04/03/2026

Operação Falso Advogado: golpe pode ter causado prejuízo de até meio milhão de reais, diz delegado

Investigação aponta que suspeitos se passavam por advogados para aplicar golpes em vítimas, utilizando processos judiciais falsos e pedidos de transferência via PIX.

Homem sendo preso no âmbito da operação | Foto: Reprodução/ PCPI

O prejuízo causado por um esquema de falsos advogados investigado pela Polícia Civil pode chegar a meio milhão de reais somente nesta primeira fase da Operação “Falso Advogado”. Ao menos 50 vítimas já foram identificadas, algumas com perdas expressivas, uma delas teria sofrido prejuízo de até R$ 70 mil.

A ofensiva foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (4) pela Secretaria de Segurança Pública, por meio da Polícia Civil do Estado do Piauí, através do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), em ação conjunta com a Polícia Civil do Estado do Ceará.

De acordo com o delegado Humberto Mácola, coordenador do DRCC, o número de atingidos é significativo e envolve também profissionais da advocacia que tiveram os nomes utilizados de forma indevida.

"Identificamos ao menos 50 vítimas, 120 advogados. Essas vítimas entraram no processo como pessoas de boa-fé e, se tiverem material apreendido, bens apreendidos, nós tivemos mais de 70 bloqueios de contas judiciais. Se valores forem recuperados, serão ressarcidos a essas vítimas", disse.

O que se sabe?

Segundo a investigação, os suspeitos acessavam dados processuais sigilosos e utilizavam essas informações para dar aparência de legitimidade às abordagens. A estimativa inicial é que o montante movimentado pelo grupo possa ultrapassar R$ 500 mil apenas nesta etapa da operação.

Para aplicar os golpes, os investigados se passavam por advogados e até por servidores do Judiciário. Eles criavam perfis falsos e simulavam ambientes profissionais para convencer as vítimas a realizar transferências bancárias, geralmente via PIX.

"Eles se passavam por estes servidores. Forjavam crachás e todo um ambiente, para passar credibilidade à vítima."

As vítimas eram informadas sobre a suposta liberação de alvarás judiciais e orientadas a pagar “taxas judiciais” inexistentes para que os valores fossem disponibilizados.
investigações em andamento

Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos no âmbito da operação, que apura crimes de estelionato eletrônico, organização criminosa e invasão de dispositivo informático.

"Os presos estão sendo todos interrogados pela Polícia Civil do Ceará. Temos uma equipe com delegados e investigadores aqui do Piauí que estão coordenando. Eles estão sendo interrogados e encaminhados ao presídio."

As investigações seguem em andamento, e a polícia não descarta a identificação de novas vítimas e a ampliação do prejuízo total causado pelo esquema criminoso.

Fonte: Portal Meio News

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