22/06/2026

Motociclista é baleado ao desobedecer ordem de parada e atirar contra PMs durante acompanhamento tático no Piauí

Perseguição começou depois que o condutor fez manobras perigosas na avenida, segundo a PM. Há indícios de que o número identificador do motor esteja adulterado.

Motociclista é baleado ao desobedecer ordem de parada e atirar contra PMs em perseguição — Foto: Divulgação/PMPI

Um motociclista, que não foi identificado pela Polícia Militar do Piauí (PMPI), foi baleado e levado ao hospital após desobedecer a uma ordem de parada e atirar contra policiais das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam). O caso aconteceu na noite de domingo (21), na Avenida Zequinha Freire, próximo ao residencial Vila Maria, Zona Leste de Teresina.

Segundo o comandante da Rocam, major Márcio Aquino, a perseguição começou depois que os policiais tentaram abordar o motociclista por fazer manobras perigosas na avenida. O condutor não obedeceu e fugiu.

"Ele empreendeu fuga e, na perseguição que durou algum tempo, houve disparos contra um dos policiais e a guarnição revidou", afirmou o major ao g1.

O tiro disparado pelos PMs acertou a região das nádegas do motociclista, de acordo com o comandante. Ele ainda continuou a fuga por mais alguns instantes, mas não resistiu ao ferimento causado pela bala e caiu na pista.

"Ele tentou se livrar da arma depois, jogou em um local próximo, mas a guarnição encontrou e apreendeu o revólver calibre .32 e as munições", disse o major.

O motociclista foi socorrido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Segundo o comandante da Rocam, ele está bem e não corre risco de morte.

Indícios de adulteração na moto

Após a abordagem, a equipe da Rocam descobriu que o número identificador do motor era diferente dos números correspondentes ao chassi e à placa da motocicleta.

"O número do motor não é o mesmo do chassi, e esse número não coincide com o da placa. Dá a entender que houve adulteração no número", observou o major Aquino.

De acordo com o comandante, o motociclista deve ser autuado por adulteração de sinal identificador de veículo, crime previsto no Código Penal e que possui pena de três a seis anos de prisão.

Fonte: G1/PI

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