
A deputada estadual Gracinha Mão Santa utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), durante sessão plenária realizada nesta quinta-feira (23), para fazer duras críticas à atuação da Equatorial Energia no estado. A parlamentar afirmou que pretende buscar medidas mais firmes em defesa dos consumidores piauienses, destacando que irá “atrás de todos os direitos da população”.
Durante o pronunciamento, a deputada mencionou um caso recente ocorrido em Parnaíba que ganhou repercussão. Segundo ela, um empresário conhecido como Louro, proprietário de um estabelecimento na região central da cidade, ficou mais de 24 horas sem fornecimento de energia elétrica. O episódio, conforme ressaltado, não seria isolado.
De acordo com Gracinha, a insatisfação com os serviços prestados pela concessionária é generalizada e atinge não apenas Parnaíba, mas diversas cidades do Piauí. Ela destacou que comerciantes e moradores vêm enfrentando prejuízos frequentes devido às interrupções no fornecimento.
Outro ponto criticado pela deputada foi a falta de clareza nos protocolos emitidos pela empresa quando há registro de falhas no serviço. Segundo ela, os consumidores não recebem uma previsão concreta para a solução dos problemas, o que dificulta qualquer tipo de cobrança.
Diante disso, a parlamentar defendeu que a Alepi passe a exigir que a concessionária forneça prazos definidos para resolução das ocorrências. A proposta, segundo explicou, permitiria a aplicação de penalidades caso os serviços não sejam restabelecidos dentro do tempo informado ao consumidor.
A fala reforça o debate sobre a qualidade do fornecimento de energia no estado e a necessidade de maior fiscalização sobre a concessionária responsável.
Nota de Esclarecimento - Equatorial Piauí
A Equatorial Piauí informa que o fornecimento de energia para o imóvel comercial localizado na rua Tamoios, bairro Boa Esperança, em Parnaíba, foi normalizado. A empresa esclarece, ainda, que no fim de semana alguns bairros do município registraram um número maior de ocorrências relacionadas ao fornecimento de energia em decorrência das fortes chuvas com alta incidência de descargas atmosféricas que atingiram a região.
Devido à complexidade dos casos e do cenário adverso, o tempo de atendimento em algumas ocorrências foi maior. Para garantir a otimização do trabalho, a distribuidora ampliou em 140% o número de profissionais em campo, inclusive com acionamento de equipes da capital, que atuaram continuamente para a normalização das demandas no menor tempo possível.
Os atendimentos, no caso de emergência climática, têm que seguir de maneira ainda mais rigorosa, as normas regulamentadoras na execução dos serviços durante as chuvas, buscando assegurar a segurança dos colaboradores e população. Além disso, vale ressaltar que as ocorrências coletivas e os serviços essenciais têm prioridade nesses cenários.
Da redação do Portal PHB em Nota