15/07/2026

Operação Chip Falso: Ex-funcionária de operadora de telefonia usava credenciais de gerentes para alterar linhas de vítimas, diz delegado

Mulher está foragida. Ela é suspeita de integrar grupo investigado por assumir ilegalmente linhas telefônicas, invadir contas bancárias, clonar WhatsApp e aplicar golpes em diferentes estados.

Grupo que usava linhas telefônicas de vítimas para invadir contas bancárias e aplicar golpes é alvo de operação no PI — Foto: SSP-PI

Uma ex-funcionária de uma operadora de telefonia, identificada como Rosana Rodrigues da Silva, é considerada foragida pela Polícia Civil do Piauí . Ela é apontada como um dos principais alvos da Operação Chip Falso, deflagrada na manhã desta quarta-feira (15), em Teresina.

A informação foi confirmada ao g1 pelo delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) . De acordo com ele, a mulher é investigada sob a suspeita de ser uma das principais articuladoras do esquema.

"Nessa primeira fase ela é uma das principais investigadas. A nossa investigação apurou que ela usava as credenciais de funcionários e gerentes e com isso conseguia mudar a titularidade de linhas telefônicas de vítimas. Nesse momento ela está foragida, mas tem um mandado temporário aberto contra ela", explicou Mácola .

A polícia ainda apura se a investigada realizava as fraudes na época em que trabalhava na operadora.

Operação Chip Falso

Um grupo suspeito de assumir ilegalmente linhas telefônicas de vítimas para invadir contas bancárias, clonar WhatsApp e aplicar golpes em diferentes estados foi alvo da Operação Chip Falso. Dez pessoas foram presas e outras cinco são procuradas.

A fraude é conhecida como SIM Swap e consiste na transferência ilegal e não autorizada de um número de telefone para um chip controlado pelos criminosos. Com acesso à linha, os suspeitos conseguiam receber códigos de autenticação enviados por SMS e invadir contas e aplicativos das vítimas.

Segundo a Polícia Civil, o grupo conseguia acessar contas bancárias, assumir perfis no WhatsApp, realizar transferências indevidas, fazer compras com cartões das vítimas e se passar por elas para aplicar golpes, como pedidos de dinheiro a parentes e o falso advogado.

O delegado Humberto Mácola afirmou que o acesso às linhas telefônicas permitia que os criminosos causassem diversos prejuízos às vítimas.

"Em posse dessas linhas telefônicas conseguiam fazer o estrago na vida daquela pessoa: desde invadir contas, encaminhando os códigos de verificação para essa linha telefônica em posse dos criminosos, até se passar por um parente e abordar pedindo dinheiro", disse à TV Clube.

Foram identificadas mais de 50 vítimas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

Fonte: G1/PI

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