25/01/2022

Pastor e corretor foram mortos um dia após desaparecimento, diz delegado Baretta

Foto: Arquivo Pessoal

O pastor Carlos Alberto de Oliveira Júnior e o corretor de veículos Raí Rodrigues Lima foram mortos antes das famílias comunicarem o desaparecimento deles, no último dia 12 de janeiro. A informação foi confirmada pelo delegado Francisco Costa, o Baretta, coordenador do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Os corpos dos dois foram encontrados na última quinta-feira, em uma estrada entre os municípios maranhenses de Caxias e Coelho Neto, em um povoado da zona rural. O reconhecimento foi feito por familiares.

“O pastor e o amigo saíram da residência, conforme relato da esposa, às 21 h do dia 11 de janeiro e entraram em Timon às 22h. Só que a família comunicou o desaparecimento no dia 12, às 22 h. Um levantamento nosso indica que eles foram assassinados na noite do dia 12, antes de ser feito o comunicado de desaparecimento”, detalhou o delegado Francisco Costa, o Baretta, coordenador do DHPP.

O delegado acrescentou que aqueles que em casos de desaparecimentos os familiares devem fazer o comunicado o mais breve possível para que a polícia possa iniciar as investigações e consiga elucidar o caso no menor espaço de tempo.

“Nesse caso, se tivéssemos sido comunicados logo, poderíamos ter tido um resultado melhor nas investigações. Mas, quando comunicaram o desaparecimento, os dois já estavam mortos. Então, não tinha muito o que fazermos”, frisou o delegado.

Relatório
Um relatório com informações levantadas pela equipe do DHPP no Piauí será entregue ao delegado titular do DHPP de Caxias, delegado Jair Paiva, que assume as investigações sobre a morte do pastor e do corretor.

De acordo com o delegado Baretta, essa troca de informações é só para ajudar na elucidação do caso, visto que o crime ocorreu em Caxias e está sob responsabilidade do DHPP do município maranhense.

“Estamos só materializando as informações que colhemos durante as investigações e devemos entregar para o delegado Jair ainda hoje. Mas, a investigação dele independe do nosso relatório. Ele já tem muito material e logo elucidará esse crime”, pontuou o delegado Bareta.

Nataniel Lima
redacao@cidadeverde.com

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