A vítima Eliezio Dias Pereira, conhecido como “Cutula”, foi morta em Teresina (PI).
Eliezio Dias Pereira (Foto: divulgação)Mais um suspeito pelo desaparecimento e assassinato de Eliezio Dias Pereira, conhecido como “Cutula”, foi preso nesta quinta-feira (12) em Teresina (PI). A prisão aconteceu na residência onde ele mora, no bairro Bela Vista.
O investigado E.S.P.S. foi preso em cumprimento de mandado de prisão preventiva pelas equipes da Polícia Civil do Piauí. Outras sete pessoas já foram presas suspeitoas de envolvimento no mesmo crime.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Investigação de Desaparecimento de Pessoas (DESAP), vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
E.S.P.S. é investigado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e constituição de organização criminosa armada. Ele foi conduzido ao DHPP, onde foi ouvido e aguarda audiência de custódia.
“As investigações demonstraram que o crime foi cometido de forma extremamente violenta e organizada, com participação de vários integrantes de um grupo criminoso que atua na região do Promorar. Nosso objetivo é identificar e responsabilizar todos os envolvidos”, pontuou o delegado Jorge Terceiro, responsável pelo caso.
O CRIME
A Polícia Civil do Piauí detalhou que Eliezio Dias Pereira desapareceu no dia 29 de junho de 2025, na região do bairro Promorar, zona Sul de Teresina.
“O corpo foi encontrado em 23 de agosto, em uma área isolada da Estrada da Alegria, com as mãos amarradas, a boca vedada com fita e marcas de tiros na cabeça“, informou a polícia.
No último fim de semana, outros sete suspeitos já haviam sido presos. Eles foram identificados pelas iniciais R.F., R.S., R.R.S.B., N.J.V.B., M.V.S.F., A.C.L.N. e M.V.S.M.
Conforme a Polícia Civil, “a apuração aponta que Eliezio teria sido abordado por integrantes de uma organização criminosa rival ao entrar em uma área dominada pelo grupo para comprar drogas. Ele foi agredido, amarrado, colocado em um carro e levado até a Estrada da Alegria, onde foi executado. O corpo foi deixado no local na tentativa de dificultar as investigações”.
“O inquérito também indica que, após o crime, integrantes do grupo criminoso passaram a ameaçar familiares da vítima e realizar atentados contra alguns deles, em meio à disputa por território na região”, finalizou.
Fonte: Portal Clube News