14/04/2026

DHPP apura se crime contra jovem de 21 anos foi execução ou legítima defesa

Foto: Reprodução

O homem apontado como autor do assassinato de Cauã Keidson de Oliveira e Silva, de 21 anos, se apresentou à Polícia Civil no dia 25 de março e alegou ter agido em legítima defesa.

Segundo a investigação, ele compareceu ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no dia seguinte ao crime, prestou depoimento e foi liberado por não haver mandado de prisão em aberto.

O crime ocorreu no dia 24 de março. Cauã, que morava na região do bairro Matinha, zona Norte de Teresina, teria sido atraído até o bairro São Joaquim após receber uma ligação telefônica.

Inicialmente, foi levantada a hipótese de que a ligação teria partido da namorada da vítima, versão posteriormente descartada pela polícia.

De acordo com as investigações, Cauã foi até o local acompanhado da namorada e de um parente dela. Ao descer do veículo, dois homens em uma motocicleta se aproximaram e efetuaram disparos contra o jovem.

A vítima ainda foi socorrida pela namorada e pelo parente e levada ao Hospital do Buenos Aires, mas não resistiu aos ferimentos. Após deixá-lo na unidade de saúde, os dois deixaram o local.

Em depoimento, o suspeito afirmou que Cauã teria envolvimento com o tráfico de drogas e que teria pedido para que ele guardasse entorpecentes. Segundo o relato, ele aceitou, mas não conseguiu devolver o material no prazo combinado.

Ainda de acordo com o depoimento, ele teria ido até o São Joaquim para entregar as drogas ao Cauã, mas a vítima teria sacado uma arma e o ameaçado. Para se defender, alegando legítima defesa, ele disse que atirou contra Cauã e fugiu na motocicleta.

O delegado Genival Vilela informou que a linha de investigação aponta possível relação do crime com o tráfico de drogas, apesar de a vítima não possuir antecedentes criminais.

Ainda segundo o delegado, há indícios de que o suspeito já teria ido ao local com a intenção de matar o jovem. A autoridade policial avalia se irá solicitar a prisão do investigado, a depender do avanço das diligências.

O caso segue sob investigação do DHPP.

Fonte: Cidadeverde.com

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