21/07/2021

PI: advogado fez postagem no Dia da Mulher antes de ser preso por estupro de faxineira: ‘respeita e agradece’

Após a prisão, no dia 14 de julho, a publicação de Jefferson Moura Costa no Instagram, feita no dia 8 de março, repercutiu e recebeu comentários de revolta devido à violência sexual pela qual ele foi preso.

Postagem no Dia da Mulher feita por advogado preso por estupro em Teresina — Foto: Reprodução/Instagram

Preso pelo estupro de uma faxineira em Teresina e denunciado por outras quatro vítimas, o advogado Jefferson Moura Costa fez uma postagem no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, que repercutiu após sua prisão, no dia 14 de julho.

"Tua primeira casa foi uma mulher. Respeita e agradece", é a frase em uma imagem divulgada pelo homem no Instagram.

A imagem é acompanhada de um texto que teria sido escrito por ele: "Minha primeira casa no mundo carnal foi sim o ventre de uma mulher. Parabéns a todas as mulheres de qualquer raça, cor, etnia nacionalidade por portarem o maior amor do mundo à de nos guardar por nove longos nove meses, de nos amamentar, de nos educar, de nos vigiar, de nos proteger, de nos disciplinar e de nos amar da gestação à nossa idade adulta", escreveu o advogado.

"Lembrando ainda que como ser divino que é não existe outro meio de qualquer ser humano (homem ou mulher) vir ao mundo se não através desse meio. Parabéns ao ser espiritual mais FORTE DO PLANETA”, completou o homem.

Advogado Jefferson Moura Costa foi preso pelo estupro de uma faxineira em Teresina. — Foto: Reprodução/Redes sociais

Após a sua prisão e a repercussão do caso de estupro contra uma faxineira, a publicação recebeu diversos comentários de revolta. "Nojo", "quanta ironia" e "muito cinismo", dizem alguns.

"Esse tipo de postagem não pode ficar aqui depois de todo o Brasil saber que ele é um assassino e estuprador”, escreveu uma das pessoas.

“Posta isso e estupra” e “Essa publicação só mostra o quanto não devemos confiar em ninguém”, são outros comentários na postagem.

Entenda o caso
Jefferson Moura Costa foi preso em flagrante, no dia 14 de julho, depois uma faxineira pular da varanda de seu apartamento, na Zona Leste de Teresina, após ter sido estuprada. Imagens das câmeras de segurança registraram a movimentação da vítima antes de saltar para fugir do agressor.

A prisão em flagrante foi convertida para preventiva no dia 15 de julho e o advogado, que estava preso em uma cela especial no 12º Distrito Policial da capital piauiense, foi transferido para a Penitenciária Regional Irmão Guido.

A defesa do homem solicitou à Justiça, na segunda-feira (19), a transferência dele para uma sala de Estado Maior, ou, na falta de uma, que seja determinada a prisão domiciliar dele.

No pedido, feito por meio da Ordem dos Advogados do Brasil - Secção Piauí (OAB-PI), é citado um dos direitos do advogado que é o de não ser preso antes de sentença transitada em julgado, de outra forma a não ser em sala de Estado Maior, ou, na falta disso, em prisão domiciliar.

A OAB-PI afirmou que a unidade prisional onde Jefferson Moura Costa está custodiado não possui sala de Estado Maior e solicitou a transferência dele para o Comando da Polícia Militar do Piauí ou do Corpo de Bombeiros.

O órgão reforçou que na ausência de sala de Estado Maior para custodiar o advogado, a lei prevê que seja concedida a prisão domiciliar. O pedido foi analisado pelo juiz Valdemir Ferreira Santos, da Central de Inquéritos de Teresina.

O magistrado determinou que o secretário de Justiça do estado fosse oficiado para informar em até 24 horas as especificações do local onde o homem está sendo mantido. Procurada pelo G1, a Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus) informou que ainda não foi oficiada sobre a solicitação.

Advogado responde por homicídio
Jefferson Moura Costa responde pelo homicídio do cabo do Exército Arione de Moura Lima, ocorrido em abril de 2010, no município de Picos, Sul do Piauí.

De acordo com o processo, na noite do dia 25 de abril de 2010, o advogado atirou no peito da vítima, que estava na calçada de casa, no bairro Paraibinha (Cohab). Jefferson chegou a ser preso após o crime, mas acabou sendo colocado em liberdade e, 11 anos depois, o caso ainda não foi julgado.

O acusado estava respondendo em liberdade quando, em novembro de 2014, a Justiça avaliou um pedido de prisão preventiva do Ministério Público. No pedido, o MP afirmava que após ser solto o réu havia se envolvido em um acidente automobilístico na Bahia, que resultou na morte de duas pessoas.

O órgão disse ainda que o advogado foi preso em flagrante em Teresina por corrupção ativa, desacato e porte ilegal de arma de fogo. O MP acreditava que caso continuasse em liberdade o acusado poderia comprometer a ordem pública. O pedido foi negado pelo juiz Nilcimar R. De A. Carvalho, da 5ª Vara da Comarca de Picos.

Fonte: Portal G1 PI

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