Código Penal, que tratam do favorecimento da exploração sexual de adolescentes e da divulgação de imagens íntimas sem consentimento.
O investigado também responderá pelo artigo 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata da divulgação, distribuição ou compartilhamento de conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.
As investigações apontaram que os vídeos eram comercializados por meio de cerca de cinco robôs automatizados em um aplicativo de mensagens. O acesso ao conteúdo custava entre R$ 75 e R$ 100.
Segundo a Polícia Civil, os encontros ocorreram há mais de dez anos e parte das vítimas era menor de idade na época das gravações. Seis mulheres prestaram depoimento durante a investigação, sendo quatro delas adolescentes quando os fatos aconteceram.
Ainda conforme o delegado Luciano Alcântara, o suspeito informava nos próprios robôs que os vídeos haviam sido gravados sem o conhecimento das mulheres, oferecendo acesso mediante pagamento.
A investigação também revelou que, sempre que um dos robôs era removido da plataforma, outro era criado para manter a comercialização do material, o que motivou o pedido de prisão preventiva.
Durante o cumprimento de mandado de busca, a Polícia Civil apreendeu duas pastas adaptadas com furos e suportes para esconder um celular, equipamento que, segundo os investigadores, era utilizado para gravar as relações sexuais de forma clandestina. Os objetos foram recolhidos e integram as provas do inquérito.
Fonte: G1/PI