25/08/2022

'Doença do tatu': jovem de 22 anos internado no Piauí permanece em estado grave, mas estável

Amigo do jovem morreu vítima da doença. Conforme a Secretaria Estadual de Saúde, os dois tiveram contato com um fungo presente nas tocas dos animais ao caçarem tatus.

Toca do tatu - imagem ilustrativa — Foto: Reprodução/TV Gazeta

O jovem de 22 anos internado no Sul do Piauí após ser diagnosticado com o fungo Paracoccidioidomicose (PCM), ou a "doença do tatu", segue em estado grave, mas estável. Ele está na sala de cuidados críticos do Hospital Regional Justino Luz, em Picos. No último sábado (20), um amigo do jovem morreu vítima da doença.

Em entrevista à TV Clube, a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), Amélia Costa, informou que o jovem e três amigos, sendo dois irmãos, saíram, há cerca de um mês, para caçar tatu. Alguns, ao retornarem, começaram a apresentar falta de ar e febre. Todos residem no município de Simões , onde foram contaminados.

O irmão do adolescente de 17 anos, que morreu no último sábado (20), apresentou sintomas e esteve em Teresina para fazer acompanhamento ambulatorial, mas já retornou para Simões e agora passa por tratamento domiciliar. O quarto jovem não chegou a apresentar sintomas da doença.

"Dessas quatro pessoas, duas são irmãs. O primeiro irmão deu entrada no dia 10 de agosto e morreu no dia 20. O irmão dele foi transferido para Teresina, já se encontra em Simões, pois o tratamento está sendo no domicílio. Outro está com comprometimento pulmonar, um dos sintomas. Hoje ele fez um exame e realmente foram vários nódulos detectados no pulmão", contou a coordenadora.

Sintomas da doença
O homem pode contrair a doença ao entrar em contato com os esporos do fungo Paracoccidioidomicose (PCM) ao mexer no solo e inalar uma substância que sai do buraco contaminado. A doença não é contagiosa nem transmitida de humano para humano ou de animal para humano.

Abaixo, leia a íntegra da nota da Secretaria Municipal de Saúde de Simões sobre a doença:

"A Paracoccidioidomicose (PCM) é conhecida popularmente por "Doença do Tatu". A associação com o animal acontece porque o homem ao caçar tatus entra em contato com as tocas (buracos), onde o solo está contaminado pelo fungo.

A doença não é transmitida por animais ao homem, nem é transmitida de uma pessoa para outra. A transmissão é sempre pela inalação dos esporos que estão no solo contaminado (poeira que sai do buraco).

A pessoa infectada pode apresentar lesões na pele, tosse, febre, falta de ar, linfonodomegalia (ínguas ou landras), comprometimento pulmonar, emagrecimento. Podendo inclusive manifestar a forma grave, levando a morte.

Solicitamos a comunidade que evite exposição ao risco de contaminação".
Nota da Secretaria de Saúde de Simões sobre Paracoccidioidomicose (Doença do Tatu) — Foto: Reprodução

Fonte: Portal G1 PI

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