31/03/2022

Rua de Teresina em que criança morreu de dengue hemorrágica registrou 8 casos em 15 dias

Primas que moram em casas vizinhas, na mesma rua de Lucas, ainda estão se recuperando. Fundação Municipal de Saúde disponibilizou telefones para denúncias.

Acúmulo de água e lixo em área próximo a rua com 8 casos de dengue na Zona Sudeste de Teresina — Foto: Layza Mourão/ g1 PI

A rua onde Lucas Manuel morava, no bairro Dirceu 2, Zona Sudeste de Teresina, registrou oito casos de dengue nos últimos 15 dias. O menino não resistiu à forma hemorrágica e morreu no domingo (27). Lucas foi a segunda vítima da doença somente em 2022 na capital. Segundo os moradores da rua, já foram encontrados focos com ovos do mosquito na rua.

A Fundação Municipal de Saúde, questionada sobre o problema, informou que os agentes já visitaram mais de 200 mil domicílios na capital. Informou ainda que estão disponíveis os telefones 3215-9143 e 3215-9144 para acionar a população acionar os agentes de endemias.

O g1 esteve no local e flagrou muitos mosquitos, lixo acumulado e moradores doentes. No local, no momento que a equipe de reportagem chegou, havia um agente de saúde fazendo aplicação de spray inseticida nas ruas do bairro.

Yasmin Danielle, de 9 anos, que recebeu o diagnóstico há 15 dias e também apresentou a forma grave da doença. A mãe da criança, que não quis se identificar, contou que ao receber o diagnóstico médico, as plaquetas foram baixando consideravelmente.

“Há quinze dias ela foi diagnosticada com dengue, e as plaquetas dela foram baixando consideravelmente. No hospital do nosso plano as respostas dos médicos eram as mesmas ‘líquido, se alimentar’ e mesmo assim as plaquetas continuaram baixando” , explicou a mãe.

A mãe seguiu contando que após o diagnóstico da dengue hemorrágica, solicitaram da prefeitura a presença de técnicos para realizar vistorias na região em busca de focos. A mãe contou ainda que duas casas na rua estão desocupadas, mas em uma delas o dono do imóvel autorizou a vistoria, mas não foram encontrados focos.

“Eles faziam vistoria quase que diariamente, olhavam as casas mas mesmo assim, não foi suficiente. A minha filha, a gente quase perdeu ela, eu tive que obrigar a Yasmin a se alimentar, porque ela não tinha apetite. O caso da minha filha foi gradativo e o do Lucas foi muito rápido”, contou a mãe.

Segundo caso na família
Estudante internada após apresentar quadro de dengue em Teresina — Foto: Arquivo Pessoal

A estudante Ligia Valéria, de 17 anos, prima de Yasmin, começou a apresentar os sintomas há dez dias. Hoje ela ainda segue fazendo acompanhamento médico, e faz exames de sangue a cada dois dias para acompanhar a quantidade de plaquetas.

Segundo Lígia, os primeiros sintomas que apareceram foram moleza no corpo e frio, seguido de vômitos e dores de cabeça. Yasmin contou que após o relato dos sintomas ao médico foi detectado que seu quadro era suspeito de dengue.

"Com o passar dos dias, fui apresentando falta de apetite e muita dor de cabeça, e dores abdominais. E a cada dor que eu sentia, tinha que ir ao hospital porque tinha que acompanhar as plaquetas, porque até então, estavam baixando" explicou ela.

Na quinta (24), ao apresentar febre e mais dores, a jovem foi novamente encaminhada ao hospital, onde fez um novo exame e aguarda o resultado.

Focos próximos à rua
Próximo à rua onde foram contabilizados os 8 casos, moradores denunciam a presença de focos de mosquito em água parada. Técnicos da Sucan foram acionados para fazer uma visita, mas até o momento não foram ao local.

No local são despejados diversos resíduos, como tampas, pratos descartáveis, garrafas e pneus; todos os objetos podem acumular água e se tornar foco para o mosquito Aedes Aegypti depositar seus ovos. A mãe de Yasmin acredita que os focos estão em locais públicos, onde não há fiscalização e limpeza dos ambientes.

"Eu acho que há focos aqui perto, que não sejam só nas residências porque os técnicos vieram, foram 3 vezes na minha casa pelo menos, e eles disseram 'olha, não é aqui'. Eu não sei se é nas praças, nos lugares que têm entulho, não sei se é nas escolas que estão fechadas porque estão de greve" relatou ela.

Prevenção
“A prevenção da dengue pode ser feita com práticas simples que evitam, principalmente, a reprodução do mosquito transmissor, através da eliminação de objetos que acumulem água parada”, reforçou Amariles Borba, gerente de atenção em saúde da Fundação Municipal de Saúde.

Isso porque esses objetos com água são potenciais criadouros do mosquito. É fundamental então a manutenção correta dos recipientes que armazenam o líquido, como caixas d'água e vasos de plantas. Para isso, vistoriar a casa e o quintal semanalmente é muito importante.

Fonte: Portal G1 PI

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