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Foto: Arquivo pessoal
O Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) marcou o julgamento dos acusados de assassinar o guarda Edilson Aparecido da Costa e Silva durante uma emboscada na área do Parque Nacional da Capivara, em 18 de agosto de 2017, em João Costa, no Piauí. Os suspeitos são apontados como caçadores que foram abordados por quatro guardas do parque.
A juíza Carmelita Angelica, da 1ª Vara da Comarca de São João do Piauí, designou para o dia 29 de junho de 2026, às 8h30 da manhã, no Fórum de São João do Piauí a sessão de julgamento do Tribunal do Júri.
No dia 5 de maio de 2025, uma decisão colocou no banco dos réus Afonso Pereira dos Santos por homicídio qualificado consumado e tentativa de homicídio qualificado, e José Wilson Frederico de Lima e Pedro Apolinário de Sousa Neto vão a júri por tentativa de homicídio qualificado contra Ronilson de Sousa Ribeiro.
O crime chocou a região. Em agosto de 2017, o vigilante Edilson Aparecido foi morto com um tiro nas costas após uma emboscada de caçadores flagrados no Parque.
Na época do crime, o Cidadeverde.com entrevistou um dos guardas que preferiu não se identificar. Ele narrou que estava com outros quatro colegas em uma base de apoio na cidade de João Costa quando perceberam a presença de pessoas no parque.
"Fomos averiguar ao longo da trilha e durante uma caminhada de 2km conseguimos encontrar oito armadilhas. De repente conseguimos avistar um deles e durante a abordagem ele acabou reagindo contra nós. Ele estava com uma espingarda e um revólver. Nesse momento apareceu outro armado e já investindo contra a gente. Rapidamente, conseguimos tomar a espingarda e o revólver desse rapaz porquê estávamos em quatro. No momento que estávamos algemando o primeiro, apareceram outros dois mascarados e com duas espingardas. Foi aí que a negociação foi por água abaixo. 'Nós viemos para matar você' diziam eles. O caçador que estava rendido sem a arma conseguiu pegar ela de volta. Foi quando saímos correndo e um tiro acertou o Edilson nas costas", relembra o guarda.
Um dia após o crime, dois dos quatro caçadores que armaram a emboscada se entregaram à Polícia. Os dois foram baleados e decidiram se entregar. Eles tiveram a prisão convertida em preventiva, mas foram liberados meses depois com medidas cautelares. Agora, eles respondem aos crimes em julgamento marcado para junho.
Na ocasião do crime, várias entidades emitiram notas lamentando a morte de Edilson Aparecido.
Fonte: Cidadeverde.com