22/06/2022

Exame comprova que corpo carbonizado não é de estudante desaparecido, diz IML

Foto: Reprodução/Instagram @luccasliv

O Instituto Médico Legal (IML) confirmou que o corpo encontrado carbonizado no Assentamento Emiliano Batata, próximo ao Rodoanel, na zona Sudeste de Teresina, não é do estudante Lucas Vinícius Monteiro Oliveira, de 24 anos, que segue desaparecido há quase dois meses.

De acordo com o diretor do IML, o médico legista Antônio Nunes, após realização de exames de DNA do material genético coletado da família de Lucas Vinícius, foi constatado que não há ligação ou vínculo de parentesco.

Os pais do estudante chegaram a cogitar que o corpo seria do filho.

Até o momento, o diretor informou que o corpo segue sem identificação. Antônio Nunes disse que os restos mortais deram entrada no IML no dia 30 de abril e pediu que familiares que possuem parentes desaparecidos compareçam ao Instituto.

“Estamos aguardando possíveis parentes. Nenhum apareceu ainda. Quem tenha parente desaparecido compareça ao IML. A vítima usava uma cueca branca da marca Lacoste”, explica.

Entenda o caso
A namorada de Lucas Vinícius Monteiro Oliveira, Gabriela Vasconcellos, disse que ele foi visto pela última vez na madrugada do dia 24 de abril, na Ponte Juscelino Kubitschek, logo após saírem de uma festa no bairro Cabral, na zona Norte de Teresina.

O Corpo de Bombeiros tem realizado buscas pelo estudante, após a namorada afirmar à policia que o jovem parou o carro e pulou da ponte para o rio Poti, em Teresina. Desde então foram realizadas buscas até Miguel Alves, mas o corpo nunca foi localizado.

A família do estudante mora em São Paulo e viajou para Teresina para acompanhar as buscas. Declarações da namorada e a transferência de R$ 3,5 mil da conta do estudante para a conta de Gabriella, horas após o desaparecimento, levantaram suspeitas da família, que registrou um Boletim de Ocorrência e pediu a realização de uma investigação do caso.

Segundo Ana Lúcia, seu filho nunca apresentou sinais de depressão, como a defesa de Gabriella alega. “No momento estamos fragilizados. O nosso filho não se jogou da ponte em momento nenhum. Existiu sim a cena do carro na ponte, mas em momento nenhum ele estava depressivo, ele era amado, querido por todos”, pontuou.

Em nota de esclarecimento, o advogado Whyttal Veras, que representa Gabriela Vaconcelos, afirmou que a jovem está sendo alvo de um julgamento social injusto e que ela não é suspeita de qualquer delito.

Destacou ainda que foi Gabriela que emprestou para Lucas um cartão de crédito, pois ele não tinha um emprego fixo. Disse que quando ocorreu a transferência, o celular de Lucas já estava com a mãe.

Rebeca Lima
redacao@cidadeverde.com

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