04/08/2022

Piauí investiga seis casos suspeitos de varíola dos macacos em cinco municípios

Amélia Costa, coordenadora de epidemiologia da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), informou que as pessoas com suspeita da doença devem ficar pelo menos 21 dias em isolamento e procurar o sistema de saúde.

Imagem de pessoa infectada pela varíola dos macacos — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O Piauí possui, até esta quarta-feira (3), nove casos notificados e seis ainda em investigação de suspeita de varíola do macaco, a monkeypox. A doença considerada emergência global pela Organização Mundial de Saúde tem cerca de 1 mil casos confirmados no Brasil.

Segundo Amélia Costa, coordenadora de epidemiologia da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), os pacientes são de cinco municípios e um deles é um idoso que está internado em Parnaíba.

As cidades com casos notificados foram Parnaíba (dois casos), Esperantina, União, Curralinhos, Hugo Napoleão, Batalha e Teresina. Dos nove casos notificados, três - em Batalha e Teresina - foram descartados.

"Atualmente, recebemos notificação diariamente, não tem horário, então não temos como dar dados fixos. Hoje, estamos com nove casos notificados, temos três descartados e seis em investigação aguardando resultado laboratorial", disse.

Ela contou que os casos necessitam de exames principalmente porque a doença se assemelha bastante à varicela (catapora). Assim, os pacientes precisam passar por três exames: de sangue, da coleta de pus ou líquido das bolhas formadas e da crosta da bolha na pele.

"Quando o município colhe, encaminha ao Lacen, que faz o diagnóstico da sífilis ou herpes pelo sangue, e encaminha as outras duas amostras da pústula e crosta, para o diagnóstico fora do Piauí", explicou.

Vigilância nas fronteiras
A coordenadora de epidemiologia da Sesapi, Amélia Costa, informou que alguns municípios do Piauí fazem fronteira com estados como Ceará, Bahia e Pernambuco, que já possuem casos confirmados da doença. Por este motivo, essas cidades devem reforçar a vigilância.

“Uma das coisas que a gente observa é a história do vínculo epidemiológica. Na hora que nos deparamos com um caso suspeito, nós procuramos se a pessoa teve visita, se viajou para outro estado, quanto tempo passou, porque aí você vai ter que estabelecer a avaliação do contato em casa, porque, se ele está em casa convivendo com as pessoas, provavelmente, alguém pode se contaminar”, afirmou.

Transmissão e prevenção
Ela destacou que a transmissão acontece principalmente por contato sexual, porque o contágio acontece pelo contato direto com as feridas de alguém infectado. A relação sexual, como onde há fricção pele a pele, tem se mostrado como uma das fontes de contágio mais frequentes.

Mas esse vírus também pode ser passado por meio de gotículas de saliva ou através de objetos contaminados, como louças, toalhas e lençóis.

A média de incubação, ou o tempo entre o contato com o vírus e o aparecimento dos sintomas, foi de sete dias. Mas alguns indivíduos demoraram de três a até 20 dias para ter as primeiras manifestações do monkeypox. A recomendação, então, é de 21 dias de isolamento para casos suspeitos.

A principal forma de evitar a transmissão a outras pessoas é ficar atento aos sintomas e buscar a avaliação médica se eles aparecerem.

Sintomas
Braço de paciente com varíola dos macacos — Foto: R/Arquivo Pessoal

A respeito dos sintomas, um estudo da Universidade Queen Mary de Londres mostrou que 95% dos infectados em um estudo feito pela apresentaram irritação na pele (dois terços tinham menos de dez lesões).

Veja lista de sintomas e como se proteger
Em 73% dos participantes, o local de aparecimento das feridas foi a região do ânus e dos genitais, enquanto 41% possuíam irritações na mucosa da boca.

Entre os sintomas gerais, 62% dos pacientes tiveram febre. Outros sinais comuns foram inchaços dos linfonodos ou "ínguas" (apareceu em 56% dos participantes), letargia (41%), dor muscular (31%) e dor de cabeça (27%).

Fonte: Portal G1 PI

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