27/08/2022

DHPP aguarda resultado de laudo essencial para elucidar morte de cunhados e babá, no Piauí

Foto: Reprodução/Redes sociais/Felipe Holanda e Daniel Flauberth

O laudo que irá apontar a dinâmica da briga familiar que deixou dois cunhados mortos e uma babá é considerado essencial para a elucidação do que aconteceu no dia 30 de julho deste ano, após um desentendimento por causa do choro de uma criança, no bairro São Pedro, zona Sul de Teresina. Uma reconstituição não está descartada.

A delegada Fernanda Novaes, da Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação, afirmou ao Cidadeverde.com que até o momento já foram colhidos todos os depoimentos e está sendo aguardado o laudo que vai explicar melhor como tudo aconteceu.

“Estamos esperando a perícia do local, que não chegou ainda, para poder definir as próximas diligências. É o laudo que vai informar como foi a dinâmica no local, para poder tomar as próximas providências, mas todo mundo já foi ouvido, quem estava no local, familiares, vizinhos e estamos só nesse aguardo mesmo, mas ainda não sabemos quando vai sair e não temos uma previsão”, disse.

Essa perícia é considerada essencial para a investigação. “A perícia de local de crime, é do perito que foi no dia ao local, colheu todas as informações. Esse laudo vai me dizer sobre a possível dinâmica do crime, de acordo com análise do sangue, mais ou menos como foi a dinâmica dos fatos. Não vai ter exatamente como ocorreu, mas vamos ter uma base do que pode ter ocorrido”, explicou Fernanda Novaes.

Dependendo do resultado do laudo, se houver a necessidade de mais esclarecimentos, pode ser pedida uma reconstituição. “Se houver necessidade posteriormente, depois que receber os laudos, sim. Existe possibilidade, mas não é certeza que possa acontecer”, explicou.

O crime
O crime aconteceu no dia 30 de julho deste ano em um terreno com casas onde três famílias moravam. Atualmente a versão que se tem é que o atirador desportivo Daniel Flauberth Gomes Nunes Leal, de 38 anos, teria se irritado com o choro do sobrinho, filho do funcionário público, Felipe Guimarães Martins Holanda, de 37 anos. Ele teria feito várias reclamações sobre a criança estar chorando, o que gerou um desentendimento.

Foto: Reprodução redes sociais/Juliana da Silva

Irritado com as reclamações, Felipe Guimarães supostamente teria ido até a residência de Daniel com uma faca. O atirador teria aberto a porta e realizado um disparo de arma de fogo, atingindo a babá que estava na área externa. Depois outro tiro atingindo Felipe na virilha. Em seguida, os dois travaram luta corporal, e Daniel foi atingido com um tiro na cabeça.

Daniel e Felipe morreram no dia do crime, e a babá Juliana da Silva, de 36 anos, morreu no dia 8 de agosto, após nove dias internada.

A delegada destacou que ainda não é possível saber se outra pessoa entrou na briga entre os cunhados, e nem se essa versão apurada no dia do crime é a verdadeira. Segundo ela, o que se sabe é que os dois homens não tinham um relacionamento conturbado e que a discussão realmente aconteceu por causa do choro do filho de Felipe.

“Não tem como definir se foi realmente isso que aconteceu, só depois do laudo, como foi mais ou menos a dinâmica do crime. A gente tem essas informações que estão no procedimento, mas não tem o que dizer que é verídico ou não. O laudo é primordial para confirmar ou não a versão do que a gente tem até agora, quando tiver esse laudo do perito, vou poder ter uma base do que aconteceu e ver qual é a versão fidedigna”, destacou a delegada.

Bárbara Rodrigues
redacao@cidadeverde.com

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