29/05/2026

MP denuncia casal e TJ-PI nega liberdade a acusado de sequestrar Lokinho

Foto: Reprodução/ WhatsApp

O Ministério Público do Estado do Piauí formalizou a denúncia criminal contra Helson Sousa e Harkellany Rodrigues pelo envolvimento no sequestro, tortura e agressão contra o influenciador digital Pedro Lopes Lima Neto, conhecido como “Lokinho”.

A denúncia foi protocolada na última segunda-feira (25), após a conclusão das investigações da Polícia Civil. Os autos foram encaminhados na terça-feira (26) à Central de Inquéritos de Teresina, onde o juiz Valdemir Ferreira Santos irá decidir se recebe formalmente a acusação e transforma o caso em ação penal.

Paralelamente, o Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) negou o pedido liminar de habeas corpus apresentado pela defesa de Helson Sousa Rodrigues, que tentava revogar a prisão preventiva do investigado.

A situação atual dos investigados

Atualmente, os dois investigados cumprem medidas diferentes determinadas pela Justiça.Helson Sousa: Teve os pedidos de liberdade negados em primeira e segunda instâncias e segue em prisão preventiva. A relatora do habeas corpus no TJ-PI, desembargadora Maria do Rosário de Fátima Martins Leite Dias, indeferiu a soltura imediata apontando que as condições pessoais favoráveis, como primariedade e residência fixa, são insuficientes para revogar a prisão diante do risco à ordem pública e da gravidade concreta da conduta.

Harkellany Rodrigues: Embora tenha tido a liberdade total negada em abril de 2026, o juízo de primeiro grau concedeu a conversão da sua prisão preventiva em domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica. A medida cumpre os requisitos previstos na legislação, uma vez que ela comprovou ser mãe de três crianças menores de 12 anos (com idades de 4, 10 e 11 anos) que necessitam de seus cuidados.
TJ apontou risco de fuga

Na decisão proferida pelo Tribunal de Justiça no dia 11 de maio de 2026, a desembargadora relatora apontou que os mandados de prisão expedidos anteriormente não haviam sido cumpridos de imediato e que os investigados chegaram a constar como "procurados" no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões.

Segundo a relatora, a ocultação dos investigados reforçou a necessidade da prisão preventiva para garantir a aplicação da lei penal.

O documento também cita que o modo de execução das agressões extrapola a gravidade comum dos crimes investigados. Entre os elementos apontados pela Justiça estão disparos de arma de fogo em local público, agressões com coronhadas, confinamento da vítima em porta-malas e sessões de tortura física e psicológica em uma área de matagal.

Relembre o caso

O crime ocorreu na madrugada de 11 de outubro de 2025, em um posto de combustíveis localizado às margens da BR-316, na zona Sul de Teresina.

De acordo com o inquérito policial concluído em fevereiro de 2026 pelo 23º Distrito Policial, a motivação teve origem em uma discussão prévia em redes sociais envolvendo Harkellany e outra influenciadora digital por causa de um mega hair avaliado em R$ 10 mil. Imagens de "Lokinho" na companhia da rival de Harkellany após o conflito motivaram a ação dos investigados.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a vítima sofreu ameaças de morte e agressões físicas. O celular do influenciador teria sido levado para impedir pedidos de socorro.

Lokinho foi abandonado ferido nas proximidades da Casa de Custódia e conseguiu ajuda para retornar para casa.

O casal responde por crimes como lesão corporal, tortura qualificada mediante sequestro e roubo majorado.

Fonte: Cidadeverde.com

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