Pablo Ramos é proprietário dos imóveis; ele não tinha relação direta com os empresários da Rede HD, já que o contrato de arrendamento dos postos era administrado pela imobiliária Metrópole.
Furtos e saques em postos interditados: dono denuncia prejuízo após operação Carbono Oculto 86 - Foto: ReproduçãoEm entrevista exclusiva à TV Lupa1, o empresário Pablo Patrick Soares Ramos denunciou prejuízos após ter dois postos de combustíveis de sua propriedade interditados durante a investigação que apura um esquema bilionário de fraude no setor no Piauí. Segundo ele, os imóveis estavam arrendados à Rede HD, empresa citada nas investigações da Operação Carbono Oculto 86.
O empresário conta que, apesar de ter rompido o contrato com a empresa meses antes da operação, os postos continuam interditados. De acordo com ele, os estabelecimentos permanecem fechados desde então e já foram alvo de furtos e saques.
“Eu estou com dois postos que estão interditados por causa daquela operação da Rede HD. Até hoje eu não consegui a liberação dos meus postos de gasolina. Já saquearam o imóvel, levaram a estrutura e a instalação elétrica”, relatou.
Furtos e saques em postos interditados: dono denuncia prejuízo após operação Carbono Oculto 86 - Foto: ReproduçãoDe acordo com Pablo Ramos, o contrato de locação com a rede investigada foi encerrado em junho de 2025, meses antes da operação policial que levou à interdição dos postos.
Ele acrescenta que a relação comercial não era direta com os empresários investigados e que não tinha conhecimento sobre as atividades deles, pois o contrato era intermediado por uma administradora imobiliária, a Metrópole.
Furtos e saques em postos interditados: dono denuncia prejuízo após operação Carbono Oculto 86 - Foto: Reprodução“Meu rompimento com a Rede HD foi em junho do ano passado. Eu não tinha mais nenhum contrato com eles quando os postos foram bloqueados em novembro. Nunca tive acordo direto com eles, era através da imobiliária que administrava”, afirmou.
O empresário explica que seu papel era apenas o de proprietário que alugava os imóveis, enquanto a operação e exploração comercial dos postos eram feitas pela empresa locatária.
Documento judicial prevê possível liberação
Um documento judicial obtido pela reportagem mostra que o pedido de levantamento da interdição foi analisado pela Justiça, que indicou a possibilidade de liberação dos imóveis, desde que algumas condições sejam cumpridas.

Prejuízos e abandono
Segundo o empresário, enquanto aguarda a decisão judicial definitiva, os imóveis permanecem fechados e já sofreram depredações.
Furtos e saques em postos interditados: dono denuncia prejuízo após operação Carbono Oculto 86 - Foto: Reprodução“Os postos estão parados e já foram saqueados. Levaram equipamentos, estrutura e parte da instalação. Eu não tenho nada a ver com o rombo desses caras, e meus imóveis continuam bloqueados”, disse.
Ele também afirma que deixou de receber valores previstos em contrato após o bloqueio judicial dos bens da rede investigada. Segundo o proprietário, até o dia 22 deste mês os empresários Danilo Coelho de Souza e Haran Santiago Girão Sampaio deverão cerca de R$ 30 mil referentes a obrigações contratuais.
“Eles estavam pagando multa rescisória pelo rompimento do contrato, mas pararam de pagar depois que os bens foram bloqueados”, declarou.
Fonte: Lupa1